|
|
|
|
VENEZUELA: Um viveiro para El Ávila
|
|
CARACAS.- Um viveiro que abrigará cinco mil espécies de árvores e outras plantas, algumas em risco de extinção, foi inaugurado nas alturas do parque nacional El Ávila, que compreende a montanha que separa Caracas do litoral do Caribe.”O viveiro foi projetado com princípios ecoeficientes para a economia de água, energia e materiais, incluindo uma equipe para reciclar resíduos orgânicos e gerar cerca de 20 metros cúbicos de terra de excelente qualidade a cada ano”, disse ao Terramérica Diego Díaz, da organização ambientalista Vitalis, patrocinadora da iniciativa.
Díaz explicou que 60% das novas plantas ajudarão no reflorestamento, enquanto o restante permitirá obter “filhos” ou “pés de cultivo” de espécies autóctones como a quase extinta nogueira de Caracas (Juglans venezuelensis), a palma benta (Ceroxylon klopstockia), a embaúba (Cecropia peltata) e o pau d´arco (Tabebuia chrysantha), ameaçadas por incêndios, chuvas e superexploração por usos religiosos.
|
|
|
|
CHILE: Reacende a polêmica sobre fábrica de celulose
|
|
SANTIAGO.- Um relatório técnico que vazou para a imprensa reavivou a polêmica entre ecologistas e autoridades ambientais do Chile que autorizaram a abertura de uma fábrica de celulose acusada da morte de milhares de cines de pescoço negro.
A Comissão Regional do Meio Ambiente (Corema) da X região recebeu no último dia 2 o relatório do engenheiro químico Cláudio Zaror, da Universidade de Concepción e, sem divulgá-lo, autorizou no dia 18 a reabertura da fábrica Valdivia de Celulose Arauco e Constitución (Celco), que esteve fechada por várias semanas.
A Corema incorreu em “irresponsabilidade ao ocultar a investigação e não considerá-la quando autorizou a reabertura da fábrica”, disse ao Terramérica a coordenadora do grupo Defesa do Santuário da Natureza Rio Cruces, Sandra Conejeros.
Embora em seu informe Zaror não atribua à Celco responsabilidade pela mortandade de cisnes do mangue do rio Cruces, assinala que em algumas partes desse curso de água foram registrados altos índices de compostos tóxicos.
|
|
|
|
HONDURAS: Turismo e contaminação ameaçam arrecifes
|
|
TEGUCIGALPA.- O turismo e a contaminação nas paradisíacas Ilhas da Baía ameaçam os arrecifes de coral do mar do Caribe hondurenho, afirmou ao Terramérica o promotor ambiental, Aldo Santos.
Os arrecifes, dos mais ricos do mundo, sobreviverem à passagem do furacão Mitch em 1998, “mas não poderão resistir à pressão da indústria hoteleira, do turismo e da contaminação das águas”, afirmou.
Os arrecifes são uma espécie de esqueleto calcáreo em águas superficiais, formado por colônias de coral que para prosperar necessitam de diversos tipos de algas.
Essa barreira protege ecossistemas costeiros e é local de reprodução e alimentação de diversas espécies, explicou ao Terramérica Alda Gamboa, da Unidade de Biodiversidade da Secretaria do Meio Ambiente.
Segundo Santos, já estão sendo realizadas ações regionais para resolver o problema dos arrecifes.
|
|
|
|
CUBA: A seca se estende pela ilha
|
|
HAVANA.- A seca que há quase dois anos afeta as províncias do leste de Cuba está golpeando com força o centro e o ocidente do país, segundo as autoridades.
Mais de 1,8 milhão de pessoas recebem água de caminhões-pipa, cerca de cem mil delas na capital Havana, disse Jorge Luis Aspiolea, presidente do Instituto Nacional de Recursos Hidráulicos.
“Temos água a cada dois ou três dias, e dura apenas algumas horas. É preciso correr para recolher a maior quantidade possível”, contou Estrella Jiménez, moradora de um edifício no centro histórico de Havana.
O Instituto de Meteorologia informou que janeiro foi muito seco e que 2004 fechou com os registros de chuva mais baixos desde 1901. As represas estão com apenas 35% de sua capacidade. Em algumas regiões, as reservas não são suficientes para 120 dias.
|
|
|
|
GUATEMALA: Limpeza do lago de Amatitlán
|
|
GUATEMALA.- O governo guatemalteco investirá US$ 29 milhões para limpar o lago de Amatitlán, 25 quilômetros ao sul da capital, saturado de algas e lixo que ameaçam convertê-lo em um pântano no prazo de apenas 10 anos.
O comissário presidencial Luis Flores disse ao Terramérica que “o lago deve ser resgatado pela dignidade do guatemalteco”.
Será construído um aterro sanitário para resíduos sólidos, uma usina de tratamento para o caudal hídrico e um canal artificial com filtros pelo qual passará o rio Villalobos, um dos principais focos de contaminação do lago, que tem área de 14,9 quilômetros quadrados.
Segundo um estudo recente, o Villalobos arrasta cerca de 500 mil toneladas anuais de sedimentos, provocando a perda anual de cerca de 70 centímetros de profundidade do lago.
O projeto será completado com uma usina para injetar oxigênio na água, plantação de mais de 40 mil árvores, reinício de um serviço teleférico e recuperação da praia pública.
O lago de Amatitlán foi até duas décadas atrás um dos locais de lazer de milhares de moradores da capital e lugar predileto para construir luxuosas residências.
|