MANÁGUA.- A Associação dos Salineiros
da Nicarágua e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
assinaram um convênio que garante a adição de iodo em 95%
do sal consumido no país.
Gustavo Castillo, presidente da entidade, disse ao Terramérica
que a adição de iodo ao sal para consumo humano e animal,
bem como no que é empregado em curtumes, foi possível graças
ao apoio do Unicef. A ONU apóia programas de iodação universal
para combater males como deterioração do desenvolvimento físico,
deficiência mental ou dano cerebral nas crianças provocados
pela carência de iodo no organismo humano.
A Nicarágua produz entre 1,2 bilhão e 1,5 bilhão de quintais
de sal na costa do Pacífico. Há três anos, começou-se a adicionar
iodato de potássio e carbono de cálcio, chamado de iodocal.
O acordo garante o fornecimento à Nicarágua de iodato de potássio,
substância produzida apenas no Chile.
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GUATEMALA: Reflorestamento de
bacias de dois rios
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GUATEMALA.- Cerca de quatro mil hectares
nas bacias dos rios Los Esclavos e María Linda, no centro
e sul da Guatemala, serão reflorestados pelos ministérios
da Agricultura e de Energia e Minas. O projeto busca beneficiar
85 comunidades nos departamentos de El Progresso e Jutiapa,
disse ao Terramérica o porta-voz do Instituto Nacional de
Eletrificação (Inde), Fredy López.
Nessas bacias estão instaladas usinas geradoras de energia.
“A idéia é ajudar os pequenos produtores de café para que,
em lugar de plantar milho, plantem árvores frutíferas e para
madeira com o objetivo de melhorar a retenção da água quando
chove”, explicou López. O Inde financiará os trabalhos num
valor a ser definido no fim deste mês. Devido ao desmatamento,
as águas dos rios sofreram redução, colocando em risco a produção
das hidrelétricas de Aguacapa e Los Esclavos.
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HONDURAS: Doenças atribuídas a
mineradora norte-americanas
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TEGUCIGALPA.- Habitantes do Vale de Siria,
no departamento de Francisco Morazán, que sofrem de doenças
de pele e vias respiratórias, atribuem esses males às atividades
mineiras realizadas pela multinacional norte-americana Entre
Mares.
O ambientalista e médico Juan Almendares Bonilla disse ao
Terramérica que 40% da população dessa localidade, cerca de
50 mil pessoas, sofrem de esquimose e coceira devido ao excessivo
uso de cianureto nas águas que rodeiam a região. Bonilla realiza
um estudo sobre o impacto de produtos químicos usados pela
mineradora na saúde dos moradores da área.
Ele denunciou o corte de árvores e vegetação na área do Vale
de Siria que, disse, está ficando sem água. A Entre Mares
chegou a Honduras há quatro anos e se dedica à exploração
do ouro, entre outros minerais. Os moradores do lugar realizam
há três anos constantes protestos contra a companhia, às quais
somou-se o cardeal Oscar Andrés Rodríguez. Apesar da oposição
de ambientalistas e moradores, o governo deu à multinacional
uma autorização que amplia suas atividades. A região de Siria
é formada por nove pequenos povoados que vivem da floresta
e da agricultura. |