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GUATEMALA: Controle do comércio
do mogno |
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GUATEMALA.- A Guatemala intensificou,
desde o dia 15 de novembro, os controles da exportação de
mogno (Swietenia macrophylla), coincidindo com a entrada dessa
espécie no Apêndice II da Convenção sobre Comércio Internacional
de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites).
“A partir de agora, os carregamentos que o país vende aos
Estados Unidos e ao México devem ter uma permissão de exportação
concedida pela Cites, uma licença florestal, guias de transporte
e nota fiscal”, disse ao Terramérica a representante da Cites
na Guatemala, Migdalia García.
“Com esta regulamentação esperamos abrir os mercados internacionais
às concessões comunitárias em lugar das companhias madeireiras,
e em particular combater o corte ilegal dessa madeira preciosa”,
afirmou a funcionária.
Segundo García, no país existem 500 mil hectares de reservas
florestais de mogno, principalmente nos departamentos de El
Petén, na fronteira com o México, e em Alta e Baixa Verapaz.
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COSTA RICA: Sociedade civil participa
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SAN JOSÉ.- A sociedade civil da Costa
Rica poderá participar mais ativamente da gestão de recursos
naturais com a colocação em marcha de conselhos regionais
nas 11 áreas de conservação do país.
Os conselhos têm poder para definir políticas, apresentar
projetos e, inclusive, destituir funcionários do setor ambiental
em suas respectivas regiões. E estão integrados pelo diretor
da área e por representantes de setores sociais eleitos em
voto aberto.
Embora os organismos estivessem previstos na Lei de Biodiversidade
de 1998, não chegaram a se materializar até este mês.
Os conselhos regionais terão representação no Conselho Nacional
Ambiental e, com isso, capacidade para influir em políticas
nacionais nessa matéria.
“Isto constitui um marco para o país, porque as decisões não
estão nas mãos de um ministro, mas de um Conselho Nacional
que negocia e decide em conjunto com a sociedade civil”, disse
ao Terramérica o diretor do Sistema Nacional de Áreas de Conservação,
Raúl Solórzano.
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NICARÁGUA: Militares protegem
tartarugas |
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MANÁGUA.- Cerca de 60 mil tartarugas
oliva (Lepidochelys Olivacea) estão nas praias nicaragüenses
do Pacífico para desovar, sob o olhar atento do exército.
Dezenas de soldados realizam patrulhamento e trabalho de inspeção
nos refúgios para impedir a ação depredadora nos ninhos, disse
ao Terramérica o porta-voz do Exército, major Álvaro Ibarra.
A desova da tartaruga oliva ocorre entre julho e dezembro,
com a chegada de até três mil fêmeas para depositar seus ovos
nos refúgios de La Flor (San Juan do Sul) e Chacocente (Carazo).
Os ovos são muito apreciados na cozinha nicaragüense e os
filhotes são vendidos como animais de estimação na capital.
A tartaruga oliva é uma das menores de sua espécie e está
em perigo de extinção.
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HONDURAS: Casas ecológicas para
camponeses |
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TEGUCIGALPA.- Organizações camponesas
dos departamentos de Cortés e Yoro, no norte de Honduras,
proporão ao governo a construção de casas ecológicas para
combater o déficit habitacional de 750 mil moradias.
As casas, que seriam construídas tendo vasilhames plásticos
como matéria-prima básica, têm o apoio da consultora alemã
Ecotec, que apresentou o projeto em busca de financiamento
oficial.
O custo estimado de cada unidade é de US$ 1 mil, mas “se o
governo nos apoiar, o preço será menor, pois não teremos de
pagar pedreiros. Cada beneficiado participará da construção
de sua casa”, disse ao Terramérica o dirigente camponês Dionísio
Cáceres. “Propomos uma alternativa econômica e viável, onde
estaríamos contribuindo com a limpeza do meio ambiente, ao
mesmo tempo em que os camponeses pobres teriam uma casa digna
de acordo com suas necessidades”, afirmou.
Somente em Cortés, cerca de 425 grupos camponeses se beneficiariam
com o projeto. |