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BRASIL: Doença de Chagas altera o DNA
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RIO DE JANEIRO.- A doença de Chagas, que afeta 18 milhões de pessoas na América Latina, é grave e letal em muitos casos porque provoca alterações genéticas, conforme descobriram pesquisadores da Universidade de Brasília.
No Brasil há seis milhões de infectados pelo parasita Trypanosoma cruzi, que causa a doença e é transmitido pelo inseto hematófago Triatoma infestans, conhecido como barbeiro no país - e como vinchuca, ou chipo, em outros países -, e encontrado em casas em condições precárias.
A doença mata cerca de 33 mil brasileiros por ano, por problemas no coração ou outros órgãos. O parasita agrega seu ácido desoxirribonucléico (DNA, suporte da informação genética) ao das células infectadas e o sistema imunológico ataca os tecidos alterados como se não fossem próprios, explicou Antônio Teixeira, coordenador da pesquisa.
Esta descoberta abre caminhos para a cura da doença, mas serão necessárias décadas de novos estudos, afirmou.
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CHILE: Demanda judicial para salvar árvores nativas
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SANTIAGO.- A organização ecologista chilena Fiscalização do Meio Ambiente apresentou uma demanda para que o Tribunal de Apelações da capital revogue o decreto do ministro da Agricultura, Jaime Campos, que autoriza o corte de árvores nativas declaradas monumentos nacionais.
Esse decreto, de 16 de dezembro, segundo os ambientalistas, ameaça espécies autóctones como o alerce (Fitzroya cupressoides), a araucária (Araucaria araucana) e o belloto (Beilschmiedia mierssi).
A organização alega que o decreto é ilegal, inconstitucional e viola a Convenção de Washington sobre a Proteção da Flora e da Fauna da América.
A norma estabelece que “se poderá, excepcionalmente, autorizar o corte ou eliminação de exemplares das espécies declaradas monumento nacional, quando for necessária, para a realização de projetos ou atividades de interesse nacional ou regional”.
A demanda tem apoio das organizações Defensores da Floresta Chilena, Rede Nacional de Ação Ecológica e Greenpeace.
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VENEZUELA: Duas crianças morrem por mordida de morcego
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CARACAS.- Dois meninos morreram de raiva, na semana de 10 de outubro, após serem mordidos por morcegos hematófagos em uma localidade costeira no Estado de Sucre, nordeste da Venezuela.
Os garotos, de três e dez anos, foram mordidos enquanto dormiam, e seus pais os levaram a um centro de saúde “muito tarde”, quando já apresentavam convulsões, febre e paralisia das extremidades, lamentou a chefe do departamento de Epidemiologia Regional do Ministério da Saúde, Ninoska Lozada.
As autoridades sanitárias não determinaram a qual espécie pertencem os animais responsáveis, mas a especialista considera provável que não sejam da região. Os morcegos são os mamíferos com maior diversidade no país, com mais de 150 espécies.
A raiva é a zoonose viral mais antiga e conhecida em Sucre, com mortalidade “de quase 100%”, afirmou Lozada.
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CUBA: Alerta sobre risco de incêndios
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HAVANA.- A passagem, em setembro, do poderoso furacão Ivan pela Península de Guanahacabibes, cerca de 200 quilômetros a oeste da capital cubana, deixou como seqüela o risco de incêndios, que seriam desastrosos para essa estratégica reserva da biosfera.
Especialistas alertaram com preocupação que uma faísca bastaria para fazer arder, durante a próxima temporada de pouca chuva (de fevereiro a maio), a grande quantidade de árvores, galhos e folhas derrubadas pelos fortes ventos.
O Corpo de Guarda-Parques da região elabora um programa de prevenção e vigilância, que inclui patrulhamento aéreo e limpeza.
Além disso, os guarda-parques da península serão treinados para apagar incêndios, até agora algo incomum na região.
Esse pessoal deve estar pronto em 1º de fevereiro, início da etapa crítica de risco de incêndios florestais, explicou Jesús Cabrera, especialista em Proteção de Florestas nessa região.
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HONDURAS: Resgate da Baía de Chismuyo
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TEGUCIGALPA.- Autoridades locais e moradores do Departamento hondurenho de Valle, ao sul do país e fronteiriço a El Salvador, iniciaram, em outubro, um projeto de resgate da Baía de Chismuyo, no Golfo de Fonseca.
Soraya Reyes, governadora do Departamento de Valle, disse ao Terramérica que, com fundos da União Européia, se busca preservar mangues e refúgios marinhos e silvestres.
Na Baía há 32,6 mil hectares de floresta de mangue e cerca de 40 comunidades, em sua maioria de pescadores artesanais. O projeto objetiva controlar o uso de dinamite para a pesca, inclusive de espécies em extinção, explicou Reyes.
O sistema de mangues da região é um importante regulador de fluxos que evita inundações e salinização de águas doces, explicou ao Terramérica Jorge Varela do não-governamental Comitê para a Defesa e Proteção da Flora e Fauna do Golfo de Fonseca.
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GUATEMALA: Reprodução de peixe em risco de extinção
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GUATEMALA.- Uma missão técnica de Taiwan apóia as autoridades guatemaltecas para aumentar a população de peixe branco (Petenia splendida), típico do país e em risco de extinção por excesso de pesca, disseram ao Terramérica funcionários da Embaixada desse país na Guatemala.
A carne deste peixe é extremamente macia e saborosa, motivo do aumento constante de sua demanda na região.
O peixe branco se reproduz principalmente no Lago de Petén, norte do país, segundo o Fundo para o Desenvolvimento e a Cooperação Internacional, supervisionado pela chancelaria guatemalteca.
Os técnicos de Taiwan ajudaram a estabelecer e financiam um novo viveiro para a espécie ameaçada, onde, de março a maio deste ano, se reproduziram com êxito 3,5 mil peixes brancos. Segundo a Embaixada, esse sucesso “não só ajuda a vencer a crise de extinção dessa espécie de peixe, como também ajudou a estabelecer um novo marco no desenvolvimento da piscicultura”.
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