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AMÉRICA DO NORTE: Ares perigosos para a infância
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MÉXICO.- As 120 milhões de crianças que vivem no Canadá , Estados Unidos e México estão expostas à emissão anual de mais de quatro milhões de toneladas de substâncias perigosas, comprovadamente ou sob suspeita de serem cancerígenas, tóxicas do desenvolvimento fetal ou neurotóxicas.
“Devemos nos assegurar de estarmos fazendo o melhor que podemos nossas atividades de avaliação, prevenção e redução dos riscos para nossas crianças”, enfatiza um relatório preliminar da Comissão de Cooperação Ambiental da América do Norte (CCA), aberto para discussão pública até o dia 15 de maio.
O objetivo do documento, intitulado “Substâncias químicas tóxicas e saúde infantil na América do Norte”, é avançar rumo a um plano para melhorar o meio ambiente em que vivem as crianças da região, das quais 25 milhões são pobres e, portanto, mais vulneráveis, explicou a CCA.
A emissão de substâncias perigosas é importante, mas está em queda, já que entre 1995 e 2000 a de carcinógenos caiu 10%, a de tóxicos do desenvolvimento 14% e a de neurotóxicos 13%.
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ANTÁRTIDA: Aves e peixes em perigo
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BUENOS AIRES.- Aves e peixes que rodeiam a Antártida estão ameaçados pela sobrepesca, segundo estudo feito por cientistas argentinos.
Os mais afetados são o peixe de gelo (Cryodraco antarcticus) e a merluza negra (Dissostichus eleginoides). Na captura da segunda, morrem também muitos exemplares de várias espécies de albatrozes e petréis, presos nos anzóis, explicou ao Terramérica Beatriz González, do Laboratório de Biometria da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires (UBA).
O estudo foi realizado por cientistas da UBA, do Instituto Antártico Argentino e do Instituto Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Pesqueiro, para conhecer a evolução de espécies grandes que não se organizam em cardumes
Os especialistas garantem que a merluza negra, com baixa taxa de reprodução, está ameaçada por seu alto valor de mercado, enquanto o peixe de gelo, também comestível, sofre com a sobrepesca e a pesca ilegal, afirmou González.
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COLÔMBIA: Plantas medicinais contra o paludismo
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BOGOTÁ.- Cerca de 160 plantas usadas contra o paludismo por curandeiros negros e xamãs indígenas da Colômbia foram recolhidas pelo Grupo de Pesquisa em Malária da Universidade de Antioquia, com a intençcão de desenvolver novos medicamentos.
A coordenadora do grupo, Silvia Blair, comentou, no dia 4 de maio, que essas plantas podem ser uma alternativa para prevenir e curar a malária.
Os pesquisadores recolheram plantas de várias famílias, entre elas Asteraceae e Solanaceae. Já se conseguiu extrair componentes principais e isolar algumas moléculas de caules, folhas e flores de algumas destas espécies.
Médicos, epidemiologistas, químicos e botânicos comprovaram que algumas dessas moléculas inibem em alta porcentagem o crescimento in vitro das espécies do gênero Plasmodium que causam o paludismo.
Também se demonstrou que têm propriedades contra a malária em células em ratos. A próxima fase é dirigir a pesquisa para os macacos, e prevê-se que em dois anos será possível realizar testes seguros em seres humanos.
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PERU: Cocaleiros desmatam
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LIMA.- O cultivo ilegal de coca causou danos no meio ambiente da Amazônia peruana, no valor de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, devido ao corte de árvores, segundo relatório oficial do governo peruano.
O documento foi divulgado, no dia 3 de maio, por Lucio Batallana, gerente de Meio Ambiente da estatal Comissão Nacional para o Desenvolvimento e a Vida Sem Drogas, que promove a erradicação desses cultivos.
“Para fugir da pobreza, anualmente milhares de famílias das serras andinas migram para as zonas tropicais, onde eliminam uma média de cinco hectares de floresta para plantar um hectare de coca”, afirmou.
Já nos tempos dos incas os indígenas mascavam folhas de coca, assim consumidas por quatro milhões de peruanos atualmente, segundo o Instituto Nacional de Estatística. No entanto, o narcotráfico, que adquire 84% das 53 mil toneladas anuais de coca que o Peru produz atualmente, causou uma explosiva expansão do cultivo.
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HONDURAS: Notícias verdes em La Mosquitia
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TEGUCIGALPA.- Na região de La Mosquitia, nordeste de Honduras, um grupo de comunicadores rurais produz há um mês um noticiário de rádio voltado à promoção do desenvolvimento sustentável e à preservação cultural entre as etnias misquitas, tawakhas e pech.
La Mosquitia, de 58 mil habitantes, é considerada o principal pulmão ambiental deste país centro-americano, e só se pode chegar à região por vias aérea ou marítima.
A emissora Coco Rádio transmite informação ambiental em espanhol e misquito e faz rede com emissoras da capital.
“Pretendemos colocar La Mosquitia na agenda nacional”, disse ao Terramérica o diretor da emissora, Edilberto Chirinos.
Tentamos chamar a atenção sobre a situação dos recursos naturais na região, “já que a floresta é o hospital natural de nossos ancestrais e o querem destruir”, afirmou.
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COSTA RICA: Intoxicados sem indenização
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SAN JOSÉ.- Dois mil e oitocentos trabalhadores costarriquenhos afetados pelo inseticida nemagon (dibrocloropropano) cobram das autoridades indenizações acertadas com o Instituto Nacional de Seguros (INS), que não foram pagas na data prevista.
Trabalhadores procedentes de Limón (100 quilômetros a oeste de San José), Puntarenas (120 quilômetros a leste da capital) e Guanacaste (no Pacífico norte do país), realizaram, no dia 3 de maio, manifestações diante das sedes do INS, da Defensoria dos Habitantes e do Ministério da Fazenda.
Os camponeses garantem que se manterão diante desses edifícios até que o INS lhes garanta o pagamento pelos efeitos que sofreram pela exposição ao nemagon em plantações de banana e abacaxi durante os anos 70.
O uso do nemagon está proibido na Costa Rica, mas, como na Nicarágua e em Honduras, permanecem as seqüelas em trabalhadores que foram expostos a ele.
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A Nasa apóia a Guatemala no monitoramento de recursos naturais...
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GUATEMALA.- A Guatemala contará com um sistema de monitoramento via satélite de seus recursos naturais, através de um programa da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa, dos Estados Unidos), que em dois anos fornecerá US$ 305 mil em infra-estrutura e capacitação.
O monitoramento da informação, cujas bases técnicas começaram em abril, será feito através de fotos via satélite e radar, que são sobrepostas aos dados topográficos ou geográficos já existentes para sua análise, explicou ao Terramérica Jorge Cabrera, assessor do programa.
A contribuição da Nasa servirá para obter equipamento computadorizado e capacitar pessoal que cuide “de vôos virtuais” para completar a base de dados geográficos, geológicos, hídricos e de recursos naturais, entre outros, acrescentou.
O programa guatemalteco é parte de um acordo entre a Nasa, a Comissão Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCAD), para o monitoramento de recursos de toda a região.
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