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MERCOSUL-UNIÃO EUROPÉIA: Ambientalistas contra acordo comercial
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BUENOS AIRES.- Movimentos sociais do Mercosul conclamaram, em outubro, a uma resistência à assinatura de um acordo sobre livre comércio com a União Européia.
Mediante um documento intitulado “Ganhos para poucos, ameaça para a maioria”, grupos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai exortaram no sentido de “resistir e pressionar” os governos para que não assinem esse tratado, em uma negociação que já dura quase uma década e ainda assim sem perspectivas de se concretizar.
Nos termos atuais, esse acordo afetaria a sobrevivência da agricultura familiar e a política industrial, ao mesmo tempo em que transformaria “em mercadorias” serviços de saneamento de água e recursos do mar territorial, alegaram.
Segundo o documento, a União Européia pressiona para reduzir de 200 para 12 milhas (de aproximadamente 322 para 19 quilômetros) a faixa de soberania sobre mar territorial dos países do Mercosul, a fim de estender sua exploração de recursos pesqueiros mais próximo da costa do bloco.
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COLÔMBIA: Impulso a plano de reflorestamento
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BOGOTÁ.- A Colômbia destinará US$ 20 milhões a planos de reflorestamento industrial e ambiental, com apoio da Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos(Usaid) e do governo colombiano.
A meta do programa Colômbia Florestal é reflorestar cerca de 15 mil hectares, incentivar novos projetos em outros 11 mil e manter o cuidado dos 140 mil hectares de florestas que existem no país.
“Trata-se de oferecer uma alternativa de emprego e exportações da cadeia florestal, como alternativa aos cultivos ilícitos, com um enfoque muito comercial”, explicou Vincent Ruddy, diretor da Usaid que coordena o apoio ao plano.
A Colômbia é um país de florestas, mas ainda não apresenta os níveis de reflorestamento industrial de outros países, disse ao Terramérica Adolfo Ariostizábal, dirigente da nascente Federação Nacional de Indústrias Madeireira.
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PERU: Choropampa versus Newmont
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LIMA.- Moradores de Choropampa, comunidade camponesa da serra norte do Peru, entraram com processo contra a multinacional de mineração Newmont em um tribunal da cidade norte-americana de Denver, pelo vazamento de 115 quilos de mercúrio em uma estrada, no dia 2 de junho de 2000.
Os queixosos consideram que a justiça peruana não lhes dá garantias de imparcialidade.
A Newmont, segunda produtora mundial de ouro, silenciou sobre o incidente, descoberto quando cerca de 30 estudantes ficaram doentes depois de brincarem com partículas de mercúrio que sobraram na estrada depois de uma limpeza ineficiente.
Em 1998, a firma conseguiu uma decisão a seu favor na Corte Suprema peruana, com apoio do então chefe dos serviços de inteligência, Vladimiro Montesinos.
Os demandantes contrataram o escritório de advogados Engstrom Lipscomb Lack, famoso por ganhar um julgamento por contaminação contra a empresa Pacific Gas & Electric Company, condenada a pagar US$ 333 milhões às vítimas (a história que inspirou o filme Erin Brockovich).
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GUATEMALA: Indígenas pedem proteção de espécies
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GUATEMALA.- Grupos de indígenas guatemaltecos pediram ao governo a adoção de modelos de regulamentação, proteção e reprodução de espécies em risco de extinção, e que os assuma perante a conferência mundial da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (Cites), que acontece na Tailândia até o dia 14 de outubro.
“Propomos implementar unidades de reprodução artificial de espécies endêmicas, considerando que a Guatemala tem uma variedade delas que está ameaçada pelo extermínio”, disse ao Terramérica Juan José Meza, dirigente da Unidade Nacional Permanente da Espiritualidade dos Povos Indígenas.
Essa organização, cujo trabalho inclui a busca do respeito e resgate da biodiversidade, disse que a Guatemala deveria aproveitar a conferência da Cites para propor novos esforços, a fim de preservar famílias de plantas e animais em risco de desaparecerem, das quais a Cites reporta 33,4 mil.
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HONDURAS: Impossível conter desmatamento
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TEGUCIGALPA.- A Comissão Interventora nomeada para deter o corte ilegal de floresta e o contrabando de madeira em Olancho, nordeste de Honduras, não conseguiu seus objetivos.
Guillermo Rodas, integrante da Comissão, disse ao Terramérica que o contrabando continua por falta de pessoal e logística.
O corte ilegal para contrabando, especialmente de madeiras de cor, desmata florestas e bacias desse departamento, um dos maiores do país, segundo o padre Andrés Tamayo, líder de um movimento ecologista em Olancho e integrante da Comissão Interventora.
Após a Marcha Nacional pela Vida encabeçada por Tamayo, em junho, o governo formou a Comissão com o objetivo de apresentar, no prazo de um mês, alternativas viáveis contra o desmatamento em Olancho e outras regiões de floresta.
O grupo recomendou o afastamento, por incapacidade, de mais de 85% dos empregados da estatal Corporação Hondurenha de Desenvolvimento Florestal.
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