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“Se ficar livre, continuarei lutando contra o desmatamento”

Por Diego Cevallos*

Ongs realizam uma campanha internacional para libertar Isidro Baldenegro, indígena mexicano que se opõe ao desmatamento. Desde a prisão onde está há mais de um ano, Baldenegro conversou com o Terramérica.

MÉXICO.- Acusações de posse de armas e drogas mantêm preso, há mais de um ano, o indígena Isidro Baldenegro, férreo opositor ao corte de florestas em uma comunidade da serra Tarahumara, no Estado mexicano de Chihuahua.

Enquanto grupos humanitários, como Anistia Internacional e Greenpeace, defendem sua liberdade e afirmam que é um preso de consciência, Baldenegro permanece na prisão, onde trabalha como encanador. “Aqui só estamos perdendo tempo”, pois o desmatamento continua e o pior é que “já não se pode fazer nada”, disse ao Terramérica.

Advogados que acompanham o processo disseram que o julgamento contra Baldenegro, um camponês pobre que aprendeu a ler e escrever sozinho, entrou em sua última fase e que em cerca de dois meses poderá ser decretada sua liberdade ou condenação a mais de dez anos de detenção.

Baldenegro se declara inocente e confia em que será libertado. Grupos humanitários afirmam que as acusações contra ele são invenções das máfias dedicadas ao desmatamento.



P- Quem é o culpado de você estar preso?

R- Acreditamos que podem ser os caciques ou os compradores de madeira contra os quais lutamos. São os que querem continuar acabando com a floresta.



P: Com sua prisão, essas pessoas cumpriram seu objetivo: que continue o desmatamento?

R: Meus companheiros me contam que infelizmente isso continua, o que me deixa meio triste é que não posso fazer nada. Mas, também me contam que continuam lutando e isso me tranqüiliza um pouco.



P: Há uma mobilização nacional e internacional exigindo sua libertação. O que pensa disso?

R: Meus amigos me contam com participam algumas organizações, mas, na realidade, aqui tenho pouca informação. Sinto que ajudam as publicações e denúncias que são feitas, pois isso todo mundo vê e talvez o juiz do meu processo possa dar prioridade ao meu caso para que me libertem.



P: Você é inocente de tudo que o acusam, o que vive é uma injustiça?

R: Totalmente, e estar preso é muito triste, mas, não quero ficar pensando nisso porque assim tudo fica mais pesado. Confio, como diz o advogado, que possamos sair logo, pois as acusações são infundadas.



P: Grupos humanitários pediram ao presidente Vicente Fox que intervenha em seu caso para apressar sua libertação. O que pensa que o presidente pode fazer?

R: Gostaria que o presidente determinasse às autoridades que dessem prioridade aos problemas agrários de minha comunidade em Tarahumara. Quanto a mim, apenas pediria que busca uma forma de agilizar meu processo.



P: Qual sua mensagem a outros camponeses contrários ao desmatamento?

R: O que posso fazer é um apelo: o meio ambiente e seus recursos são heranças para os que virão no futuro. Quero que as crianças conheçam essas riquezas e as aproveitem de forma adequada, tal como fizeram nossos avós.



P: Acredita que o governo faz o suficiente para defender as florestas e proteger o meio ambiente?

R: As leis agrárias e as que fazem as comissões do governo são textos bem escritos, mas, não são aplicadas. O que vejo é que toda destruição continua, e acredito que muito disso se relaciona com a corrupção. Que apliquem as leis com justiça, e então direi que estão agindo corretamente.



P: Se for libertado, o que penda fazer^

R: Se algum dia ficar livre, a idéia é seguir adiante. Não o faria se a comunidade não me apoiasse, então, só lhes agradeceria e me retiraria. Mas, continuaria lutando contra o corte das florestas em outros lugares.

* O autor é correspondente da IPS




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Enlaces Externos

Campanha em prol da libertação dos camponeses

Anistia Internacional

Sierra Madre Alliance

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