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COLÔMBIA: Porto ameaça baleias
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BOGOTÁ.- Ecologistas colombianos rejeitam a proposta de estabelecer um porto de águas profundas na zona de Bahia Málaga e ilhas Gorgona e Tribugá, onde nas próximas semanas começa o encontro anual de aproximadamente 800 baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae).
A Bahia Málaga, considerada reserva mundial, é um dos 35 ecossistemas mais importantes do planeta, segundo Gabriel Zamora, diretor da Corporação Autônoma Regional do Vale do Cauca (Autoridade ambiental).
O biólogo Javier Espinosa disse ao Terramérica que os navios chegariam ao projetado porto pela rota das baleias, que percorrem oito mil quilômetros desde regiões austrais para se acasalarem, e seriam afugentadas e prejudicadas pelo barulho e contaminação.
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BRASIL: Mais poluição, menos homens
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RIO DE JANEIRO.- A poluição urbana contribui para o desequilíbrio populacional em detrimento dos homens, tal como a violência e a maior longevidade feminina.
Segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no período 2001-2003 os nascimentos masculinos foram 51,7% na área menos contaminada da cidade e de 50,7% na parte mais contaminada.
Normalmente, nascem mais meninos do que meninas, mas a diferença diminuiu, explicou ao Terramérica Ana Julia Coimbra, bióloga que atestou essa tendência em uma pesquisa de laboratório feita com ratos. A metade dos animais esteve em uma câmara de ar contaminado, e ali o nascimento de machos foi 24% menor em relação à outra metade, beneficiada por ar filtrado.
O estudo sobre população humana ganhará precisão ao incluir um período de dez anos, afirmou.
Outras metrópoles provavelmente apresentam fenômenos semelhantes, disse Ana Julia.
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PERU: Presidente bloqueia lei ambiental
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LIMA.- O rechaço do presidente peruano, Alejandro Toledo, à nova Lei Geral do Meio Ambiente, aprovada pelo Congresso, abriu um debate sobre a escolha de prioridades entre a qualidade de vida da população e as condições convenientes para o crescimento econômico.
Toledo se recusou a promulgar o projeto aprovado em junho e o devolveu ao Congresso no dia 21 passado, alegando que sua aplicação aumentaria custos de produção, tiraria competitividade das empresas e desestimularia o investimento privado.
O Congresso pode aceitar essas objeções, insistir com o projeto aprovado ou adiar indefinidamente a definição.
Parlamentares e ambientalistas afirmam que a norma é necessária para superar o atual atraso do Peru em matéria ambiental.
“Não aprovar a lei nos condenaria a continuar descumprindo os padrões de qualidade ambiental recomendados pela Organização Mundial da Saúde”, disse ao Terramérica Elvira de la Puente, integrante da Comissão do Meio Ambiente do Congresso.
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ARGENTINA: Por um manejo florestal responsável
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BUENOS AIRES.- O internacional Conselho de Manejo Florestal e a Fundação Vida Silvestre, da Argentina, convocam as organizações governamentais e não-governamentais para elaborar uma norma de manejo de plantações florestais.
“A idéia é que todos possam participar da elaboração de padrões de manejo de florestas, contemplando aspectos técnicos e também sociais, econômicos e ambientais”, disse ao Terramérica Carolina Dioti, da Fundação Vida Silvestre.
O Conselho de Manejo Florestal é uma organização sem fins lucrativos que promove o manejo responsável de florestas nativas e cultivadas através de padrões criados em consulta à sociedade, e fornece um certificado às florestas que se ajustam aos parâmetros das normas correspondentes.
Com esse objetivo foi realizado no último dia 4 o Primeiro Encontro Aberto de Certificação Florestal na Argentina, que reuniu acadêmicos, ambientalistas, indígenas, sindicatos e organismos governamentais.
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GUATEMALA: Energia a partir do lixo
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GUATEMALA .- Autoridades municipais da Guatemala iniciaram testes de bombeamento para determinar a quantidade de gás emanada pelo lixão localizado na capital, com vistas a retirar energia para moradores próximos.
“Teve início o plano-piloto que vai durar três meses, tempo no qual se determinará a quantidade e qualidade de gás produzido pelo lixo”, explicou ao Terramérica Enrique Montano, porta-voz da prefeitura da capital.
“Se o gás for útil, será convertido em energia elétrica, com a qual se prevê beneficiar os vizinhos do lixão”, acrescentou Montano.
O monitoramento, que começou no dia 27 de julho, tem apoio da Agência dos Estados Unidos para a Proteção do Meio Ambiente (EPA).
Um estudo feito em 2001 pelo Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais assinala que o lixão da capital recebia na época cerca de 1.500 toneladas de lixo diário e que tinha mais dez anos de vida útil.
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