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ARGENTINA: Alerta sobre perda de florestas

BUENOS AIRES.- A organização ambientalista Finis Terrae denunciou o manejo “irracional” da floresta na Terra do Fogo, a província mais austral da Argentina, e alertou que, se isso continuar, em sete anos não haverá mais massa florestal.
Graciela Ramaciotti, diretora do grupo, disse ao Terramérica que a empresa norte-americana Trillium – maior proprietária de terras da província, com cerca de cem mil hectares de floresta – corta entre 800 e mil hectares por ano de árvores como lenga (Nothofagus pumilio) e ñirre (Nothofagus Antarctica).
“Os técnicos florestais da Direção de Florestas asseguram que seria recomendável não explorar mais do que 350 hectares por ano, mas ninguém faz um controle”, denunciou Ramaciotti.
Na Terra do Fogo os particulares podem ser donos do solo, mas o Estado provincial conserva a posse sobre as florestas. Entretanto, Ramaciotti afirmou que o governo “não tem vontade” de controlar o avanço dos privados.

 
 

GUATEMALA: Estudo do lago Petén Itzá

GUATEMALA.- Geólogos da Alemanha, Estados Unidos, Guatemala e Suíça iniciam, no dia 13 de fevereiro, estudos ambientais no guatemalteco Lago Petén Itzá, cerca de 510 quilômetros ao norte da capital.
Mark Brenner, encarregado da pesquisa, que vai durar 30 dias e é patrocinada pela Universidade da Flórida (EUA), disse que buscarão núcleos de sedimento lacustre para análises e aprenderão sobre a história geológica e ecológica do Lago.
“Este manto aqüífero é o único que cumpre as condições que necessitamos na América Central, porque tem 160 metros de profundidade”, disse Brenner ao Terramérica.
Julián Tezecún, presidente da Comunidade da Bacia do Lago, pediu que a pesquisa também determine a causa da mortandade de peixes, grau de contaminação das águas e quantidade de oxigenação do manto aqüífero.
“Enviamos amostras a laboratórios, mas nunca tivemos resposta”, disse Tezecún.

 
 

COLÔMBIA: Cresce o uso de biogasolina

BOGOTÁ.- Mais de 450 postos de serviços distribuem biogasolina (mistura de 90% de gasolina com 10% de álcool combustível) para cerca de 1,5 milhão de veículos colombianos desde o dia 1º de fevereiro.
A medida inclui os departamentos de Bogotá, Cundinamarca, Meta, Casanare e alguns municípios de Boyacá, informou o diretor de Hidrocarbonetos do Ministério de Minas e Energia, Julio César Vera.
Vera disse ao Terramérica que o programa, iniciado no final de 2005 nas principais cidades dos departamentos de Nariño, Cauca e Vale do Cauca, se estenderá ao restante do país conforme aumentar a oferta dos produtores de álcool combustível.
A chegada do biocombustível ao centro da Colômbia será um contraponto às altas no preço da gasolina e reduzirá as emissões de partículas contaminantes na atmosfera, disse Vera.

 
 

GLOBAL: Vigilância sobre químicos perigosos

MÉXICO.- Delegados de mais de cem países decidiram delegar ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) a formulação de um plano de manejo estratégico dos mais de 70 mil produtos químicos existentes no mercado mundial.
O acordo, denominado “Aproximação Estratégica à Gestão Internacional de Produtos Químicos”, não tem caráter vinculante como as convenções de Rotterdã, Estocolmo e Basiléia. Ao contrário destas, que vigiam o uso e transporte de várias substâncias e não de todas, o novo pacto levará em consideração o universo completo.
Foi obtido “após árduas negociações e agora se chegará a um programa concreto”, disse ao Terramérica Ricardo Sánchez, diretor do Pnuma para a América Latina e o Caribe.
Os governos se comprometeram com a definição deste plano – que incluirá capacitação para os países em desenvolvimento, avaliação de riscos e vigilância – na conferência global sobre Gestão de Produtos Químicos, realizada nos Emirados Árabes Unidos no começo de fevereiro.

 
 

BRASIL: Exposição de produtos amazônicos

RIO DE JANEIRO.- Dezenas de produtos desenvolvidos por indígenas amazônicos serão apresentados na oitava Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, entre 20 e 31 de março, na cidade de Curitiba.
Entre eles, um fungo que cura a cegueira e três tipos de medicamentos contra o veneno da temida jararaca (Bothrops jararaca).
São medicamentos e cosméticos dos indígenas do Alto Rio Negro, especialmente os da etnia baniwa, que demonstram “a riqueza da Amazônia e do conhecimento tradicional”, disse ao Terramérica Jecinaldo Barbosa, presidente da Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira.
Sua divulgação servirá para discutir os direitos intelectuais e a justa distribuição de seus benefícios, acrescentou.



* Fonte: Inter Press Service.


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