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Argentina: Gás a partir do lixo
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Buenos Aires – Um grupo ecologista da Argentina projetou um tanque chamado biodigestor, que produz gás destinado a comunidades dispersas de agricultores e pescadores, a partir do lixo orgânico. A Fundação Proteger informou que seu biodigestor pode produzir 30 quilos de biogás por mês, volume adequado para o consumo em zonas rurais de difícil acesso junto ao rio Paraná, no nordeste do país.
Na Argentina, mais da metade da população não tem acesso ao gás encanado e compra gás liquefeito engarrafado. Desde 2002, o preço do produto dobrou devido ao aumento de sua exportação em conseqüência da forte desvalorização do peso, em janeiro último.
O biogás é um combustível renovável que pode substituir o gás de petróleo, mas não em grande escala ainda. Os tanques projetados pela Proteger podem processar resíduos orgânicos como restos de folhas ou grama cortada, esterco e plantas aquáticas, comuns na zona do Paraná.
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Colômbia: Prevenção de incêndios
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Bogotá – O governo da Colômbia prepara um plano para minimizar perdas ambientais causadas por incêndios florestais por meio de equipamentos, no valor de US$ 86,5 mil, doados pelos Estados Unidos ao Ministério da Habitação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial.
Esse plano inclui programas de educação ambiental, treinamento para a prevenção de incêndios florestais, protocolos de restauração e avaliação de impactos ambientais, explicou a titular do ministério, Sandra Suárez.
A doação foi recebida no último dia 17. O biólogo Efraín Leal disse ao Terramérica que a maioria dos incêndios florestais ocorre pelas ações do homem, como as ligadas ao avanço da fronteira agropecuária.
Desde 1986 até 2002 foram registrados 14.492 incêndios florestais, que afetaram 400.788 hectares, informou.
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Peru: Regulamentação do manejo de lixo hospitalar
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Lima – O Peru começa a processar com especial cuidado o perigoso lixo procedente de hospitais, cujo tratamento não estava previsto na Lei de Resíduos Sólidos de 2000. Segundo um relatório da Direção de Saúde Ambiental (Digesa) do Ministério da Saúde, Lima produz cerca de 30 toneladas diárias de lixo hospitalar. Cerca de 75% deles são restos de papel e alimentos que podem ser tratados como lixo doméstico comum.
Os 25% restantes são compostos por matéria orgânica patológica, resíduos químicos ou farmacêuticos, objetos pontiagudos e cortantes, além de material radioativo. Os hospitais de Lima contam com incineradores, mas, por deficiências tecnológicas, junto com suas cinzas chegam aos lixões cerca de três toneladas diárias de dejetos hospitalares, com grave risco para o meio ambiente e a saúde dos catadores de lixo, explicou o biólogo Elmer Quichiz, da Digesa. A regulamentação da lei sobre a matéria foi aprovada no dia 19 passado.
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