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ARGENTINA: Girassol transgênico

BUENOS AIRES.- Cientistas da Universidade do Litoral isolaram um gene que, introduzido no girassol, permitiria a essa planta oleaginosa tolerar secas extremas.

A descoberta coube a pesquisadores do Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Bioquímica e Ciências Biológicas dessa Universidade, que trabalham há vários anos nesse projeto.

A co-diretora do programa, Raquel Chan, informou ao Terramérica que primeiro conseguiram isolar um gene que se mostrou muito apto em condições ambientais desfavoráveis, especialmente sob "estresse hídrico".

Daniel González, um dos pesquisadores, explicou que ao introduzir esse gene resistente em uma planta de girassol, através da biotecnologia e de forma experimental, criou-se um transgênico que pode revolucionar a produção agrícola.

 
 

COLÔMBIA: Certificado para floricultores

BOGOTÁ.- Nove empresas produtoras de flores colombianas receberam o certificado Florverde, da Sociedade Geral de Supervisão e Certificação (SGS, sigla em inglês), por contribuírem com a proteção do meio ambiente e a melhoria das condições de vida de seus empregados.

Essas empresas, filiadas à Associação Colombiana de Exportadores de Flores (Asocolflores), são La Valvanera, Rosas Colombianas, Indústrias Agrícolas Megaflor, Flores Jaivaná, Agrícola Cunday, The Elite Flower, Flores de Bojacá, Flores Las Acacias e Mountain Roses.

A Asocolflores indicou que para conceder esses certificados a SGS levou em conta o cumprimento de requisitos relacionados com boas práticas empresariais em gestão humana, saúde ocupacional e bem-estar trabalhista.

Também avaliou práticas agrícolas como manejo adequado da água e do solo, redução do uso de agroquímicos e manejo responsável de resíduos químicos, entre outros itens.

 
 

MÉXICO: Exigida explicação sobre milho

MÉXICO.- O grupo ambientalista Greenpeace esgotará seus recursos legais para que o governo do México divulgue um informe sobre contaminação com milho transgênico dos cultivos desse grão, preparado pela Comissão de Cooperação Ambiental da América do Norte (CCA).

O relatório está pronto desde junho, mas como é contrário às posturas das multinacionais norte-americanas que promovem os transgênicos, não é divulgado, disse ao Terramérica Areli Carrión, coordenadora da Campanha de Consumidores do Greenpeace do México.

A CCA informou que no dia 13 de setembro recebeu o relatório, que começou a ser elaborado em 2002, e que tem 60 dias para apresentá-lo ao Conselho integrado pelos governos do Canadá, Estados Unidos e México, que decidirá se o torna público ou não.

Carrión anunciou que o Greenpeace apelará para leis mexicanas de transparência para exigir que o estudo seja divulgado, e se isso não der resultado buscará instâncias internacionais.

 
 

PERU: Proposta de canalizar o Rímac

LIMA.- A contaminação do Rio Rímac, que fornece água à capital peruana, pode ser resolvido se um trecho de pelo menos 70 quilômetros for canalizado, afirmou o engenheiro Nicolás Morales, em uma proposta feita às autoridades.

"A água que Lima consome nasce pura, esterilizada pela alta incidência de radiação ultravioleta, a mais de quatro mil metros acima do nível do mar, mas chega contaminada por esgoto doméstico e dejetos líquidos de 175 empresas de mineração e indústrias em seus 110 quilômetros", explicou ao Terramérica.

Atualmente, Lima consome água tratada com reagentes químicos e sedimentação, procedimentos que "clareiam o líquido, mas não o descontaminam totalmente", argumentou Morales, especialista em materiais e toxicologia industrial.

A canalização em um duto de dois metros de diâmetro "terá custo relativamente alto, mas reduzirá gastos com tratamento e ainda permitirá economizar água, pois se perde cerca de 50% devido a infiltrações e evaporação ao longo do trajeto do Rio", concluiu.

 
 

GUATEMALA: Aquíferos se esgotam

GUATEMALA.- Os aquíferos que fornecem água a cerca de dois milhões de moradores de Cidade da Guatemala estão se esgotando, denunciaram assessores da Empresa Municipal de Água (Empagua).

"Há cerca de 40 anos encontrávamos água a 600 pés de profunidade. Agora, devemos escavar até 1,7 mil pés para desenvolver os poços da Empagua", disse ao Terramérica Carlos Quezada, especialista em hidrologia e assessor da Prefeitura.

"A esse problema se soma a instabilidde do clima. Nos últimos anos houve verões prolongados e invernos nos quais choveu muito mas por períodos curtos, e apenas em determinados lugares, o que não favorece a recarga hídrica", acrescentou.

Julio Escoto, diretor da Unidade Executora de Projetos da Empagua disse ao Terramérica que "no vale da capital diminuíram as áreas de filtração da água da chuva e, em contraposição, aumentou a exploração desse recurso. "Na cidade há um aquífero superior e outro inferior. O primeiro já se esgotou, e atualmente se explora o segundo", afirmou.



* Fonte: Inter Press Service.


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