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GUATEMALA: Especialistas discutirão crise da água |
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GUATEMALA .- Para analisar a crise da água e propor estratégias para melhorar seu uso, mais de 300 especialistas de 70 países se reunirão entre os dias 23 e 27 de maio, em Antigua Guatemala, 45 quilômetros a oeste da capital guatemalteca. A décima reunião da Associação Mundial da Água (GWP, sigla em inglês) discutirá questões relacionadas como água potável, gestão de integração, saneamento, tratados de livre comércio, contratação de serviços, contas, desmatamento, solos e florestas, disse ao Terramérica Elisa Colom, delegada dessa instituição na Guatemala.
“Há uma evidente crise mundial no manejo da água, com grande número de pessoas que carecem de serviços básicos, especialmente na África, um problema muito grave de contaminação e falta de sustentabilidade no manejo do recurso”, afirmou. Fundada em 1996 e com sede em Estocolmo, a GWP é uma rede mundial de organizações envolvidas no manejo integrado dos recursos hídricos.
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VENEZUELA: Caimãs libertados |
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CARACAS.- Nas próximas semanas, funcionários ambientais venezuelanos libertarão 328 jovens caimãs do Orenoco (Crocodylus intermedius) criados em cativeiro, informou ao Terramérica Edis Solórzano, diretora de fauna do Ministério de Meio Ambiente. Desde o início do programa em 1990, “quase quatro mil exemplares jovens, de um ano de idade e entre 80 e 100 centímetros, foram soltos em parques nacionais ás margens do Orenoco. Cooperam fundos privados que instalam zoocriadouros, organizações ambientalistas, universidades, governo e moradores da região”, explicou.
Há 200 anos, o naturalista alemão Alejandro de Humboldt descreveu grandes populações desse animal de pele apreciada, mas sua caça indiscriminada na primeira metade do século XX quase o extinguiu, e de fato na Colômbia a espécie está praticamente desaparecida.
Nas últimas semanas, o ministério liberou nas planícies centrais 20 mil tartarugas da espécie tartaruga-do-amazonas (Podocnemis expansa), também procedentes de criadouros.
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CUBA: Continua o uso de brometo de metilo |
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HAVANA .- Cuba eliminou o uso de brometo de metilo no cultivo do tabaco, mas ainda o aplica em outras áreas agrícolas e de armazenamento, admitiram fontes oficiais. Pérez Montesbravo, coordenador do programa de erradicação dessa substância nociva para a camada de ozônio, disse ao Terramérica que o país utiliza cerca de 40 toneladas do pesticida em fumigação contra pragas de armazéns de alimentos e em cultivos de café, flores e plantas ornamentais para exportação.
As alternativas na atividade agrícola incluem técnicas de enxerto caras, mas a longo prazo melhores para solos e ecossistemas. Cuba já reduziu em mais de 60% o consumo do gás, classificado entre os que esgotam a camada de ozônio pelo Protocolo de Montreal, em vigor desde 1989. O país consumia 120 toneladas desse pesticida antes de 1998, das quais 80 correspondiam ao uso em plantação de tabaco.
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BRASIL: Ajuda às populações ribeirinhas |
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MANAUS.- O barco Zona Franca Verde, com cerca de 90 pessoas a bordo, leva às populações ribeirinhas do rio Solimões, que depois se transforma no Amazonas, a possibilidade de conseguir certidão de nascimento e outros documentos, assistência médica, educação ambiental e apoio para gerar renda. A embarcação faz parte de um projeto da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, e sua quinta expedição, encerrada no dia 17 de maio, durou 44 dias.
A iniciativa é o único meio de se chegar a 131 comunidades pobres e isoladas na zona de influência do gasoduto de 370 quilômetros que será construído no coração da Amazônia brasileira, para lhes dar cidadania, saúde e desenvolvimento sustentável, disse ao Terramérica Virgílio Viana, titular da secretaria. Os beneficiários têm acesso pela primeira vez a assistência oftalmológica e exames de ultra-sonografia, ressaltou.
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CHILE: Estado indeniza vítimas de contaminação por mineradora |
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SANTIAGO.- O Tribunal de Apelações da cidade chilena de Arica condenou o Estado a pagar indenizações de US$ 2,4 milhões no total a 176 pessoas que sofreram graves problemas devido à exposição a dejetos de mineração tóxicos importados da Suécia. A sentença, divulgada dia 17, “é um marco sem precedentes na história da gestão ambiental e do direito ambiental em nosso país”, disse ao Terramérica o advogado Fernando Dougnac, presidente da Promotoria do Meio Ambiente, uma organização não-governamental que iniciou a ação judicial em junho de 1999.
Em 1984 e 1985, a companhia sueca Boliden Metal AB enviou ao Chile 20 mil toneladas de dejetos de mineração com altos conteúdos de arsênico e chumbo, que foram armazenados pela companhia chilena Promel na zona portuária de Arica, próximo das casas de centenas de famílias pobres, sem que o serviço de saúde local se opusesse.
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