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BRASIL: Primeiro ônibus movido a hidrogênio |
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RIO DE JANEIRO.- O Brasil terá em 2006 seu primeiro ônibus equipado com motor elétrico movido a hidrogênio, segundo um projeto da Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
É “o veículo do futuro”, porque não polui nem faz ruído, afirmou o coordenador do projeto, Paulo Emílio de Miranda.
Dezenas de ônibus similares circulam em países industrializados, mas o Brasil tem a vantagem de uma desenvolvida indústria de veículos de transporte de passageiros, que se associou à iniciativa, e o protótipo custará cerca da metade do que custaram os europeus, garantiu Miranda.
O veículo terá 12 metros de comprimento, capacidade para 109 passageiros e autonomia de até 300 quilômetros.
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CHILE: Especialistas investigarão morte de cisnes |
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SANTIAGO.- Especialistas internacionais visitarão o Chile em fevereiro ou março para investigar a morte maciça de cisnes de pescoço negro (Cygnus melancoryphus) no santuário natural de Rio Cruces, 790 quilômetros ao sul de Santiago, provocada, segundo ambientalistas, por dejetos de uma fábrica de celulose.
O santuário tinha a maior população dessa espécie na América Latina, com cerca de seis mil animais, dos quais 120 morreram e quatro mil emigraram.
Um relatório da Universidade Austral de Valdivia estabelece que as aves morreram por inanição devido ao esgotamento de elódea (Egeria densa), uma planta da qual se alimentam. Também indica altas concentrações de ferro no fígado dos cisnes, bem como a presença de parasitas.
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CUBA: Quase toda a costa afetada pela erosão |
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HAVANA.- Cerca de 90% da área costeira de Cuba apresenta algum grau de erosão devido à elevação do nível do mar, à contaminação e à extração de areia, alertou um relatório oficial
Um pesquisa sobre ciência, tecnologia e desenvolvimento humano em Cuba, patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, à qual o Terramérica teve acesso, acrescenta que esse impacto tem a ver também com a redução de mangues e construção de edifícios e represas.
De acordo com esse estudo, foram afetados mais de 30% dos mangues e 3% dos arrecifes.
Os mangues cobrem, no total, 5.325 quilômetros quadrados, os arrecifes 3.400 quilômetros e as praias cerca de 600 quilômetros.
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GUATEMALA-MÉXICO: Proteção para a bacia de Usumacinta |
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GUATEMALA.- Organizações ambientalistas da Guatemala e do México fortalecerão em 2005 uma aliança estratégica para proteger a compartilhada bacia do Rio Usumacinta.
“Trata-se de um projeto binacional, para evitar incêndios florestais, invasões e outras açòes que deterioram os parques nacionais” na área, disse ao Terramérica Oscar Núñez, diretor do grupo guatemalteco Defensores da Natureza.
Essa organização, junto com a também guatemalteca Fundação Kukulcán e a mexicana Pronatura, executarão o projeto com apoio econômico da norte-americana Agência Internacional para o Desenvolvimento, explicou.
Núñez destacou que nos 550 quilômetros da bacia há vários sítios arqueológicos maias, além de uma rica biodiversidade.
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VENEZUELA: Intervenção em terra preocupa ambientalistas
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CARACAS.- Ambientalistas venezuelanos expressaram preocupação por um decreto no central Estado de Cojedes que determina a “intervenção” em todas as terras ociosas que possam ser aptas para o uso agrícola, incluindo áreas nos quais a pecuária extensiva é acompanhada por reservas privadas de florestas e águas, que abrigam centenas de espécies.
“A definição de terra ociosa pode atentar contra espaços que são importantes não por sua produção agropecuária, mas por seu potencial hídrico e por constituir hábitat de mamíferos, aves, répteis ou insetos”, disse ao Terramérica Diego Díaz, presidente da organização ambientalista Vitalis.
Este e outros grupos semelhantes também se mostram preocupados com o desenvolvimento de plantações de cana e por uma usina de açúcar promovidas pelo governador de Cojedes, Yonny Yánez, que, todavia, acompanhou o decreto de intervenção com outro que cria grupos de estudo e negociação com participação dos afetados.
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HONDURAS: Cancelada licença ambiental para empresa de camarão
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TEGUCIGALPA.- A Procuradoria do Meio Ambiente hondurenha anulou a licença ambiental da indústria de camarão El Faro, que opera no Golfo de Fonseca, no Pacífico, por causar graves danos a mangues que cercam a região, compartilhada por Honduras, El Salvador e Nicarágua.
Jorge Varela, do Comitê para a Defesa e o Desenvolvimento da Flora e Fauna do Golfo de Fonseca, disse ao Terramérica que a empresa foi obrigada a pagar multa de US$ 55 mil e reparar os danos causados na Lagoa de La Berbería, declarada reserva ecológica pelo governo hondurenho há mais de quatro anos, o que não impediu que a El Faro obtivesse a licença ambiental para operar no local.
Uma impugnação apresentada há sete meses pelo Comitê determinou o cancelamento dessa licença. Segundo Varela, “agora se deve agir contra os funcionários que concederam essa licença violando a lei”.
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