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BRASIL: Cresce o turismo baleeiro

RIO DE JANEIRO.- Começou no Brasil a temporada de turismo de observação de baleias, uma atividade incipiente mas que vem aumentando, entre julho e novembro. Este ano o Estado da Bahia aumentará de três para cinco as bases de embarcações, esperando dobrar a quantidade de turistas interessados em ver, entre outras, as baleias jubarte (Megaptera novaeangliae), que ali se concentram para reprodução.
Em Santa Catarina, a atração são as baleias francas (Eubalaena australis), que também podem ser observadas a partir da praia e cujo número vem aumentando 8% ao ano, explicou José Truda Palazzo, coordenador do projeto de estudo e conservação da espécie.
O ecoturismo mobiliza no mundo US$ 1 bilhão ao ano, e é uma “ferramenta de conservação” e educação ambiental, segundo Eduardo Camargo, do Instituto Baleia Jubarte. O Brasil possui leis de proteção, conhecimento e uma crescente população de baleias para atrair muitos mais turistas, afirmou.

 
 

CHILE: Policiais protegem a biodiversidade

SANTIAGO.- A Comissão Nacional do Meio Ambiente (Conama) chilena capacita o corpo policial de Carabineiros para proteger a biodiversidade.
O programa é uma iniciativa do alto comando da instituição policial, informou ao Terramérica Macarena Mellado, encarregada de Comunicações da Conama na região de O`Higgins, contígua à região metropolitana de Santiago, onde o projeto começou.
Desde junho, policiais e outros funcionários dos setores florestal, pesqueiro, agrícola e pecuário, junto com especialistas do Escritório Nacional de Emergências, recebem instrução de especialistas da Conama sobre a importância da biodiversidade, os convênios internacionais assinados para protegê-la e a estratégia nacional nesse campo, com ênfase nos problemas e prioridades de cada região, explicou Mellado.

 
 

CUBA: Tartarugas, nova atração

HAVANA.- Um plano de desenvolvimento do povoado cubano de Cocodrilo, na ilha da Juventude, prevê atrair ecoturistas para um dos mais importantes projetos de manejo das tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata) no Caribe.
O Centro de Tartarugas Marinhas, do Centro de Pesquisas Pesqueiras de Cuba, será “um dos principais atrativos do povoado turístico”, assegurou ao Terramérica o arquiteto Robiel Alvarez, um dos especialistas vinculados à proposta.
A população de tartarugas marinhas em águas cubanas era calculada em 110.905 indivíduos adultos no final da década passada.
Cocodrilo tem apenas 327 habitantes que vivem fundamentalmente da pesca, e o ecoturismo poderia se converter em nova fonte de renda para eles.

 
 

VENEZUELA: Nova evidência de contaminação por mercúrio

CARACAS.- Exames feitos em 209 mineiros artesanais, suas companheiras e seus filhos em El Callao, localidade mineira do sudeste da Venezuela, mostraram que 105 deles sofrem intoxicação pela inalação de vapores de mercúrio, com falta de coordenação motora, diarréia, vômitos e dificuldades para falar.
Calcula-se que águas, solos e ar dessa região recebem anualmente cerca de 12 toneladas de mercúrio, usado para a obtenção de ouro, e todo o sudeste aproximadamente 60 toneladas, nas bacias dos rios Yuruari e Caroní.
“Peixes, plantas e seres humanos se contaminam. Com o desmatamento cresce a sedimentação nos rios, mas, apesar das evidências, o governo abriu para mineração um novo território, a reserva florestal da serra de Imataca, no extremo oriente, onde trabalharão outros milhares de mineiros com gigantescas cargas de mercúrio”, disse ao Terramérica Maria Eugenia Gil, da organização ambientalista Aguaclara.

 
 

GUATEMALA: A capital, um grande lixão

GUATEMALA.- Na capital guatemalteca cerca de 2,3 mil toneladas diárias de lico chegam a um único aterro central, segundo estudo realizado para a municipalidade metropolitana pela empresa Serviços Guatemaltecos de Engenharia Ambiental.
O gerente da empresa, Christian Seleézer, disse ao Terramérica que nesse lixão trabalham cerca de 2,5 mil catadores por conta própria, chamados guajeros, que se encarregam de “esquadrinhar vorazmente o lixo em busca de materiais que possam ser reciclados ou tenham algum valor”, que chegam ao local levados por 520 caminhões para serem simplesmente cobertos com terra.
Conrado Deguer, assessor ambiental da municipalidade, disse que solicitou estudos para determinar o que fazer com o lixão, muito criticado pelo mal cheiro que exala e contaminação que causa, incluindo a das fontes de água que abastecem a capital.

 
 

HONDURAS: Mulheres constroem casas ecológicas

TEGUCIGALPA.- Sem necessidade de varas de ferro nem cimento, mulheres da colônia Campo Cielo, na periferia da capital hondurenha e altamente insegura, começaram há quatro meses a construção de casas ecológicas com areia, terra e garrafas de plástico, e, orgulhosas, já mostram as primeiras unidades.
O grupo, denominado Mulheres Unidas, decidiu usar técnicas amigáveis com a natureza, embora no início “a idéia parecesse sem sentido”, disse ao Terramérica Bessy Lara, mostrando o escritório que agora sua organização possui.
“Todas as mulheres do grupo trabalham recolhendo embalagens de plásticos não retornáveis e enchendo-as com terra ou areia”, para construir casas e tanques de água com capacidade para cerca de 25 barris”, explicou.
“As pessoas acreditam que só se pode viver em casas de cimento e tijolo, mas não é assim”, disse Andréas Froese, consultor da Missão Irlandesa da Igreja Católica (Trocaire), que apóia a iniciativa.



* Fonte: Inter Press Service.

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