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GUATEMALA: Plano para semear 75 milhões de árvores
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GUATEMALA.- Cerca de 75 milhões de árvores devem ser plantadas na Guatemala antes de 2008 dentro do plano “Guate Verde”, informou ao Terramérica o ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Mario Dary.
O aproveitamento florestal sustentável é uma das prioridades do plano, desenvolvido em coordenação com a Secretaria de Planejamento, Instituto Nacional de Florestas e o Conselho Nacional de Áreas Protegidas, explicou Dary.
“Guate Verde” também atenderá a proteção social diante de desastres naturais, em 41 municípios de alta vulnerabilidade alimentar e a educação ambiental.
Além disso, serão impulsionados projetos produtivos rurais sustentáveis, serviços sociais básicos no âmbito local e o turismo ecológico e etnológico. O plano também inclui energias renováveis e eficiência energética.
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HONDURAS: Jornalista processado por defender o meio ambiente
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TEGUCIGALPA.- O jornalista Frank Mejía quis defender as árvores do principal parque da capital hondurenha e acabou perante a Justiça, acusado de desacato.
Com a intenção declarada de remodelar e ornamentar o parque, a municipalidade da capital decidiu cortar com motosserra árvores onde havia ninhos e numerosos pássaros.
No dia 6 deste mês, dia em que foi inaugurada a praça depois de um ano fechada ao público, o jornalista da rádio local Monumental se apresentou com um cartaz de protesto, apanhou da polícia e foi preso.
“Não penso em me retratar porque a municipalidade cometeu um erro ao cortar as árvores sem um estudo sério. Tenho prova disso”, disse Mejía ao Terramérica.
No dia 27 começou seu julgamento. Fontes próximas indicaram que é possível uma conciliação.
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BRASIL: Bioconstrução no FSM
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RIO DE JANEIRO.- O V Fórum Social Mundial pôs em prática técnicas de bioconstrução “mais baratas e ecologicamente corretas” ao erguer as sedes que abrigam seus debates, em Porto Alegre.
Materiais de baixo custo, reciclados e dejetos agrícolas foram usados na construção de alguns dos 205 auditórios e 293 tendas de serviços, que são usadas pelos participantes.
Foram construídos tetos de palha, pisos de pedra e paredes de barro, com custos até 80% inferiores ao da construção convencional, segundo Gabriel Barreto, um dos arquitetos responsáveis.
O material alternativo também oferece mais conforto térmico e menor consumo de energia.
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CHILE: Ecologistas aplaudem plano de eficiência energética
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SANTIAGO.- O não-governamental Programa Chile Sustentável cumprimentou o ministro da Economia, Jorge Rodríguez, pela apresentação de um Programa Nacional de Eficiência Energética, que inclui normas para os setores público e privado com vistas ao uso racional e á economia de energia.
“Não pode acontecer de a economia do país crescer 3,5% e o consumo total de energia aumentar 7% ao ano. Isto é um sinal de ineficiência e excessiva intensidade energética, que gera muito consumo de combustível e poluição”, disse ao Terramérica Sara Larraín, diretora da organização ecologista.
O programa é o primeiro de seu tipo no Chile, e estabelece normas sobre os equipamentos elétricos nas edificações e inclui programas específicos para a mineração, o comércio e os serviços de iluminação pública.
Restrições no fornecimento de gás natural argentino contribuíram para que o plano fosse concretizado.
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CARIBE: Educação comunitária para cuidar da marreca
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HAVANA.- Moradores de ecossistemas costeiros de duas províncias de Cuba aprendem em conferências e oficinas, como o fazem dominicanos, haitianos e jamaicanos, a preservar a marreca cubana (Dendrocygna arborea), ave em risco de extinção no Caribe.
Esta espécie endêmica habita mangues, pântanos, marismas, lagos, lagoas, e charcos de água doce ou salgada, e foi muito comum e abundante na região caribenha até o início do século XX.
Atualmente, o programa de educação comunitária acontece em Los Palácios e La Sierpe, nas províncias de Pinar Del Rio (ocidente) e Sancti Spíritus (centro), respectivamente, com patrocínio da Universidade de Havana e de duas organizações não-governamentais britânicas.
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VENEZUELA: Indígenas pela água e contra o carvão
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CARACAS.- Comunidades indígenas e camponesas do Estado de Zulia, produtor de petróleo, no noroeste venezuelano e fronteiriço com a Colômbia, formaram um Comitê de Água pela Vida como contraponto a uma proposta estatal de exploração de carvão nas bacias dos principais rios que as abastecem, Socuy e Cachirí, e na represa de Tulé.
“O projeto ameaça a saúde de aproximadamente 500 famílias em campos próximos. Milhares de pessoas consumiriam água contaminada e inalariam o pó do carvão”, disse ao Terramérica Jorge Hinestroza, pesquisador da Universidade de Zulia.
As comunidades afetadas, das etnias wayúu, yucpa e Bari, se localizam nas encostas da Serra de Perijá, que separa a Venezuela da Colômbia. A exploração carbonífera do lado venezuelano produz 10 milhões de toneladas anuais (do lado colombiano, a mina Cerrejón produz o dobro) e o plano da empresa estatal Carbozulia é triplicar o volume de extração em três anos.
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