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BRASIL: Caso de pneus usados vai á OMC
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SÃO PAULO.- O Brasil se prepara para defender
a proibição da entrada no país de pneus usados da União Européia,
diante de um comitê de arbitragem, no dia 20 de julho, na Organização
Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, na Suíça.
Na oportunidade, o consultor jurídico do Ministério do Meio Ambiente,
Gustavo Trindade, e o coordenador de qualidade ambiental do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente, Márcio Freitas, vão apresentar argumentos
ambientais e de saúde para tentar manter a proibição.
A União Européia (UE) apresentou queixa junto à OMC, alegando que
a posição brasileira contraria leis internacionais e prejudica suas
exportações. Anualmente, os países da UE descartam 80 milhões de
pneus usados e a partir de 2006 o bloco proibirá sua colocação em
aterros sanitários. Isso abre a porta para maciças exportações para
países em desenvolvimento.
“Uma decisão favorável ao Brasil nessa reunião criará uma jurisprudência
importante que beneficiará os países em desenvolvimento. Esse é
o primeiro grande contencioso ambiental na OMC”, disse ao Terramérica
o secretário-executivo do Ministério, Cláudio Langone.
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CHILE: Energia solar para famílias rurais
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SANTIAGO.- Mais de três mil famílias de isoladas
comunidades rurais na IV Região do Chile, cerca de 500 quilômetros
ao norte de Santiago, contarão com energia proveniente de sistemas
fotovoltáicos, graças a um projeto financiado em parte pelo Banco
Interamericano de Desenvolvimento, com apoio do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Os dispositivos serão instalados em casas e centros comunitários
de 15 comunidades rurais que hoje vivem à luz de vela e utilizam
lamparinas e fogão à querosene.
Essa opção energética se deve ao fato de as condições de radiação
solar da IV Região estarem entre as melhores do mundo, e a substituição
de velas, querosene e outros combustíveis fósseis “beneficiará o
meio ambiente ao reduzir a emissão de gases causadores do efeito
estufa”, disse ao Terramérica Maria Elena Hurtado, do Pnud do Chile.
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VENEZUELA: Filme sobre grande manguezal
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CARACAS.- O documentário “Terras de Água Doce”,
sobre o grande manguezal venezuelano das planícies na margem esquerda
do rio Orenoco, estreou no dia 9 de julho, "para mostrar o potencial
que temos e devemos cuidar, como um dos 12 países com maiores reservas
de água doce”, disse ao Terramérica sua realizadora, Ana Cristina
Henríquez.
Essas regiões banhadas por grandes rios, com florestas independentes
quase extintas e outras de galeria ameaçadas pela pecuária e agricultura,
“podem conter sob seu solo o dobro da água que vemos em rios e reservas
de superfície”, disse o geodesta Pedro Figueroa.
A abundante presença de água nesses locais “não nos deixa ver o
risco de escassez do líquido à medida que avança o desmatamento
em toda a Venezuela, de centenas de milhares de hectares por ano”,
advertiu o agrônomo Miguel Ortega.
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BRASIL: Mercúrio ameaça população amazônica
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RIO DE JANEIRO.- Um desastre ambiental está
em gestação na bacia do rio Tapajós, no leste da Amazônia brasileira,
por causa do mercúrio que os garimpeiros usam para extrair o ouro.
“Descobrimos peixes com índices 40 vezes maiores que o nível admitido
pela Organização Mundial da Saúde”, disse ao Terramérica Zuleica
Castillos, especialista em risco ambiental do Centro de Tecnologia
Mineira (Cetem).
Pessoas e vegetais também apresentam elevada contaminação, segundo
um estudo recém-concluído em duas comunidades da reserva garimpeira
do Tapajós, de 23 mil quilômetros quadrados e grande produção de
ouro.
Consumir mercúrio ao comer pescado deixa seqüelas irreversíveis
em bebês de mães contaminadas, disse Castillos. O Cetem explicará
aos garimpeiros os riscos e como evitá-los, dentro do Projeto Mercúrio
Global, impulsionado em vários países pela ONU.
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CUBA: Sabão de pinhão-manso
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GUANTÂNAMO, Cuba.- Famílias de camponeses da
comunidade de El Oro, localizada na região semi-árida desta província
cubana, usam com bons resultados um sabão fabricado com o óleo extraído
do pinhão-manso (Jatropha curcas), cuja semeadura ajuda a evitar
a erosão.
A plantação tem cerca de 2,5 hectares e no momento o sabão é feito
artesanalmente em um pequeno laboratório. Calcula-se que de cada
cem quilos de pinhão-manso triturado seja possível extrair cerca
de 38 litros de óleo.
“A máquina ainda está em fase de testes, mas com essa quantidade
de óleo seria possível fabricar cerca de 50 unidades de sabão”,
disse ao Terramérica Migdalia León, administradora da estação ecológica
de San Antonio do Sul, município de uma zona costeira de Guantánamo
severamente afetada pela seca e salinidade.
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