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O vôo da águia real

Por Diego Cevallos*

O Panamá é pioneiro no resgate dessa imponente ave: mais de 39 filhotes nascidos em cativeiro desde 2001.

MÉXICO.- Graças ao Panamá, a imponente águia real (Harpia harpyja) talvez retome vôo, já sem o rótulo de ave ameaçada. Para que isso ocorra, e desde que se reduza a ação depredadora do homem, ainda se passarão de 20 a 25 anos. O Panamá é o único país da América Latina que colocou no centro de suas preocupações estas águias, que após voarem livres centenas de anos, em uma região que ia do México à Argentina, começaram a desaparecer pela destruição de seu hábitat e a ação de caçadores. Depois de quatro anos de trabalho, a Fundação Fundo Peregrino, do Panamá, conseguiu libertar há pouco cinco águias reais, todas nascidas em cativeiro. Duas delas já estão em zonas protegidas do Panamá e outras três em parques de Belize.

Trata-se de um grande êxito. Em 2001 nasceram 17 filhotes em cativeiro, e em 2002 e 2003 uma média de sete por ano, cifras que superam com juros o sucesso obtido no passado por cientistas nos Estados Unidos, onde também se buscou resgatar a espécie. Em território norte-americano nasceram sete filhotes de águia, em um período de dez anos. Porém, ainda resta muito a ser feito para assegurar o futuro dessa espécie, que está em risco de extinção como outras dezenas da América Latina e do Caribe. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, na região há mais de 400 aves classificadas como “vulnerável”, “em perigo” e “em grave perigo” de desaparecer. Uma delas é a águia real, espécie rapina que chega a medir mais de um metro e a pesar oito quilos.

O sucesso com a água real é muito importante, explicou ao Terramérica Magali Linares, diretora da Fundação Fundo Peregrino, que opera com apoio de cientistas e doadores norte-americanos. Em 2006 se saberá se as primeiras cinco aves libertadas conseguiram formar um casal e se reproduzir. Depois será preciso confirmar quanto dura sua vida reprodutiva, calcular sua mortalidade, continuar com as liberações e, por fim, distribuir aves na Mesoamérica (México e países da América Central), onde está o hábitat ideal para a espécie.

“Nosso projeto não tem antecedentes na América Latina. Venezuela e Equador se interessam pelo tema da reprodução da águia real, mas não o colocaram em prática”, afirmou Linares. O objetivo da Fundação Fundo Peregrino é que a espécie se recupere no Panamá, depois em Belize e, finalmente, em grande parte da Mesoamérica. Esta ave de grande tamanho, que geralmente procurar passar despercebida, tem como meio ideal de vida a floresta úmida tropical, até uma altura máxima de 800 metros acima do nível do mar.

Apesar de ameaçada, sabe-se que ainda restam algumas destas águias no Brasil, Equador, Nicarágua, Peru e Venezuela. No Panamá, onde o governo declarou a águia ave nacional em 2002, há apenas cerca de 50 ninhos da espécie, que seguramente vão se multiplicar com a libertação de aves nascidas em cativeiro, o que ocorre quando completam três anos. “Vamos continuar trabalhando pela águia real", mas o futuro da espécie dependerá também dos compromissos que assumirem outros países e de que diminuam as pressões ambientais, destacou Linares.

* O autor é correspondente da IPS




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Enlaces Externos

Fundação Fundo Peregrino

Pnuma

União Internacional para a Natureza - Lista de espécies ameaçadas

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