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VENEZUELA: A Cochonilla ataca nos Andes

CARACAS.- Dezenas de plantações venezuelanas de cacau (Theobroma cacao), graviola (Annona muricata), e flores de tabasco (Capsicum frutescens) em estufas, foram afetadas nas últimas semanas pela praga Cochonilla rosada (Maconellicoccus hirsutus) em quatro municípios do Estado de Mérida.

A praga, um inseto de três milímetros trazido do Egito para a América no início dos anos 90, “suga a seiva das plantas e injeta uma saliva tóxica que as seca completamente”, disse ao Terramérica Greys Centeno, especialista do governamental Serviço Atuônomo de Saúde Agropecuária.

“As pessoas são em boa parte responsáveis pela propagação da praga quando transportam plantas de um local para outro, e se não se controlar sua entrada no país, poderemos ver afetadas nossas exportações agrícolas", acrescentou.

Em Granada foram registradas perdas de mais de US$ 3 milhões, entre 1996 e 1997, devido a essa praga, disse Centeno.

 
 

BRASIL: Banana resistente à sigatoka

RIO DE JANEIRO.- Duas variedades de banana desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) são a esperança dos produtores contra a sigatoka negra, a praga mais destrutiva dessa fruta.

A Embrapa, rede estatal de 40 centros especializados em diferentes ramos e ecossistemas agrícolas, busca alternativas de resistência à sigatoka desde que ela surgiu na Amazônia brasileira, em 1998. Sua expansão agora ameaça o Vale do Ribeira, perto de São Paulo, a maior área de produção de banana do país.

As bananas Prata Caprichosa e Prata Garantida da Embrapa resistem à sigatoka negra e também são mais produtivas do que as tradicionais do tipo conhecido no Brasil como banana prata.

A doença é causada por um fungo identificado pela primeira vez em Sigatoka, nas Ilhas Fiji, em 1963. O Brasil exporta pouca banana, mas produz mais de seis milhões de toneladas por ano.

 
 

CUBA: Teme-se novos furacões

HAVANA.- Ainda sem se recompor dos estragos causados pelo furacão Charley, a população de Cuba cruza os dedos diante da chegada de setembro e outubro, meses apontados por especialistas como os de maior atividade ciclônica no país.

O Charley causou perdas avaliadas em US$ 1 bilhão em sua passagem pela capital e na vizinha província de Havana, no dia 13 de agosto, e deixou a vizinha província de Pinar del Rio sem eletricidade por cerca de dez dias.

Essa ocidental província sofreu com particular força em 2002, entre meados de setembro e início de outubro, o impacto dos furacões Isidoro e Lili.

Um ano antes, no dia 4 de novembro de 2001, essa e outras seis províncias foram açoitadas pelo furacão Michelle, com prejuízos de US$ 1,8 bilhão.

Estudos meteorológicos prevêem para esta temporada de furacões, até 30 de novembro, 13 tempestades tropicais, sete delas podendo se transformar em furacões.

 
 

GUATEMALA: Faltam guarda-parques

GUATEMALA.- Na Guatemala existem apenas 240 guarda-parques para milhares de hectares de reservas biológicas declaradas patrimônio natural pelo Congresso.

“Quando cheguei ao Conselho Nacional de Áreas Protegidas, no início do ano, havia um para cada 17 mil hectares, agora, temos um para cada dez mil”, revelou ao Terramérica Ana Luisa Noguera, diretora desse órgão. “O ideal seria termos um guarda-parque para cada 500 hectares”, afirmou.

O Parque Nacional Laguna del Tigre, no departamento de Petén, ao norte, tem a maior quantidade de guardas, com 75 contra os 44 do ano passado, disse Noguera.

A escassez de pessoal nas áreas protegidas é aproveitada por “saqueadores de peças arqueológicas ou por narcotraficantes”, acrescentou.

O orçamento de US$ 4,3 milhões destinado este ano ao Conselho será reduzido para US$ 3,6 milhões em 2005.

 
 

HONDURAS: Desenvolvimento com conservação

TEGUCIGALPA.- Projetos produtivos e de conservação ambiental serão executados em pelo menos 80 comunidades do desértico sul de Honduras, na fronteira com el Salvador, informou ao Terramérica a designada presidencial (vice-presidente), Arminda López Contreras.

Com ajuda da cooperação sueca, os projetos começarão em três meses.

“Dando às pessoas oportunidade de gerar projetos produtivos amigáveis com a natureza, atacaremos os problemas sérios: pobreza e meio ambiente”, afirmou Contreras.

A governadora do distrito de Valle, no sul, Soraya Reyes, disse ao Terramérica que o abandono a que são submetidas essas comunidades aumentou os níveis de pobreza e que a taxa de desnutrição é de 32,2%.

Valle tem 156.023 habitantes e a maioria vive em circunstâncias de grande privação, segundo a Organização das Nações Unidas.



* Fonte: Inter Press Service.


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