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O Caribe sob o olho do satélite

A América Central controla, desde o final dos anos 90, seus recursos naturais a partir do espaço, através de um projeto da Nasa. Agora, tenta integrar os 15 países do Caribe.

GUATEMALA.- Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá já têm os primeiros telescópios por satélite para detectar danos ambientais ou áreas sensíveis antes de conceder a exploração de minas ou jazidas de petróleo. Agora, o desafio é ampliar o projeto de sete para 21 países, ao ser solicitada a incorporação de 15 nações do Caribe, explicou ao Terramérica o presidente da Comissão Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCAD), Maro Dary, ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais da Guatemala. “Os recursos naturais não conhecem fronteiras, e para a interpretação dos fenômenos que afetam a América Central, do ponto de vista da prevenção de desastres naturais, é importante ter uma visão regional ampla e completa”, comentou.

A CCAD assinou, no dia 10 de dezembro de 1998, com a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa), um convênio para observar seu território gratuitamente a partir de satélites. O acordo por cinco anos foi ampliado para mais cinco, e é financiado pelo Banco Mundial e pela norte-americana Agência para o Desenvolvimento Internacional, com contrapartidas dos governos usuários. Busca-se a proteção do Corredor Biológico Mesoamericano, onde há 589 áreas protegidas, 14 biosferas, oito sítios declarados patrimônio da humanidade e 45 milhões de habitantes em cerca de 760 mil quilômetros quadrados, resume um documento do programa.

O projeto também fornece informação para enfrentar e minimizar prejuízos causados por terremotos, furacões, secas ou erupções vulcânicas. O programa, que permite “navegar” sobre a região a partir de computadores, utiliza os sistemas de Informação Ambiental Mesoamericano e de Monitoramento e Visualização Regional. O pedido para ampliar o projeto para o Caribe foi feito por Dary e Jorge Cabrera, ambientalista consultor do Banco Mundial para a CCAD, durante visita ao Japão no final de abril. “A iniciativa foi apresentada e agora se trabalha junto ao Banco Mundial para que sua divisão do Caribe financie a ampliação”, disse Cabrera. Por sua vez, os centro-americanos buscam terminar de “colocar em linha 18 camadas” com informação detalhada sobre seus recursos, para que possam ser vistas nas telas de computador sobre as imagens de satélites da Nasa, explicou.

O consultor guiou o Terramérica em um passeio virtual pela América Central através de seu computador, até deter-se no detalhe do Parque Nacional Tikal guatemalteco, com importantes ruínas dos ancestrais maias, no departamento de El Petén, 550 quilômetros ao norte da capital. Mostrou detalhes dessas ruínas e dos hotéis no Parque, o centro de visitantes com seu museu, restaurantes, a estrada e, inclusive, “uma pelazón (área sem árvores), quase junto ao Parque, que não pode ser vista da estrada”, destacou Cabrera. A tecnologia digital permitiu ao especialista determinar que a área desmatada é de 499 metros quadrados, a cerca de apenas 500 metros das ruínas.

Cabrera explicou que a Nasa fornece “a informação bruta", à qual especialistas centro-americanos já adicionaram quatro das 18 camadas previstas com detalhes procedentes do “Atlas Básico”, elaborado a partir de relatórios dos sete governos, que são “carregados no Panamá", sede do programa. “Já estão incluído os rios, as áreas protegidas, a divisão política e as estradas”, e faltam entre outros dados, portos e aeroportos, bacias hidrográficas e corpos de água, disse o ambientalista. Até agora,a informação está disponível somente em discos de vídeo digital (DVD), mas “em breve esperamos tê-la na Internet para uso público e privado”, acrescentou.

A esperança é que “com uma visão integral do território” sejam tomadas decisões adequadas, como proibir produção industrial em zonas turísticas ou inibir o estabelecimento de áreas protegidas em zonas de importância industrial, resumiu Cabrera. Entretanto, a ambientalista Magali Rey Sosa, diretora do Coletivo MadreSelva, disse ao Terramérica que os benefícios do programa “dependerão das mãos em que for colocada essa tecnologia. Se as autoridades souberem usá-la, poderá ajudar a ter certo controle sobre o território em uma região onde não há dinheiro nem pessoal para cuidar de nossos recursos”, reconheceu.

* O autor é colaborador do Terramérica.




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Enlaces Externos

Comissão Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCAD)

Usaid

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