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MÉXICO: Camponeses apóiam informe contra milho transgênico
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MÉXICO.- Comunidades indígenas do setentrional Estado mexicano de Oaxaca consideram positivo o relatório sobre contaminação de milho transgênico em plantações locais, preparado pela Comissão de Cooperação Ambiental (CCA) da América do Norte.
O documento foi divulgado na semana de 11 de outubro pela organização ambientalista Greenpeace, antes que os governos do Canadá, Estados Unidos e México, integrantes da CCA, decidissem se o divulgariam, ou não.
Os autores do estudo recomendam fortalecer a moratória sobre plantação de milho transgênico, reduzir as importações do grão produzido nos Estados Unidos e desenvolver métodos para erradicar os genes que contaminaram as variedades locais.
“Nossa confiança no governo mexicano é nula, por isso não acreditamos que vá levar em conta o relatório, o qual apoiamos plenamente”, disse ao Terramérica Aldo González, da União de Organizações de Sierra Juarez, em Oaxaca, que reúne cerca de 15 mil camponeses.
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ARGENTINA: Denuncia contra empresa de mineração
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BUENOS AIRES.- Ecologistas, acadêmicos e simples cidadãos afetados apresentarão, em dezembro, na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), uma denúncia contra o governo argentino e o da província de San Juan, por permitirem a atividade de mineração da canadense Barrick Gold.
A Fundação para a Defesa do Meio Ambiente, presidida por Raúl Montenegro, levará à Unesco essa denúncia da organização Vizinhos Autoconvocados de San Juan e outros grupos.
A Barrick opera no Cerro Veladero, perto de Jachal, uma localidade de San Juan onde vivem 24 mil pessoas. Ali aconteceu, em outubro, um encontro para protestar contra a contaminação ocasionada pela empresa, sobretudo da água, e seu impacto sobre a atividade agropecuária.
Montenegro, que receberá este ano o chamado prêmio Nobel Alternativo do parlamento sueco, afirmou que “nunca” deveria ter sido aprovado o estudo de impacto ambiental apresentado pela Barrick, que utiliza quatro mil toneladas de cianureto por ano.
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COLÔMBIA: Água para não beber
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BOGOTÁ.- A metade da água bebida na Colômbia não é própria para consumo humano, segundo estudo divulgado no dia 19 de outubro por um grupo de congressistas.
O deputado Berner Zambrano, do Movimento de Integração Regional, disse ao Terramérica que, de acordo com esse informe, apenas 28% da população recebe água potável, e a maioria das 967 empresas de saneamento e fornecimento de água têm baixa capacidade operacional, administrativa e financeira.
O mesmo estudo indica que o aumento das tarifas entre 1997 e 2000 chegou, em alguns casos, a 1.238%, e para pagá-las “as famílias têm de adiar gastos básicos com alimentação, educação e saúde”, afirmou.
O relatório destaca que 91% das fontes hídricas estão contaminadas e que não há planos de recuperação das microbacias que abastecem grandes corpos de água, nem investimento para que os pequenos municípios tenham seus próprios serviços de água potável.
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