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BRASIL: Tsunami morre tranqüila em Copacabana |
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RIO DE JANEIRO.- As ondas gigantes que mataram mais de 150 mil pessoas no Oceano Índico chegaram ao Rio de Janeiro transformadas em pequenas ondas, cerca de 20 horas depois do maremoto que as provocou, no dia 26 de dezembro.
Em uma viagem de mais de 15 mil quilômetros e imperceptível em mar aberto, a ex-tsunami atingiu 40 centímetros ao entrar na baía de Guanabara, perdendo força em seu interior, segundo Paulo César Rosman, professor de Engenharia Oceânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Medidores da Marinha e de outros institutos oceanográficos, além de algumas localidades costeiras, registraram “marés atípicas”, com rápidas cheias acima do nível normal em vários pontos entre o Sul e o Nordeste do Brasil. No molhe de um clube náutico próximo ao Rio de Janeiro houve variação de 1,6 metro em 17 minutos. A maré anormal inundou 50 casas de pescadores.
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GUATEMALA: Cinturão verde para a capital |
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GUATEMALA.- Autoridades da capital guatemalteca buscam formar um “cinturão verde” para melhorar o meio ambiente e a afluência de água.
Pretende-se resgatar 90% da remanescente cobertura vegetal composta por barrancos e rios que circundam a capital, explicou ao Terramérica Susana Acencio, diretora ambiental da prefeitura local.
“Os barrancos ao sul do vale têm cerca de 12.500 hectares, em sua grande maioria bem conservados, porque ainda ali ainda não existem assentamentos humanos”, afirmou.
O primeiro passo será criar um sistema de informação geográfica sobre as áreas que integrarão o cinturão, para depois projetar seu manejo, que incluirá reflorestamento e resgate da água dos rios.
A municipalidade de Santa Catalina Pínula, vizinha a Cidade da Guatemala, destinará US$ 399 mil ao resgate e reflorestamento bacia do rio Pínula, um dos que abastece de água potável os mais de dois milhões de habitantes da capital guatemalteca.
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COSTA RICA: Planos de prevenção são frágeis |
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MÉXICO.- As torrenciais chuvas que esta semana afetaram a Costa Rica e causaram duas mortes e prejuízos que superam os US$ 20 milhões, demonstraram a fragilidade dos sistemas de prevenção de desastres nesse país, reconheceu uma fonte oficial.
“Temos uma rede de emergências e capacitamos a população para enfrentá-las, mas fenômenos como estes (as últimas chuvas) revelam que ainda há muito por fazer”, disse ao Terramérica Lidier Esquivel, diretor de gestão de desastres da Comissão Nacional de Prevenção de Riscos da Costa Rica.
As costas do Caribe costarriquenho, afetadas por graves problemas ambientais, sofreram em menos de três dias chuvas comparáveis a precipitações que ocorrem durante todo um mês de temporada de inverno.
“Foi muito difícil se antecipar ao problema, pois não eram esperadas chuvas de tal magnitude. Mas também faltou uma resposta mais eficaz por parte da população”, disse Esquivel em entrevista por telefone desde San José.
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CHILE: Paralisada obra de fábrica de celulose |
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SANTIAGO.- A Comissão Regional de Meio Ambiente (Corema) da região do Biobio, no Sul do Chile, ordenou a paralisação da construção da fábrica de celulose Itata, projetada para um volume de produção maior do que o autorizado, segundo denunciaram há dois meses grupos ecologistas.
Itata, situada a 480 quilômetros ao sul da capital, é propriedade da Celulose Arauco e Constitución (Celco), do grupo empresarial Angelini, acusado de provocar morte em massa de cisnes de pescoço-preto (Cygnus melanrocyphus) no santuário natural de Rio Cruces na província de Valdivia por contaminação de outra fábrica de celulose.
O intendente (autoridade designada pelo governo central) de Biobio, Jaiome Tohá, explicou ao Terramérica que a Celco modificou profundamente a proposta original apresentada à Corema, ao aumentar as 550 mil toneladas anuais de produção previstas para 856 mil toneladas.
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CUBA: Baías cada vez mais contaminadas
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HAVANA.- A contaminação por resíduos orgânicos nas baías de Cuba aumentou 2,3% durante 2004, em contraste com uma queda de 3,6% da carga recebida pelas oito principais bacias hidrográficas do país.
Informes do Ministério de Ciências, Tecnologia e Meio Ambiente mencionaram entre as mais contaminadas as baías de Cárdenas, a cerca de 120 quilômetros de Havana, e as de Puerto Padre e Nipe, ambas a leste do país.
Cuba conta com cerca de 20 baías, que constituem valiosos recursos naturais do país.
Segundo os relatórios oficiais, as águas da baía de Havana ainda apresentam condições desfavoráveis, embora a carga de 51.741 quilos de matéria orgânica que recebe diariamente seja 63% menor do que em 1998.
A contaminação é um dos principais problemas do meio ambiente marinho e costeiro cubano, junto com a erosão e o aumento da salinidade em águas superficiais.
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VENEZUELA: Camarões venezuelanos recebem visto para os EUA
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CARACAS.- Os Estados Unidos acabaram com a proibição que, desde final dos anos 90, impedia a entrada em seus portos de camarões procedentes da Venezuela, por considerar que o país sul-americano já atende requisitos internacionais de proteção das tartarugas marinhas capturadas acidentalmente durante os trabalhos de pesca.
“Agora as redes de pesca de camarões têm uma espécie de clarabóia ou sistema de exclusão que permite a saída das tartarugas. Assim, evita-se que morram asfixiadas”, disse ao Terramérica Enzo Racca, do Instituto Nacional de Pesca da Venezuela, que este ano reinicia a exportação do crustáceo.
“Reconquistar o mercado norte-americano foi uma luta. Agora, esperamos garanti-lo, incluindo outras espécies marinhas”, acrescentou.
A Venezuela produz aproximadamente 15 mil toneladas de camarões, cuja pesca comercial é considerada uma das mais importantes para o país. Antes da proibição, exportava para os Estados Unidos no valor de US$ 18 milhões ao ano.
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