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HONDURAS: Emergência florestal pelo besouro
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TEGUCIGALPA.- O governo de Honduras trabalha arduamente para evitar a praga do besouro do pinheiro da floresta de pinho(Dendroctonus frontalis) no departamento de Olancho, informou ao Terramérica Roberto Cabrera, da Corporação Hondurenha de Desenvolvimento Florestal (Cohdefor).
Há duas semanas, as autoridades declararam estado de emergência florestal na região, por causa da praga.
As zonas mais afetadas são os municípios de Sanstebán, Gualaco, Jano e Dulce Nombre de Culmí. Moradores das regiões atingidas, empresários e autoridades locais iniciaram um plano de emergência para controlar a praga e salvar a floresta de pinho que ainda não tem a praga.
Olancho é um dos maiores departamentos de Honduras, e há dois anos organizações ecologistas e moradores lutam para evitar o corte ilegal da floresta.
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GUATEMALA: Denunciada pesca indiscriminada
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GUATEMALA.- Pescadores artesanais do lago de Izabal, o principal da Guatemala com cerca de mil quilômetros quadrados, denunciaram um aumento da pesca ilegal “indiscriminada” realizada por contrabandistas, o que pode acabar com várias espécies.
Pedro Jiménez, presidente da Associação Pesqueira do Polochic, disse ao Terramérica que pessoas sem licença praticam pesca de arrastão com redes de três mil metros, embora o máximo permitido seja de 600 metros.
Se essa prática continuar, “em cerca de dois anos terão desaparecido várias espécies” de peixes e tartarugas, bem com os peixes-bois (Trichechus manatus).
Hugo Mérida, coordenador regional da Unidade de Manejo da Pesca e da Aqüicultura, comentou que diante da denúncia serão feitas patrulhas com apoio policial para confiscar equipamentos de pesca ilegais e punir seus proprietários.
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PERU: Pau e cenoura para poluidores
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LIMA.- A reforma do Código de Meio Ambiente do Peru incluirá incentivos econômicos para o cumprimento das normas de preservação ecológica, disse ao Terramérica a congressista Fabiola Morales, integrante da comissão que prepara um anteprojeto sobre o assunto.
Dessa comissão participam representantes de 18 instituições, públicas, não-governamentais e empresariais.
“A provável assinatura de um tratado de um tratado de livre comércio com os Estados Unidos nos obriga a afinar os instrumentos legais de defesa do meio ambiente”, explicou Morales.
O Código em vigor, desde 1991, obriga as empresas mineradoras, madeireiras, industriais e turísticas a apresentarem um plano de prevenção de impacto ambiental, sob pena de sanções que incluem a prisão.
“Após 14 anos de aplicação comprovamos que a legislação ambientalista, salvo no setor mineiro, não atingiu suas metas. Não foi suficiente a ameaça das sanções, de modo que provaremos a receita do pau e da cenoura”, disse o congressista Victor Espinoza.
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ARGENTINA: Empresários desistem de comprar reserva
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BUENOS AIRES.- A rejeição popular e de grupos ambientalistas à venda e desmonte na Argentina de 25 mil hectares da reserva de General Pizarro, na província de Salta, norte do país, levou o empresário Manuel Santos Uribellarrea a se retirar do projeto, confirmou ao Terramérica a organização não-governamental Greenpeace.
Uribellarrea vendeu as duas parcelas que havia adquirido no leilão determinado pelo governador de Salta, Juan Carlos Romero. Antes, o empresário dessa província Mario Ragone, comprador de um lote, adotara semelhante decisão pelos mesmos motivos. Ambos venderam seus terrenos ao empresário argentino Manuel Courel, que já havia comprado as outras quatro parcelas leiloadas.
O Greenpeace e outras ONGs informaram que centrarão sua campanha em Courel, que mantém sua decisão de desmontar a reserva, lar da etnia wichí e onde coexistem a selva de Yungas e Chaco, e forçar a saída de seus moradores.
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COLÔMBIA: Incentivo ao reflorestamento comercial
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BOGOTÁ.- O setor florestal responde por 38 mil empregos diretos na Colômbia, e se a área plantada com finalidade comercial passar de 150 mil hectares para três milhões de hectares nos próximos cinco anos, os postos de trabalho teriam um aumento equivalente a 760 mil, segundo o documento “Perspectivas de investimento no setor florestal colombiano”, apresentado no dia 31 de janeiro pelo Ministério da Agricultura.
De acordo com esse estudo e com dados da Corporação Nacional de Pesquisa e Fomento Florestal, a superfície aproveitável para reflorestamento sustentável e competitivo é de 16 milhões de hectares: 4,5 milhões com aptidão florestal comercial sem restrições e 11,5 milhões de hectares com restrições menores.
Adolfo Aristizábal, presidente da junta nacional da Federação de Industriais da Madeira, disse ao Terramérica que a Colômbia é um país de florestas, mas ainda não apresenta os níveis de plantação industrial de outros países.
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