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CHILE: Empresa elétrica inunda cemitério indígena

SANTIAGO.- O ministro do Planejamento do Chile, Andrés Palma, afirmou, no dia 11 de maio, que a empresa elétrica Endesa deve indenizar a comunidade pehuenche por ter inundado um cemitério dessa etnia na região central do país, ao encher sem autorização a represa da central hidrelétrica Ralco.

Ao encher a represa, no curso superior do Rio Bio-Bio, no dia 21 de abril, destruiu um monumento histórico, onde em meados do século XX foram enterrados 56 indígenas, indentificados por nome e sobrenome.

De acordo com planos para minimizar danos ambientais e patrimoniais, se deveria trasladar o cemitério, chamado Quepuca Ralco, antes de encher a represa. Segundo a Endesa, esse trabalho deveria ser realizado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento Indígena e pelo Conselho de Monumentos Naturais.

A construção da central encontrou resistência desde sua criação, em 1994, por parte de organizações ecologistas e da comunidde pehuenche, que no final de 2003 completou acordos com a compahia, propriedade da Endesa-Espanha, para o traslado das famílias residentes nas terras a serem alagadas.

 
 

BRASIL: Comemoram agricultura sustentável

RIO DE JANEIRO.- Mauá da Serra, municipio do Paraná, comemorou, na segunda semana de maio, com exposições e festas, os 30 anos de introdução em sua agricultura da técnica de semeadura direta, cujo uso bem-sucedido no Brasil começou em 1971, no vizinho municipio de Rolândia.

Essa técnica, que evita remover a terra e a deixa coberta com palha seca da colheita anterior, foi decisiva para fazer do Brasil uma grande potência agrícola.

Agora, dos 42 milhões de hectares que produzem grãos no país, a metade é cultivada nesse sistema, que além de aumentar a produtividade melhora o meio ambiente, reduzindo a erosão da terra, o uso de agrotóxicos e a emissão de gases causadores do efeito estufa, disse ao Terramérica o agrônomo Bady Cury, assessor técnico da Federação Brasileira de Semeadura Direta na Palha.

O sistema, desenvolvido nos Estados Unidos, ganhou força e eficiência no Brasil, que se converteu em seu centro de difusão internacional.

 
 

CUBA: Sabão vegetal caseiro

GUANTÁNAMO, Cuba.- Um projeto comunitário. que é realizado nesta província do extremo sul de Cuba. impulsiona a fabricação de sabão caseiro a partir do pinhão-de-purga (Jatropha curcas), cuja semeadura contribui também para melhorar os solos afetados por seca e salinidade.

Cerca de 2,5 hectares do municipio San Antonio do Sul, localizado em uma região semi-árida de Guantánamo, foram reflorestados com essa planta que fornece material orgãnico e evita a erosão das terras, informaram ao Terramérica especialistas envolvidos no programa.

Segundo diversas fontes, do versátil vegetal pode-se produzir 1,6 mil litros por hectare de biodiesel, combustível de origem vegetal que não contamina o meio ambiente, e um subproduto genericamente conhecido como glicerol, de amplo uso na indústria, medicina e cosmética, entre outras indústrias.

 
 

VENEZUELA: Lentilhas cobrem o Lago de Maracaibo

CARACAS.- Uma fina camada de lentilhas aquáticas (familia Lemnaceae) se estende nas últimas semanas sobre um quarto do Lago de Maracaibo, no ocidente da Venezuela e o maior da América do Sul, evidenciando um alto nível de contaminação que afeta os peixes e a navegação.

Tem esse nome "por se parecer com uma lentilha verde, com menos de cinco milímetros, mas se acumula com outras formando um colchão que demonstra um alto nível de contaminação”, disse ao Terramérica o biólogo Gonzalo Godoy, da organização ambientalista Pró-Bacias.

O Lago de Maracaibo, de 13.280 quilômetros quadrados e 245 bilhões de metros cúbicos de água, é estragégico para a exploração de petróleo, mas tem altos níveis de contaminação, segundo alguns estudos.

A situação começa a alterar a atividade dos pescadores, em uma das épocas mais produtivas para a coleta de camarões. Os peixes também são afetados, pois a lentilha aquática tira da água oxigêno e iluminação.

 
 

GUATEMALA: Lixão da capital quase cheio

GUATEMALA.- Um grande lixão, a menos de dois quilômetros do centro histórico da capital guatemalteca, pode entrar em colapso dentro de três anos e causar graves danos, alertou o ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Mario Dary.

“Pela quantidade de lixo que recebe diariamente e pela falta de tratamento”, poderá ser utilizado “até 2007”, disse o ministro ao Terramérica.

O lixão, onde chegam diariamente 500 toneladas de lixo da capital e municipios próximos, para serem apenas cobertas com terra, começou a funcionar nos anos 60, e seu futuro é debatido desde o final da década de 80.

“Temos que começar a olhar o problema e é preciso ter consciência de que será preciso cobrar dos moradores pelo tratamento” do lixo, advertiu Dary.

Um estudo da Municipalidade da Guatemala disse que o lixão poderia funcionar mais 15 anos, se nele fossem investidos, pelo menos, US$ 2,5 milhões.



* Fonte: Inter Press Service.


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