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ARGENTINA: Indígenas apelam contra
venda de reserva
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BUENOS AIRES.- Indígenas da etnia wichí
do norte da Argentina apresentaram, no início de junho, à
Justiça da província de Salta um recurso de amparo para impedir
a venda de 16 mil hectares que até há dois meses era uma reserva
natural.
O governo de Salta criou a reserva em 1995 para proteger a
floresta nativa, mas, em abril, apresentou um projeto no Parlamento
da província para vender esse área “com fins produtivos”.
Os legisladores o aprovaram.
Matias Duarte, advogado da comunidade indígena Eben Ezer,
denunciou que a venda afeta direitos constitucionais referentes
à terra ocupada por membros da etnia wichí, sua participação
na gestão de recursos naturais e a um ambiente são.
A organização ambientalista Greenpeace também questionou a
medida e afirmou que a área é “vital” para os wichí, pois
lhes proporciona caça, frutos, mel e lenha.
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PERU: Camponeses dispostos a destruir
parte de gasoduto
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LIMA.- Camponeses do Vale da Convenção,
no departamento peruano de Cusco, ameaçam destruir um quilômetro
do gasoduto Camisea-Lima se as empresas que o constróem, Teching,
Plus Petrol e Transportadora de Gás do Peru (TGP), não concordarem
em indenizá-los com US$ 20 milhões por danos ambientais na
região.
O vice-ministro de Energia, Juan Miguel Cayo, anunciou, no
dia 20 de maio, o fim da construção do gasoduto, que começará
a operar no dia 9 de agosto. Em resposta, a Frente de Defesa
e Desenvolvimento da província da Convenção reiniciou mobilizações
contra a obra.
“As empresas e o governo central ignoram, até o momento, as
demandas dos camponeses, apesar de existir uma ata de acordo
para resolver o impacto ambiental causado pelo gasoduto”,
afirmou Abel Cruz, presidente da Frente.
Porém, o gerente-geral da TGP, Alejandro Segret, alegou que
“não foi causado nenhum dano ambiental não previsto pelas
medidas incluídas no projeto”.
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COLÔMBIA: Eliminadas substâncias
que afetam a camada de ozônio
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BOGOTÁ.- Duas empresas colombianas com
sede na cidade de Barranquilla implementaram tecnologias amigáveis
com a camada de ozônio, graças a uma doação de US$ 1,4 milhão
do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal.
A Laboratórios Rymco, fabricante de produtos medicinais, adaptou
sua fábrica para eliminar o consumo de 11 toneladas anuais
de CFC-13, uma substância que afeta a camada de ozônio, que
era utilizado como solvente no silicone que recobre seringas
e cateteres.
Por sua vez, a Thermo-Coil, que produz peças para ar-condicionado,
iniciou a conversão de sua fábrica em julho de 2001, e teve
de trocar toda a tecnologia de fabricação para eliminar de
forma indireta o uso de 137 toneladas anuais de substâncias
que afetam a camada de ozônio.
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HONDURAS: Incentivo à produção
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TEGUCIGALPA.- O Conselho Empresarial
Hondurenho para o Desenvolvimento Sustentável, com apoio das
Nações Unidas, iniciará em julho um programa para promover
energias alternativas e manejo sustentável de lixo em zonas
industriais da costa norte.
Ao custo de US$ 2 milhões e duração de três anos, o programa
tem o objetivo de fomentar no empresariado uma cultura em
favor da produção limpa.
“Estamos dispostos a buscar alternativas que permitam reduzir
a poluição ambiental”, disse ao Terramérica Jacobo Kattán,
da Associação das Empresas de Transformação de Honduras, com
sede em San Pedro Sula, a 250 quilômetros de Tegucigalpa.
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