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ARGENTINA: Projeto de proteção do caldén

BUENOS AIRES.- Organizações não-governamentais da Argentina participam da discussão de um projeto de lei sobre florestas que permita preservar o caldén (Prosopis caldenia), espécie ameaçada de extinção.

O grupo ambientalista Alihuén e a associação indígena Willi Kalkin iniciaram em julho um diálogo com o governo da província central de La Pampa no sentido de proteger essa árvore, cuja madeira é usada para fazer berços, caixotes, cunhas, portais e móveis rústicos.

A floresta de caldenes em La Pampa corre risco de desaparecer em dez anos, disse ao Terramérica Leandro Altolaguirre, do Alihuén.

A idéia é estudar o tempo de crescimento da árvore e seu papel no ecossistema, e criar um corredor biológico para sua sustentabilidade, explicou.

O interesse em contar com normas de proteção surgiu devido ao anúncio de projetos de exploração florestal privada da floresta.

 
 

PERU: Degelo andino

LIMA. A redução das geleiras andinas no Peru preocupa o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Klaus Topfer, que apóia um plano para medir a cada cinco anos sua superfície.

Topfer recomendou ao presidente do Instituto Andino de Glaciologia e Geoambiente, Benjamin Morales, apresentar um projeto à Organização das Nações Unidas para financiar programas de registro e controle do degelo.

O Peru perdeu nos últimos 27 anos 470 quilômetros quadrados de geleiras, dos quais 111 pertenciam à chamada “Cordilheira Branca”, região da serra norte peruana visitada por Topfer no dia 24 de julho, disse Morales ao Terramérica.

O degelo, ou redução da massa de gelo, é um fenômeno produzido pela poluição e pelas mudanças climáticas mundiais e constitui uma grave ameaça ao Peru, pois os picos nevados andinos são sua reserva aqüífera, explicou o especialista.

 
 

COLÔMBIA: Reflorestamento de três mil hectares

BOGOTÁ.- O Fundo para o Financiamento do Setor Agropecuário (Finagro) da Colômbia custeará, este ano, a semeadura de espécies de madeiras em três mil hectares dos departamentos de César e Magdalena, no norte do país.

O programa, com custo aproximado de US$ 22,3 milhões, beneficiará os camponeses da região com a plantação de tecas (Tectona grandis), gmelinas (Gmelina arborea) e sumaúmas (Ceiba pentandra), disse ao Terramérica o diretor de Risco do Finagro, Fabián Grisales.

O país perde cerca de 101 mil hectares anuais de florestas, sobretudo pelo avanço da fronteira agrícola e corte de árvores com fins comerciais, indicou em meados de julho o Instituto Colombiano de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais.

Na Amazônia, a costa do Oceano Pacífico e uma parte da região andina, a área florestal passou de 56,28 milhões de hectares em 1994 para 55,612 milhões em 2001, destacou.

 
 

MÉXICO: Fundos para proteção da monarca

MÉXICO.- Comunidades camponesas mexicanas que habitam em áreas de hibernação das borboletas monarca (Danaus plexippus) recebem fundos por cuidarem de suas florestas.

O pagamento ocorre “duas vezes por ano para as comunidades que conseguem proteger sua floresta”, para compensar o valor que teria a madeira cortada, disse ao Terramérica Jordi Honey, do Programa Borboleta Monarca da filial mexicana do Fundo Mundial para a Natureza.

“Tentamos fortalecer o processo de organização das periferias e comunidades para que possam tomar as melhores decisões”, acrescentou.

A medida faz parte da conservação da reserva da biosfera Borboleta Monarca, que inclui mais de 50 mil hectares a leste da capital, e onde a cada ano chegam milhões de borboletas procedentes do Canadá e dos Estados Unidos por ocasião do inverno no hemisfério norte.

 
 

GUATEMALA: Sementes de alfabetização

GUATEMALA.- Um programa de alfabetização e impulso de novas tarefas produtivas como reflorestamento, se desenvolve em comunidades do departamento guatemalteco de Alta Verapaz, com apoio financeiro da União Européia.

Procura-se fazer com que pessoas “muito pobres tenham outra opção de trabalho como corte e costura, criação de galinhas, porcos e gado, ou cultivos de hortaliças, para não prejudicar o entorno, e paralelamente plantem árvores para reflorestar áreas danificadas”, explicou.

Na primeira etapa se instrui os professores, depois são fornecidas sementes, instrumentos agrícolas e outros materiais e, na terceira fase, se refloresta, explicou ao Terramérica o coordenador do programa Alfabetização Integral para o Trabalho, Edwin Cucul.

A iniciativa surgiu no final de 2002 como complemento para planos do estatal Comitê Nacional de Alfabetização. Segundo dados oficiais, a pobreza afeta 80% dos 11,2 milhões de guatemaltecos, e o analfabetismo 30% .



* Fonte: Inter Press Service.


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