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PERU: Tratamento para crianças intoxicadas com chumbo

LIMA.- Crianças contaminadas com chumbo na cidade peruana de La Oroya deverão passar pelo menos oito horas diárias em um centro de cuidados especiais, previsto para ser instalado fora dessa localidade no próximo mês, até que a multinacional de mineração Doe Run implemente programas para deter o problema. A empresa se comprometeu a reduzir, antes de 2007 e até a níveis internacionalmente admitidos, a contaminação com chumbo, ácido sulfúrico, cádmio e arsênico provocada por suas operações.
“O programa será controlado pelo Ministério da Saúde”, disse ao Terramérica o médico Jesús Díaz Matos, chefe da unidade de saúde infantil. A Organização Mundial da Saúde aceita até 10 microgramas de chumbo por decilitro de sangue. Ao examinar, em 2004, 728 crianças de La Oroya menores de 6 anos, foram encontrados de 20 a 44,9 microgramas por decilitro em 82% deles, e níveis ainda maiores em mais de 11%.

 
 

CUBA: Foca nascida em cativeiro está em boas mãos

HAVANA.- Uma foca nascida nos tanques do Aquário Nacional de Cuba cresce bem, totalmente isolada do contato humano. Dela só quem cuida e alimenta é sua mãe. “Estamos aplicando um esquema de manejo materno. Não foi tocada pelos especialistas. Temos apenas uma pessoa que cuida da mãe bem de perto”, disse ao Terramérica Maida Montalio, diretora dessa instituição científica e recreativa.
O animal, que inaugurou uma nova área de maternidade no aquário, localizado na costa norte da capital cubana, nasceu na noite do último dia 16 em meio a uma tempestade e ainda não tem nome. “Tudo parece indicar que é fêmea, mas não pudemos verificar. Com apenas cinco dias já nada e mergulha”, contou Maida.

 
 

GUATEMALA: Cultivo de “aço vegetal”

GUATEMALA.- A guadua (Angustifólia kunth), uma espécie de bambu chamada “aço vegetal”, abre caminho como opção para construir moradias de baixo custo na Guatemala, onde já existem 280 mil plantas em 636 hectares. Além disso, a gramínea tem importante papel ambiental, econômico e cultural, disse ao Terramérica o colombiano Luis Guillermo Naranjo, presidente da organização Biotecnologia para o Melhoramento do Meio Ambiente, que fomenta o cultivo de guadua.
A Guatemala tem o viveiro de guadua maior do mundo no município de Masagua, 75 quilômetros ao sul da capital, com capacidade para cultivar 500 mil plantas anualmente. “É um material excelente para estruturas resistentes a sismos, móveis, artesanatos e laminados”, seus brotos são comestíveis, protege o solo da erosão e o enriquece com sua folhagem, além de regular o caudal dos cursos de água, ao retê-la quanto chove e soltá-la na época seca, explicou Naranjo.



* Fonte: Inter Press Service.

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