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Fórum Barcelona
2004
Estima-se que mais de cinco milhões
de pessoas participarão, a partir do dia 9
de março, do Fórum
Barcelona 2004, um encontro mundial para debater
sobre três grandes temas do século XXI:
diversidade cultural, desenvolvimento sustentável
e condições da paz.
O encontro terá duração
de quase cinco meses em diversos espaços de
Barcelona, cidade espanhola conhecida por seu espírito
cosmopolita e sua riqueza arquiteônica e cultural.
Nesta seção oferecemos um guia de navegação
na Internet sobre o assunto.
Diversos locais
às margens do mar serão a sede do
Fórum de Barcelona 2004 que, com investimento
de aproximadamente US$ 400 milhões, reunirá
cidadãos de todo o planeta para debater como
fortalecer seus direitos e valores culturais com vistas
a uma melhor qualidade de vida no novo milênio.
Líderes de opinião, como Mikhail Gorbachov,
William Clinton, Luiz Inácio Lula da Silva,
Carlos Fuentes e José Saramago, estão
convidados para o encontro, que acontecerá
entre 9 de maio e 26 de setembro na cidade espanhola
que foi sede dos Jogos Olímpicos em 1992.
Entre as centenas de associações,
fundações e organizações
não-governamentais participantes figuram Anistia
Internacional, Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura, Save
The Children e Green
Cross International. O encontro é organizado
pela prefeitura de Barcelona, a Generalitat da Catalunha
e a Administração Geral do Estado, instituições
que elaboraram uma Agenda
de Princípios e Valores, destinada a converter-se
no código de ética que regerá
as atividades do Fórum.
A Agenda, dizem os organizadores,
se baseia na Declaração
Universal de Direitos Humanos e nos princípios
programáticos da Organização
das Nações Unidas. “Únicos
valores que gozam de aceitação mundial”.
O escritor mexicano Carlos
Fuentes disse, a respeito da diversidade cultural,
um dos três eixos do Fórum, que “uma
das maravilhas de nosso ameaçado planeta está
na variedade de suas experiências, de suas lembranças
e de seus desejos. Qualquer tentativa de impor uma
política uniforme a esta diversidade é
como o prelúdio da morte”.
Os organizadores escolheram o
meio ambiente como segundo eixo, com a intenção
de promover a defesa da biodiversidade mediante a
proteção e melhoria da qualidade do
entorno, bem como da conservação e do
uso racional dos recursos naturais. E assinalar a
necessidade de um tecido econômico, social e
institucional, socialmente responsável. Sobre
o terceiro eixo, as condições da paz,
os organizadores buscam as palavras de Aung
San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz de 1991:
“A paz, o desenvolvimento e a Justiça
estão ligados entre si. Ou, por acaso, é
possível desenvolver-se economicamente em um
campo de batalha?”
Os debates e uma série
de exibições terão lugar no Centro
de Convenções da cidade, com capacidade
para 15 mil pessoas. Espera-se a organização
de múltiplos encontros temáticos, entre
eles o Fórum
Mundial de Mulheres, que acontecerá entre
29 e 31 de julho, com a finalidade de analisar a situação
atual das mulheres, sua contribuição
ao debate público e estratégias concretas
para fortalecer o respeito aos direitos humanos. Exibições,
concertos, teatro e gastronomia completam a agenda.
Artistas como Sting
e Bob
Dylan se apresentarão durante o fórum.
O site Barcelona-on-line
oferece informações sobre alojamento
e atividades turísticas e de entretenimento
em Barcelona. Também coloca à disposição
dos internautas um serviço gratuito de reservas.
Fórum
Barcelona 2004
Nações Unidas
Declaração
Universal dos Direitos Humanos
Anistia
Internacional
Save The
Children
Unesco
Green Cross International
Recomendações
para alojamento em Barcelona
Site sobre
Carlos Fuentes
Nobel
da Paz 1991
Site
sobre Bob Dylan
Site sobre
Sting
Bem-estar animal, bem-estar humano
Mais de 450 pessoas procedentes
de 70 países participaram da Conferência
Mundial sobre Bem-Estar Animal, reunida em Paris,
França, entre 23 e 25 de fevereiro. Condições
inadequadas na manutenção de animais
em granjas poderiam ser causas de enfermidades como
a gripe do frango, que atualmente afeta os países
asiáticos. Esta seção oferece
um guia de navegação na Internet sobre
o assunto.
Liderada pela Organização
Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em
inglês de Office International des Epizooties),
a Conferência buscou dar os primeiros passos
para a definição de normas internacionais
para o correto manejo de animais, com base em estudos
científicos. Os tópicos
discutidos sobre os animais criados em cativeiro incluíram
espaço e meio ambiente; gestão, manejo
e transporte; dor, medo e angústia; feridas
e enfermidades; e alimento, água e desnutrição.
De acordo com a organização Pessoas
pela Ética no Trato dos Animais (Peta),
a granja em escala industrial utiliza métodos
extremamente cruéis para criar animais, mas
sua rentabilidade a torna popular.
Vacas, porcos, galinhas, coelhos
e outros animais são colocados em pequenas
jaulas ou compartimentos, muitas vezes sem a possibilidade
nem mesmo de dar uma volta, afirma a Peta. Privação
de exercício para suas extremidades, alimentos
com hormônios de crescimento e alterações
genéticas seriam outras das práticas
comuns nas fazendas. Além disso, acrescenta
a Peta, as propriedades rurais industriais são
altamente contaminantes da água e do solo,
e, apenas nos Estados Unidos, requerem mais da metade
da água utilizada em todo o país.
A não-governamental World
Society for the Protectition of Animals (WSPA)
assinala que os repetidos focos de doenças
animais na Ásia podem estar relacionados com
uma superexpansão da agricultura industrial
animal. A WSPA realiza a campanha World
Farmwatch para incentivar práticas agrícolas
que sejam humanas e sustentáveis.
Segundo estimativas da Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (FAO), até
o início do mês passado, cerca de 45
milhões de aves foram sacrificadas nos países
asiáticos como resultado da gripe do frango.
A FAO indica que, embora essa quantidade represente
pouco mais de 1% do total de aves existentes na região,
o impacto pode ser devastador para as economias locais,
em particular na Tailândia, onde a indústria
depende em grande parte do comércio. Em 2003,
as exportações tailandesas representaram
cerca de 7%, equivalente a US$ 1 bilhão, do
total de carne avícola vendida em nível
global.
A Organização
Mundial da Saúde (OMS) informa que foram
registrados casos de gripe do frango em humanos, em
razão, acredita-se, do contato com aves infectadas
ou com superfícies contaminadas com excrementos
dessas aves. Segundo o norte-americano Center
of Disease Control (CDC), o vírus presente
nos países asiáticos, e que acaba de
ser registrado em uma granja do Estado norte-americano
do Texas, é o A (H5N1) que já faz vítimas
fatais. Os sintomas em humanos são semelhantes
aos da gripe, além de infecção
nos olhos, pneumonia e outras sérias complicações.
Nos países em desenvolvimento,
afirma a FAO, as enfermidades infecciosas e parasitárias
do gado continuam sendo grandes limitações
para a produtividade e rentabilidade da atividade
pecuária. Segundo esse organismo, sem as medidas
de proteção adequadas, doenças
infecciosas podem facilmente se reintroduzir em
zonas “liberadas”. Afecções
com brucelose (bovina, ovina e caprina) ou a tuberculose
podem passar dos animais para as pessoas, constituindo
um perigo para a saúde humana.
A conferência da OIE ressaltou
a importância de apoiar os países em
desenvolvimento para que estabeleçam conceitos
de bem-estar animal respeitando situações
particulares. Somente dessa forma poderão ser
adotados padrões internacionais de comércio.
No site da Conferência encontram-se os links
das organizações participantes e de
sites de interesse sobre o assunto.
Conferência
Mundial sobre o Bem-Estar Animal (Espanhol)
Organização
Mundial de Saúde Animal (Espanhol, Inglês,
Francês)
Pessoas
pela Ética no Trato dos Animais (Espanhol)
World
Society for the Protection of Animals (Inglês)
Organização
das Nações Unidas para a Agricultura
e a Alimentação (Inglês)
Organização
Mundial da Saúde (Inglês)
Center
of Disease Control (Inglês)
Energia solar
Prática, mas cara, a energia
solar está abrindo seu caminho meio século
depois de ser proposta. Para os países em desenvolvimento,
o uso dessa fonte energética poderia facilitar
um crescimento sustentável. Nesta seção
sugerimos vários sites da Internet com informação
sobre o assunto.
Há cerca de cinco anos, em 1954, a Bell
Laboratories apresentou a primeira célula
solar capaz de converter a luz em eletricidade, utilizando
um semicondutor de silicone. A energia
solar é abundante, e sua forma de distribuição
é muito ampla, o que implica que deve ser concentrada
para poder ser utilizada. Assim, resulta mais cara
do que outros tipos de energia, como a proveniente
de combustíveis fósseis.
De acordo com o World
Book Online Reference Center, existem principalmente
duas maneiras de converter luz solar em energia elétrica:
diretamente, por meio de conversão fotovoltáica,
ou indiretamente, por conversão termal, que
transforma a luz primeiro em calor e depois em energia
elétrica.
Considerada amistosa com o meio ambiente, a energia
solar tem diversos usos, incluindo o doméstico,
o agrícola e até o espacial.
Segundo a empresa Censolar,
a energia do Sol pode ser usada em casa para obter
água quente e calefação, bem
com para pequenos aparelhos como relógios e
calculadoras. No setor agrícola, as estufas
solares, os secadores agrícolas e usinas de
purificação ou desalinização
de águas seriam algumas das opções.
O maior mercado para os módulos fotovoltáicos
é o espacial. Em 1962, o Telstar,
primeiro satélite de comunicações
a transmitir um sinal de televisão transatlântico,
utilizou 3,6 mil células solares como fonte
de energia. A reduzida demanda do setor espacial seria
uma das razões pela qual o custo desta tecnologia
permanece alto por várias décadas.
Segundo informações
da imprensa, os principais mercados em nível
mundial estão no Japão, que conta com
40% do total de células solares instaladas,
seguido da Alemanha com 20% e dos Estados Unidos com
12%. Esforços para reduzir o preço destes
sistemas incluem incentivos como reduções
no custo de instalação ou mesmo a venda
da energia solar gerada em excesso, como pode acontecer
em dias ensolarados, a empresas elétricas.
Uma vez recuperados os custos de investimento, a energia
gerada resultaria de custo muito baixo ou até
mesmo livre de encargos.
Do ponto de vista ambiental, um aumento no uso da
energia solar tem o potencial de diminuir a dependência
de combustíveis fósseis, causadores
de graves problemas, como o aquecimento global e a
destruição da camada de ozônio.
Outras fontes de energia
renováveis que ajudariam a tal fim incluem
as obtidas a partir da biomassa, que utiliza lixo
orgânico, ou a eólica que utiliza a força
do vento.
De acordo como o Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), para cumprir a meta de reduzir à metade
o número de pessoas vivendo com renda inferior
a um dólar por dia até 2015, o acesso
a serviços energéticos é um pré-requisito.
O Pnud assinala que cerca de dois bilhões de
pessoas, principalmente em áreas rurais, carecem
de acesso á eletricidade.
Em busca de opções e financiamento para
políticas de energias sustentáveis,
o Pnud estabeleceu associações com organismos
como o Banco Mundial, através do programa Energy
Sector Management Assistance Programme. Outras
instituições que participam com o Pnud
são o World
Energy Council, o E-7
Network of Utilities e o World
Business Council for Sustainable Development.
Como preparação para a Cúpula
da Terra sobre Desenvolvimento Sustentável,
realizada em Johannesburgo, em 2002, o Pnud desenvolveu
três iniciativas para garantir o acesso de pessoas
pobres a serviços modernos de energia: Rede
Global de Energia Sustentável, o Global
Village Energy Partnership e o LPG
Challenge.
Um relatório
da Agência Interamericana
para a Cooperação e o Desenvolvimento
(IACD), apresenta os resultados de fornecer um sistema
de energia solar a um povoado rural, San Francisco,
localizado em Lempira, Honduras. San Francisco, diz
o informe, foi transformado em uma vila solar-digital
com Internet, educação a distância,
telemedicina e videoconferência, demonstrando
a importância de vincular a eletrificação
rural sustentável e as telecomunicações
com projetos de desenvolvimento.
Vários sites
da Internet oferecem informação
extensa e detalhada sobre energia solar para uso privado
e comercial.
Bell
Laboratories (Inglês)
Energia
Solar, World Book Online Reference Center, 2004 (Inglês)
Empresa
Censolar (Espanhol)
Telstar
completa 40 anos (Inglês)
O
obscuro passado da energia solar (Inglês)
Fontes
de energias renováveis (Inglês)
Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Inglês)
Relatório
IACD (Inglês)
Centro de Referência
para Energia Solar e Eólica Sérgio de
Salvo Brito (Português e Inglês)
LabSolar,
Universidade Federal de Santa Catarina (Português)
Laboratório
de Energia Solar, Universidade Federal da Paraíba
(Português, Francês e Inglês)
Sétima Conferência
da Convenção de Diversidade biológica
Mais de dois mil especialistas
em biodiversidade e desenvolvimento sustentável
participam da Sétima
Conferência das Partes da Convenção
de Diversidade Biológica, reunida em Kuala
Lumpur, na Malásia, de 9 a 20 de fevereiro.
Como reduzir a perda de biodiversidade em todos os
níveis é o tema central do debate. Nesta
seção sugerimos vários sites
na Internet com informação sobre o assunto.
A Convenção
de Diversidade Biológica foi adotada durante
a Cúpula
da Terra, realizada no Rio de Janeiro em 1992.
Ratificada por 188 países,
a Convenção busca uma aproximação
do desenvolvimento sustentável através
de três objetivos principais: a conservação
da diversidade biológica, o uso sustentável
de seus componentes e a distribuição
eqüitativa e justa dos benefícios resultantes
do uso de recursos genéticos.
Em sua sétima edição,
ministros, cientistas e representantes de organizações
não-governamentais e comunitárias encontram-se
reunidos para debater tópicos
considerados prioritários, como os sistemas
montanhosos, o papel das áreas protegidas na
preservação da diversidade biológica
e a transferência de tecnologia e cooperação
tecnológica.
Adicionalmente, busca-se implementar
os objetivos
estabelecidos na sexta reunião da Convenção,
realizada em 2002, no sentido de reduzir significativamente
a perda de biodiversidade até 2010, como forma
de aliviar a pobreza e melhorar a vida no planeta.
Esta meta foi ratificada pela
Cúpula
da Terra para o Desenvolvimento Sustentável,
que aconteceu em Johannesburgo, em 2002. O grupo científico
de trabalho da Convenção propôs
o estabelecimento de uma série de indicadores
globais de biodiversidade para avaliar o progresso
para o cumprimento da meta estabelecida para 2010.
Cinco indicadores identificados
para uso imediato incluem: extensão de hábitats,
abundância e distribuição de espécies,
mudança no estado de espécies ameaçadas,
diversidade genética de espécies de
importância socioeconômica e cobertura
de áreas protegidas.
De acordo com informações
da imprensa, Debrua Harry, da não-governamental
Indigenous Peoples
Council on Biocolonialism, afirma que devem ser
reconhecidos os direitos dos nativos sobre suas terras
e recursos biológicos antes de passar a outros
aspectos como a transferência de tecnologia
e divisão eqüitativa de benefícios.
Sobre esse tema, membros da Comunidade
Andina assinaram uma declaração no Peru,
em 2002, intitulada "Declaração
de Cuzco sobre acesso a recursos genéticos,
conhecimento tradicional e direitos de propriedade
intelectual de países megadiversos”.
No campo empresarial, debate-se
a necessidade de se promover o investimento socialmente
responsável como essencial para o bem-estar
das corporações. Segundo um comunicado
de imprensa, A. H. Zakri, diretor do Institute
of Advanced Studies (IAS) da Universidade das
Nações Unidas, afirma que estão
sendo apresentados sinais de que a empresa privada
finalmente está se incorporando ao debate do
manejo da biodiversidade.
Exemplos disto, diz Zakri, são
os sistemas de intercâmbio de carbono, os esquemas
para etiquetar produtos geneticamente modificados
e a ênfase nos acordos ambientais internacionais
da participação do setor privado. De
acordo com o IAS, os fundos de investimentos privados
que incluem algum fator de consideração
social passaram de aproximadamente US$ 40 bilhões
em 1984 para mais de US$ 2 trilhões em 2003.
Extensa informação
sobre diversos tópicos tratados na Convenção
de Diversidade Biológica pode ser encontrada
em sua página
da Internet.
Sétima
Conferência das Partes da Convenção
de Diversidade Biológica (Inglês)
Convênio
sobre a Diversidade Biológica (Espanhol)
Cúpula
da Terra para o Desenvolvimento Sustentável
- 1992 (Inglês)
Cúpula
da Terra para o Desenvolvimento Sustentável
- 2002 (Inglês)
Metas
para a Conservação da Biodiversidade
- 2010 (Inglês)
Direitos
dos povos indígenas devem ser protegidos
(Inglês)
Indigenous Peoples
Council on Biocolonialism (Inglês)
Declaração
de Cuzco sobre acesso a recursos genéticos,
conhecimento tradicional e direitos de propriedade
intelectual de países megadiversos (Inglês)
Institute of Advanced
Studies, Universidade das Nações Unidas
(Inglês)
Armas de destruição
em massa
A descoberta,
no dia 2 de fevereiro, do tóxico rícino
na correspondência do líder da maioria
no Senado norte-americano voltou a despertar temores
sobre os alcances do bioterrorismo.
Nesta seção oferecemos
um guia de navegação na Internet sobre
o assunto.
O mortal veneno rícino
causou alvoroço ao ser encontrado nos escritórios
do senador Bill Frist. Entre 40 e 50 empregados foram
submetidos a processos de limpeza, mas nenhum apresentou
sintomas de enfermidade. A preocupação
geral aumentou ao revelar-se que documentos contaminados
com o mesmo produto haviam sido enviados para a Casa
Branca no final de 2003.
Febre repentina, tosse e excesso
de fluido nos pulmões são alguns dos
sintomas
associados com envenenamento por rícino,
para o qual não se conhece antídoto.
Estes sintomas podem ser seguidos por problemas respiratórios
severos e possivelmente a morte. Especulações
de novos ataques de grupos terroristas voltam a rondar,
28 meses depois que cartas com um pó branco
identificado como antrax
causaram cinco mortes e danos na saúde de 17
pessoas nos Estados Unidos. Armas
químicas e biológicas são
consideradas as maiores ameaças do novo século.
Internacionalmente, são
controladas, entre outros, pela Convenção
de Armas Biológicas e Tóxicas, que
entrou em vigor em 1975. Em 2002, estimava-se
que Iraque, Irã, Coréia do Norte, Líbia
e Síria possuíam as chamadas armas de
destruição em massa, além dos
Estados Unidos, que se acredita ser o maior possuidor
desse tipo de arma no mundo. Em março de 2003,
o Iraque foi invadido em uma operação
liderada pelos Estados Unidos sob a acusação
de contar com armas de impacto maciço e, portanto,
representar perigo iminente para o mundo.
Entretanto, notícias
da imprensa indicam que o diretor da Agência
Central de Inteligência (CIA, dos EUA) concordou
pela primeira vez, no dia 5 de fevereiro, que elementos
de espionagem poderiam ter superestimado os arsenais
de armas ilícitas no Iraque. Um estudo sobre
o bioterrorismo
no século 21 assinala que, em maio de 2002,
o subsecretário de Estado norte-americano,
John R. Bolton, repetiu acusações de
que Cuba poderia estar dando um duplo uso à
biotecnologia, aplicando-a a programas de armas de
destruição em massa.
Relatórios
da visita do ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy
Carter, à ilha indicam que não existe
nenhum tipo de evidência sobre a produção
de armas biológicas em Cuba e que se deve reconhecer
seu apoio ao desenvolvimento científico de
outras nações. As armas biológicas
têm outros usos, além do bélico.
Como parte do Plano Colômbia,
projetado para a luta contra o narcotráfico
e patrocinado pelos Estados Unidos, se propôs
o uso de um fungo conhecido como
fusarium suysporum para erradicar os cultivos
ilegais de plantas de coca.
Essa iniciativa foi amplamente
criticada, especialmente por grupos ambientalistas.
A organização não-governamental
colombiana Mama
Coca diz que esse fungo é um organismo
vivo que poderia migrar e se reproduzir sem conhecer
fronteiras, o que significaria uma grande ameaça
para ecossistemas frágeis como o amazônico,
onde estão os cultivos ilegais de droga. A
Internet conta com numerosos sites de informação,
como o Rede
Hispana.com, sobre armas de destruição
em massa, bem como sobre os esforços para deter
sua propagação.
Descoberto
veneno rícino no escritório do senador
Frist (Inglês)
Centro
para o Controle e a Prevenção de Enfermidades:
Rícino (Inglês)
Perguntas
e Respostas sobre antrax (Inglês)
Armas
químicas e biológicas (Inglês)
Convenção
de Armas Biológicas e Tóxicas (Inglês)
Status
de Armas Biológicas no Mundo (Inglês)
Tenet
admite brechas em informação da CIA
sobre Armas no Iraque (Inglês)
Armas
Biológicas e Bioterrorismo nos Primeiros Anos
do Século 21 (Inglês)
Agencia Central de Inteligência,
CIA (Inglês)
Mama
Coca (Espanhol)
Visita
do Presidente Jimmy Carter a Cuba (Espanhol)
Red
Hispana.com (Inglês-Espanhol)
Luta contra a escravidão
2004 é o Ano
Internacional para a Comemoração da
Luta Contra a Escravidão e sua Abolição.
Depois de meio século de proibição,
formas modernas de escravidão persistem.
Nesta seção oferecemos
um guia de navegação na Internet sobre
este tema.
A Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura, Unesco, deu início,
no dia 10 de janeiro, a uma série de eventos
a propósito do ano internacional contra a escravidão,
como lembrança de um dos mais escuros capítulos
da história mundial. O ano de 2004 também
marca o bicentenário de um dos primeiros Estados
de população negra, o Haiti,
um símbolo da resistência dos escravos.
A escravidão foi duramente
condenada pela comunidade internacional reunida na
Conferência
Contra o Racismo, a Discriminação Racial,
a Xenofobia e Toda Intolerância Relacionada,
em 2001, que debate em sua segunda seção
do grupo de trabalho, de 26 de janeiro a 6 de fevereiro,
a aplicação efetiva de seu Programa
de Ação.
O Artigo 4 da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, de 1948, estabelece
que “Ninguém estará submetido
à escravidão nem à servidão;
a escravidão e o tráfico de escravos
estão proibidos em todas suas formas”.
Considera-se escravidão o trabalho obrigatório
mediante ameaças psicológicas ou físicas,
ser propriedade de um empregador mediante maus-tratos,
físico ou mental, ou por ameaças de
maus-tratos, a desumanização e a compra
e venda de pessoas como mercadorias.
Atualmente, a escravidão
ainda se manifesta em práticas
como trabalho em condições de servidão
para pagamento de dívidas, trabalho forçado
de adultos e crianças, exploração
sexual de crianças, tráfico e deslocamento
de seres humanos e casamento forçado.
Segundo a ong Anti-Slavery
International, 20 milhões de indivíduos
se convertem em trabalhadores em servidão quando
lhes exigem seu trabalho como meio de pagar um empréstimo.
Essa organização estima que cerca de
70% de meninos trabalhadores atua no setor agrícola,
enquanto a maioria das meninas no mundo o faz no trabalho
infantil doméstico em casas de terceiros.
Entre os movimentos
de meninos e meninas que buscam atender este problema
se encontram o grupo de Meninos
e Meninas Trabalhadores na América Latina (NATS),
o Movimento Africano de Crianças e Jovens Trabalhadores
e Bhima
Sangha, no Sul da Ásia.
De acordo com a ong American
Anti-Slavery Group (AASG), entre os produtos elaborados
utilizando mão-de-obra em condições
de escravidão estão o açúcar
da República Dominicana, o chocolate da Costa
do Marfim, os clips para papel da China, os tapetes
do Nepal e os cigarros da Índia.
Estão disponíveis
na Internet páginas que listam os convênios
e protocolos relacionados com a escravidão.
No portal da Unesco há informação
histórica sobre a escravidão na América
Latina e no Caribe, bem como no África.
Ano
Internacional para a Comemoração da
Luta Contra a Escravidão e sua Abolição
(Inglês)
Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura, Unesco (Inglês)
Conferência
contra o Racismo a Discriminação Racial,
a Xenofobia e toda Intolerância relacionada
(Espanhol)
Declaração
Universal dos Direitos Humanos (Espanhol)
Anti-Slavery
International (Inglês)
Crianças
e Adolescentes Trabalhadores na América Latina
- NATS (Espanhol)
Bhima
Sangha (Inglês)
American
Anti-Slavery Group - AASG (Inglês)
Convênios
e Protocolos sobre Escravidão (Espanhol)
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