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COLÔMBIA: Vacina biológica para bovinos

BOGOTÁ.- A Corporação Colombiana de Pesquisa Agropecuária (Corpoica), lançou no mercado esta semana a primeira vacina biológica desenvolvida no país contra uma enfermidade do sangue transmitida por moscas e carrapatos.

Esse produto, denominado Anabasán, imuniza contra os parasitas Babesia bovis, Babesia bigemina e Anaplasma marginale, que causam perdas de aproximadamente US$ 5 milhões anuais na produção bovina colombiana, por morte ou baixa produtividade do gado.

O diretor-executivo da Corpoica, Luis Nieto, disse ao Terramérica que a vacina imuniza os bovinos pela vida toda com apenas uma dose e “é totalmente biológica, razão pela qual não contamina o meio ambiente, não afeta a qualidade do leite e da carne dos animais vacinados e não representa nenhum risco para o consumo humano”.

 
 

MÉXICO: Embarcadouro sob fogo

MÉXICO.- O governo mexicano será questionado perante um organismo internacional se não determinar a demolição de um grande embarcadouro construído “ilegalmente” a poucos metros de um arrecife na chamada riviera maia, informaram ambientalistas.

O embarcadouro Ultramar-Aquaworld, que iniciou suas operações em julho, viola leis e atenta contra recursos naturais protegidos, disse ao Terramérica Gustavo Alanis, presidente do Centro Mexicano de Direito Ambiental.

Se não for desmantelado o embarcadouro, de 230 metros de comprimento e situado a apenas 50 metros de um delicado arrecife em pleno Caribe mexicano, o caso será levado à Comissão de Cooperação Ambiental da América do Norte, disse Alanis.

Essa Comissão, formada por Canadá, Estados Unidos e México, conhecerá as ilegalidades e a “corrupção” que estiveram por trás da construção, acrescentou.

Desde que o projeto foi anunciado, em 2001, os ambientalistas se opuseram a ele e pediram, sem êxito, explicações às autoridades.

 
 

AMÉRICA LATINA: Turismo sustentável

LIMA.- A bordo de uma embarcação ancorada diante do porto fluvial de Iquitos, capital da Amazônia peruana, 17 países latino-americanos e a Espanha se comprometeram, no dia 3 de setembro, a promover atividades turísticas sem prejudicar o meio ambiente.

A Declaração do Rio Amazonas, firmada diante de representantes do Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Organização Mundial do Turismo, inclui 25 compromissos, e o primeiro é promover o turismo em um contexto de desenvolvimento sustentável e de uma estratégia regional de desenvolvimento.

Outros são apoiar a elaboração de inventários de recursos naturais, incentivar a criação de novas áreas naturais protegidas, promover programas de certificação ambiental das atividades turísticas e fomentar a proteção das águas marinhas e continentais com base no respeito a padrões de qualidade.

“O turismo pode contribuir para o desenvolvimento econômico e social, mas se não se sujeitar a normas adequadas, o turismo maciço se converte em perigosa fonte de poluição”, destacou Diego Masera, representante do Pnuma.

 
 

HONDURAS: Ecologistas insatisfeitos

TEGUCIGALPA.- O Movimento Ambientalista de Olancho (MAO), baseado no nordeste de Honduras e liderado pelo padre católico Andrés Tamayo, estuda realizar uma nova “marcha pela vida”.

Após dois meses de intensas reuniões com o governo para atender à problemática da floresta, “não foram efetivados os compromissos e não vemos vontade política”, disse ao Terramérica a ativista Bertha Oliva, integrante do MAO.

Dez compromissos foram assumidos pelas autoridades depois da Marcha Nacional pela Vida do final de junho. Entre eles, retirar um projeto de lei florestal, proteger a flora e a fauna e suspender planos de manejo de florestas sem a regulamentação que os ambientalistas julgam adequada, mas “nada se fez”, afirmou.

“Estamos dispostos a liderar nova peregrinação até a capital se continuar o descaso com os assuntos da floresta. O corte ilegal de madeira continua a torto e a direito, enquanto o governo nos convida para tomar café”, afirmou Oliva.

 
 

GUATEMALA: Praga de gafanhotos

GUATEMALA.- Milhares de gafanhotos inundaram várias comunidades no departamento guatemalteco de Jutiapa, a leste da capital, fato sem precedentes nessa região do país.

“A praga começou a destruir plantações e calcula-se que afetou cerca de oito quilômetros quadrados, mas o valor do prejuízo ainda não se conhece”, disse ao Terramérica Marvin Valdez, especialista do Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação.

Será feito um estudo dos insetos para determinar a melhor forma de combatê-los, e já se descartou a fumigação maciça para não prejudicar cultivos, explicou.

“Isto nunca se viu por aqui, vinham outros tipos de insetos, mas não tantos”, comentou René Bolamos, prefeito de Santa Catarina Mita, em Jutiapa.

Para reduzir os efeitos entre os povoados afetados, a prefeitura e o Ministério distribuíram alimentos nos locais onde foi maior a destruição das plantações de milho e feijão, principais alimentos dos camponeses.



* Fonte: Inter Press Service.


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