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GUATEMALA: Remodelado aeroporto em zona maya
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GUATEMALA.- A Guatemala aposta com tudo no potencial turístico de suas ruínas maias, com a remodelação do aeroporto internacional da cidade de Santa Elena, no departamento de Petén, norte do país.
As obras vão durar um ano e custarão cerca de US$ 2,5 milhões. Com isto se pretende converter o terminal aéreo Mundo Maya, que é o segundo do país e recebe mais de 150 mil passageiros por ano, na porta de entrada para os sítios arqueológicos maias.
Petén, fronteiriço com México e Belize, foi terra da milenar cultura maia e abriga em seus centros mais importantes descobertas até o momento, como o Tikal.
Daniel Mooney, diretor do Instituto Guatemalteco de Turismo, disse ao Terramérica que com as obras o terminal terá um “projeto moderno, com espírito maia e exuberância tropical”.
“Não é uma possibilidade remota” transformar o aeroporto em “transcontinental”, por sua localização “privilegiada” na região mesoamericana, afirmou o presidente guatemalteco, Oscar Berger.
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ARGENTINA: Energia limpa na Patagônia
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BUENOS AIRES.- Uma pequena localidade da austral Patagônia argentina se transformou este mês em laboratório para a produção de combustível limpo produzido com energia renovável.
O projeto se desenvolve no povoado de Koluel Kalke, província de Santa Cruz, perto da localidade de Pico Truncado, onde funciona uma usina de geração de hidrogênio.
Esse elemento é obtido pela decomposição de moléculas de água através de um processo elétrico, com energia de fonte eólica.
O presidente da Associação Argentina do Hidrogênio, Juan Bolcich, disse ao Terramérica que o projeto “é um exemplo do uso de energias limpas e renováveis para a Argentina e o mundo”.
O programa, que permitirá abastecer de combustível limpo a população de Koluel Kalke, faz parte de um vasto programa da Organização das Nações Unidas para a utilização de energias renováveis nos cinco continentes.
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BOLÍVIA: Prêmio para projeto em Cochabamba
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COCHABAMBA.- O projeto Água Para Todos, desenvolvido em áreas periféricas da cidade central de Cochabamba para fornecer água potável aos mais pobres, pode ter muito em breve novo financiamento, depois que recebeu o prêmio SEED, no dia 22 de abril.
“Graças ao prêmio fizemos contatos com instituições em nível mundial com grande potencial de consolidar fontes de financiamento e assistência”, disse ao Terramérica Gustavo Heredia, diretor do projeto.
O prêmio Empresários em Apoio ao Meio Ambiente e ao Desenvolvimento (SEED, sigla em inglês) consiste na promoção dos projetos ganhadores diante das agências de cooperação, ONGs e governos para encontra financiamento. É patrocinado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Água para Todos, iniciado este ano e que se desenvolverá até 2009, é liderado pela empresa privada Programa água Tya, em aliança com a empresa municipal de Cochabamba, Semapa, e a fundação boliviana Pró-habitat.
O projeto consegue água a baixo custo através da construção de redes secundárias e ligações domiciliares, que são conectadas às redes principais a cargo da Semapa.
Os moradores beneficiados, no momento cerca de três mil, pagarão 0,3 dólar por metro cúbico de água, em lugar dos US$ 2,5 por metro cúbico que desembolsavam pela água trazida por caminhões-pipa.
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MÉXICO: Ambientalistas soltos após pressão internacional
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MÉXICO.- A pressão de grupos ambientalistas foi fundamental para que a ativista Araceli Dominguez, presa por denunciar a morte de golfinhos no balneário de Cancún, fosse rapidamente libertada, disseram fontes próximas a ela.
“A pressão nacional e internacional garantiu um bom tratamento e um processo rápido da detida”, disse ao Terramérica Patrício Martin, um dos porta-vozes do não-governamental Centro Mexicano de Direito Ambiental, grupo que acompanhou de perto o processo contra Araceli.
A ativista, presidente do Grupo Ecologista do Mayab, que atua no Estado de Quintana Roo, onde fica Cancún, foi detida, no dia 23 de abril, por uma queixa de difamação contra ela apresentada por donos de centros de golfinhos.
Araceli, que denunciara a importação ilegal desses animais desde as Ilhas Salomão e a morte de alguns deles, foi libertada quatro dias depois, após seus acusadores retirarem a queixa.
A postura dos grupos ambientalistas, que ameaçaram boicotar a promoção turística em Cancún e também questionar o presidente Vicente Fox na Comissão Ambiental da América do Norte, colocou as autoridades e os denunciantes contra a parede, o que ao final derivou na libertação de Araceli, disse Martin.
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COLÔMBIA: Proibida pesca do bagre
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BOGOTÁ.- O Instituto Colombiano de Desenvolvimento Rural (Incoder) vai proibir, entre 1º e 30 de maio, a pesca, o armazenamento, a comercialização e o transporte do bagre pintado ou rajado (pseudoplatystonma fasciatum) na bacia do rio Magdalena, que atravessa o território de sul a norte, para preservar esse recurso pesqueiro.
Um segundo período de proibição para esse peixe acontecerá entre 15 de setembro e 15 de outubro, na mesma bacia do Magdalena.
Arturo Veja, gerente-geral do Incoder, disse ao Terramérica que as proibições são uma das alternativas que o Estado tem para proteger o período de reprodução das espécies, permitindo assim o desenvolvimento normal dos peixes, a fim de enfrentar sua desproporcional redução.
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PERU: Termoelétrica ameaça balneário
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LIMA.- Com apoio de organizações não-governamentais e da maioria de seus dirigentes municipais, organizações de moradores de Chilca, pequena cidade peruana 64 quilômetros ao sul de Lima, anunciaram mobilizações contra a construção projetada de uma usina termoelétrica a 500 metros de sua zona urbana.
Chilca possui lagoas cujas águas e barro são consideradas portadoras de propriedades curativas, e seus habitantes afirmam que a usina vai afetar o ecossistema local.
O projeto, apoiado pelo ministério de Minas e Energia e pelo prefeito de Chilca, utilizará gás natural para gerar 520 megawatts em uma usina que retirará cerca de 587 mil litros de água do mar por minuto para esfriar suas turbinas.
“As águas voltarão ao mar alguns graus mais quentes e isso vai alterar a vida marinha. Além do mais, a emissão de fumaça e radiação eletromagnética prejudicará o meio ambiente”, disse ao Terramérica Carlos Franco, coordenador da ONG Fórum Ecológico.
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HONDURAS: Desmatamento em massa priva a capital de água
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TEGUCIGALPA.- A Promotoria do Meio Ambiente de Honduras investiga a empresa estatal de energia elétrica e a Corporação Hondurenha de Desenvolvimento Florestal por causa de um desmatamento em massa na bacia do rio Guacerique.
Este rio é afluente da represa de Los Laureles, que é responsável por um terço do abastecimento de água potável da capital e cujo nível caiu muito devido ao desmatamento, obrigando a um racionamento.
Aldo Santos, promotor do meio ambiente, disse ao Terramérica que em dezembro foi autorizado o corte de 2.100 árvores na região, mas acabou-se cortando 3.600 pinhos e “há indícios de irregularidade na autorização”.
A bacia é uma área de reserva onde está proibido cortar pinhos e “se produziu um prejuízo ambiental irremediável. Nossas investigações indicam que tudo foi feito sem licença ambiental e é preciso cobrar os responsáveis pelos danos”, afirmou.
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