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VENEZUELA: Energia solar para os wayuú

CARACAS.- A comunidade indígena wayuú, assentada na Península de Guajira, no extremo norte da Colômbia e da Venezuela, e onde o sol do trópico brilha 12 horas por dia, obterá eletricidade, pela primeira vez, dessa fonte, com a instalação de painéis fotovoltáicos em Casuasín, um dos povoados locais.

“Esta comunidade nunca havia contado com eletricidade. Agora, será possível refrigerar medicamentos, o que ajudará a reduzir a mortalidade na área”, disse ao Terramérica Daniel Escalona, do Ministério do Meio Ambiente.

Com o projeto, que custa US$ 15 mil, também se espera reduzir o uso da lenha como combustível, para aliviar o impacto depredador sobre a vegetação da quase desértica Guajira.

 
 

BRASIL: Produção de biodiesel através do calor

RIO DE JANEIRO.- Um equipamento que transforma óleo vegetal em biodiesel por um processo térmico, e que produzirá até 240 litros diários de combustível sustentável, foi desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O equipamento, submetido a ajustes finais na Universidade de Brasília, deixa para trás o processo químico convencional para produção de biodiesel, com base no uso de etanol e metanol.

Qualquer um pode manejar o novo sistema, que custará apenas cerca de US$ 1,7 mil, afirmou ao Terramérica Renato Roscoe, da Embrapa Agropecuária Oeste.

Dessa maneira, se pretende promover a inclusão de pequenos agricultores e comunidades pobres na produção de biodiesel.

 
 

HONDURAS: Municípios se unem para cuidar de rio

TEGUCIGALPA.- Onze municípios do departamento hondurenho de Choluteca, ao sul do país, na fronteira com a Nicarágua, se organizaram para conservar a bacia do Rio Choluteca, que os abastece.

Olman Rivera, coordenador do projeto, disse ao Terramérica que o uso de pesticidas em plantações, bem como a intrusão salina nos aqüíferos do Golfo de Fonseca, compartilhado com Nicarágua e El Salvador, “contaminam a água e obrigam a adotar medidas preventivas”.

Na região predominam a pecuária extensiva, a produção agrícola e as indústrias salineira e do camarão. Esta última é apontada com a principal causadora da deterioração ambiental.

 
 

CHILE: Maior uso da lenha “verde”

SANTIAGO.- Ao sul do Chile são registrados avanços na promoção de um uso mais sustentável da lenha, destacou-se em um seminário organizado, entre outros, pela Comissão Nacional do Meio Ambiente, nos dias 11 e 12 de novembro, na cidade de Temuco, 670 quilômetros ao sul de Santiago.

A lenha é o principal combustível doméstico ao sul do país, mas com problemas que desmerecem seu caráter renovável, destacou-se no encontro. Temuco viveu críticos episódios de poluição atmosférica por uso maciço de lenha úmida.

Em Valdivia, 835 quilômetros ao sul da capital, se desenvolve uma iniciativa-piloto de certificação para que os consumidores disponham de lenha procedente de florestas bem manejadas.

 
 

CUBA: A água chega de trem

HAVANA.- A cidade oriental cubana de Holguín recebe cerca de 300 mil litros diários de água por via férrea, para enfrentar a escassez causada por uma severa seca, confirmou o governo local.

A medida será aplicada enquanto não terminar a instalação de uma rede de tubulação de mais de 50 quilômetros para levar água do Rio Cauto, o maior de Cuba, até estações de tratamento próximas à cidade.

Holguín, a cerca de 700 quilômetros de Havana e com cerca de 300 mil habitantes, começará a receber 500 litros de água por segundo, vindas do Rio Cauto quando a obra estiver concluída.

A emergência pela seca foi decretada há 15 meses e, segundo o diretor de Recursos Hidráulicos na província, Henry Parra, a água represada só dá para três meses. A população recebe o líquido a cada cinco ou seis dias.

 
 

GUATEMALA: Aposta na resina

GUATEMALA.- Os produtores guatemaltecos de resina natural buscam aumentar as 50 mil toneladas métricas que colhem anualmente, para aproveitar o aumento do preço internacional da borracha sintética, derivada do petróleo.

“Os preços continuam melhores do que há dois anos”, pois passaram de US$ 0,89 para US$ 1,22 o quilo, mas a produção deve ser mais técnica, explicou ao Terramérica Hans Peter, presidente da Associação de Técnicos de Coletores de Resina da Guatemala.

O mercado local consome 9% da produção, e o resto é exportado sem processamento, sobretudo para Colômbia, Costa Rica e México.

A Guatemala dedica cerca de 350 mil hectares a cultivos de sapotizeiro (Manilkara zapota, Achras zapota), a árvore da qual se extrai a matéria-prima para obter a resina. A atividade envolve 1,1 mil produtores e gera 20 mil empregos, principalmente no norte, nordeste e na costa sul.

Peter destacou que a maior parte das árvores disponíveis é jovem e que a espécie vive pelo menos 40 anos.

 
 

GLOBAL: Incentivo a investimentos sustentáveis

MÉXICO.- Novas medidas globais para promover o consumo sustentável e a produção limpa em âmbitos como o manejo da água, a energia e a agricultura, serão discutidas por cerca de 300 especialistas, na cidade de Monterrey, nos dias 15 e 16 de novembro.

O encontro, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), reunirá representantes de governos, sociedade civil, indústrias e comunidade científica de todo o mundo.

“As indústrias estão captando nossa mensagem: políticas sustentáveis em manejo da água ou energia são bons investimentos para o ambiente, e também para os negócios”, disse ao Terramérica Monique Barbut, diretora da Divisão de Tecnologia, Indústria e Economia do Pnuma.

Na última década, esta divisão apoiou cerca de três mil projetos de produção mais limpa e envolveu 70 mil indústrias, através de 25 centros especializados no mundo em desenvolvimento.



* Fonte: Inter Press Service.


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