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VENEZUELA: Chevron-Texaco apóia escola em zona indígena
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CARACAS.- Uma escola técnica agropecuária com 400 crianças e adolescentes do Delta do Orenoco, a leste da Venezuela, recebeu US$ 75 mil da empresa petrolífera Chevron-Texaco, para reparos e equipamentos.
O Delta é uma das zonas mais pobres do país, e um quarto de seus cem mil habitantes é da etnia indígena Warao. É considerada um ecossistema frágil, e a cerca de 150 quilômetros mar adentro, no Oceano Atlântico, a empresa recebeu duas concessões para procurar gás.
O governo exige que as beneficiárias dessas concessões destinem fundos para fins sociais e ambientais.
“Nossas operações produrizão renda em 2010, quando terminar a exploração, mas não queremos adiar essas iniciativas de investimento social”, disse o porta-voz da companhia, Carlos Aguilera.
A Chevron-Texaco enfrenta um litígio porque comunidades indígenas equatorianas a acusam de prejudicar o meio ambiente com explorações de petróleo entre 1967 a 1990, realizadas pela Texaco, antes da fusão com a Chevron.
HAVANA.- Mais de 300 mil pessoas sofrem diariamente escassez de água em Holguín, uma das seis províncias do oriente de Cuba, severamente afetada pela seca desde a última década.
Esta cidade, capital provincial com cerca de 340 mil habitantes, é uma das mais prejudicadas do país e está em fase de “alerta por intensa seca” desde 29 de julho do ano passado.
“Simplesmente não chove nem tem água. A distribuição para a cidade é irregular”, contou a moradora Noelia Perdomo.
Segundo a jornalista Ardenis Pablo Rodríguez, “a perfuração de centenas de poços e a mobilização de caminhões-tanque para abastecer pontos de venda e inclusive bairros distantes” dá certo alívio.
Fontes do Centro de Clima do Instituto de Meteorologia de Cuba asseguram que o trimestre novembro/2003-janeiro/2004 foi um dos mais secos nos últimos 50 anos.
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BRASIL: Engenheiros buscam melhores ondas para o surf
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RIO DE JANEIRO.- Aumentar a altura das ondas em até 80% e dar-lhes uma dinâmica mais favorável à prática do surf, através de alterações no fundo do mar costeiro, é a meta de um projeto da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A coordenadora do projeto, Enise Valentini, professora de engenharia oceânica, pretende criar um novo paraíso para os surfistas em uma praia do Rio de Janeiro, de ondas freqüentes mas que quebram muito rapidamente para o gosto desses esportistas.
A instalação de um fundo artificial, que pode ser de concreto, pedras ou sacos de areia, fará com que as ondas sejam mais altas e prolongadas, assegurou.
Essa tecnologia, além de estimular o esporte, poderá atrair novos fluxos de turismo e ser aplicada em projetos de proteção costeira ou criação de ambientes propícios para espécies marinhas como as algas, acrescentou a especialista.
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CHILE: Avança plano para despoluir Santiago
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SANTIAGO.- O governo do Chile iniciou o processo de criação do sistema de Administração Financeira Transantiago, para reordenar o transporte público e construir ciclovias, entre outras medidas para despoluir esta capital, de cinco milhões de habitantes.
O sistema, cuja gestão será licitada, vai arrecadar, administrar e distribuir os US$ 700 milhões gerados anualmente por mais de cinco milhões de viagens diárias, informou este mês o Ministério de Obras Públicas.
Prevê-se regulamentar as tarifas, generalizar a cobrança através de “cartões inteligentes” e redistribuir a renda favorecendo as empresas com melhores indicadores de quantidade de usuários e proteção do meio ambiente.
Os operadores de microônibus e táxis coletivos, principais meios de transporte de superfície de passageiros, anunciaram que vão recorrer à Justiça por considerarem que o novo sistema é “expropriatório” e, portanto, inconstitucional.
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HONDURAS: Projeto contra desertificação e seca
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TEGUCIGALPA.- Um projeto destinado a minimizar os efeitos da seca e prevenir a desertificação em dez dos 18 departamentos de Honduras começou há duas semanas com consultas populares e identificação de projetos produtivos nas comunidades do sul, centro e ocidente do país.
O vice-ministro da Agricultura e Pecuária, José Maria Ordóñez, disse ao Terramérica que só envolvendo as comunidades se pode ter resultados positivos para chegar ao desenvolvimento sustentável.
Os departamentos envolvidos apresentam secas de moderadas a severas, e nos do sul, instituições ambientalistas como o Comitê para a Proteção e Defesa da Flora e Fauna do Golfo de Fonseca sustentam que, a continuar a deterioração de mangues e outras espécies marinhas, pode ser formado o primeiro deserto da América Central.
O projeto é parte de uma estratégia latino-americana que prevê a criação de comitês multisetoriais contra a seca, explicou Ordóñez.
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GUATEMALA: Protesto contra o PPP
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GUATEMALA.- Indígenas e camponeses guatemaltecos protestarão contra o Plano Puebla-Panamá (PPP), no dia 23 de março, quando chegar ao país o presidente mexicano Vicente Fox, que o incentiva.
“Preparamos vários piquetes e estamos para decidir se também faremos uma grande marcha pela capital”, disse ao Terramérica Daniel Pascual, dirigente do Comitê de Unidade Camponesa.
O PPP “só trará mais pobreza aos povos indígenas, e não compreende nenhuma ação de desenvolvimento dos maias nem das grandes maiorias pobres na Guatemala e em toda a América Central”, afirmou.
“Fala-se de grandes obras de infra-estrutura, mas não se consulta sobre os danos que trarão ao meio ambiente. Também denunciamos planos para trazer aos nossos mercados produtos transgênicos, que destruirão cultivos nativos como milho e feijão”, acrescentou Pascual.
A intenção declarada do PPP é fortalecer a integração e incentivar o desenvolvimento social e econômico em Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e nove Estados do México.
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COSTA RICA: Erradicação de espécies invasoras na Ilha do Coco
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SAN JOSÉ.- Cientistas da União Mundial para a Natureza pretendem erradicar espécies invasoras da costarriquenha Ilha do Coco, no Pacífico, para que não causem mais danos à biodiversidade.
Alan Tye, Brian Cook, Norm McDonald e Michel Pascal, com ampla experiência em trabalhos semelhantes de eliminação de espécies exóticas na Nova Zelândia, Austrália e nas equatorianas ilhas Galápagos, procurarão acabar com gatos, porcos, veados de pescoço branco e dois tipos de ratos.
Segundo esses cientistas, os porcos causam erosão e arrasto de matérias na Ilha, de 24 quilômetros quadrados, e isso determina sedimentações sobre os ecossistemas de corais.
Os ratos destróem diversas espécies de fauna e flora, o que põe em risco a diversidade excepcional da ilha, que é área protegida desde 1978 e declarada Patrimônio Natural da Humanidade em 1977 pela Organização das Nações Unidas.
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