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BRASIL: Expansão da educação ambiental
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RIO DE JANEIRO.- Noventa e quatro por cento das escolas brasileiras incluem educação ambiental em seus programas, como currículo regular ou em projetos específicos, segundo o censo escolar 2004, que analisa 215 mil centros de estudos.
Três anos antes, essa porcentagem era de 61,2, daí o aumento ser animador. “Mas não se pode esperar que a qualidade em termos de consistência conceitual e continuidade acompanhe uma expansão rápida”, disse ao Terramérica Luiz Ferraro, técnico do Ministério do Meio Ambiente, afirmando falar em caráter pessoal.
Os ministérios do Meio Ambiente e da Educação formam educadores ambientais, tanto entre professores como sindicalistas, camponeses e comunidades ligadas a ecossistemas importantes, como os ribeirinhos, explicou Ferraro.
HAVANA.- Um projeto para desenvolver o bambu em Cuba busca obter e multiplicar in vitro quatro espécies fornecedoras de madeiras da “gramínea maravilhosa”, com o objetivo de ampliar seu uso nesta ilha do Caribe.
O resultado será “a produção de madeira laminada, artigos de artesanato e o uso dos dejetos como fonte energética”, disse ao Terramérica Fernando Martirena, subdiretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Estruturas e Materiais da Universidade Central de las Villas, a 300 quilômetros de Havana.
Mil e duzentos hectares serão semeados com o apoio da Agência Suíça para o Desenvolvimento e a Cooperação. As plantações se somarão a outros mil hectares fomentados no leste cubano.
O bambu cresce em zonas temperadas da Ásia e América e se distingue por sua resistência estrutural, leveza e hábitat perene. Até agora, seu uso em Cuba é muito limitado.
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GUATEMALA: Protestos freiam Lei de Águas
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GUATEMALA.- Os deputados do Congresso guatemalteco retiraram uma iniciativa para criar a Lei de Águas, após vários protestos feitos em setembro por milhares de camponeses, no oeste do país.
Guillermo Sosa, deputado que integra a Comissão de Meio Ambiente, confirmou ao Terramérica que isso aconteceu “enquanto se faz um estudo mais profundo do assunto”. Também se consultará a população sobre a proposta.
Juan Chitay, um dos líderes do movimento, afirmou que, com a lei, o governo do presidente Oscar Berger pretende “assumir o controle da água”. Essa lei “causará problemas na saúde dos moradores, na agricultura e no desenvolvimento de nossas comunidades”, acusou.
A iniciativa da lei estabelecia a criação de um vice-ministério de Recursos Hídricos para administrar o uso da água e o emprego de licenças especiais para o melhor aproveitamento do líquido com fins produtivos.
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CHILE: Não haverá riscos de seca
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SANTIAGO.- Fortes chuvas e muita neve em boa parte do Chile, 70% maiores do que as habituais e provocadas por um inverno prolongado e duro, descartaram definitivamente os riscos de seca e racionamento de energia elétrica sugeridos no início do ano.
O vice-ministro de Obras Públicas, Pablo Piñera, disse, no dia 21 de setembro, que a abundância de água permitirá aumentar as reservas das grandes represas. O acúmulo de neve na Cordilheira garantirá uma favorável reserva hídrica quando começar o degelo.
“A próxima temporada de irrigação será a melhor desde 1997”, disse Piñera ao Terramérica. “No que resta do ano e início do próximo, não haverá problemas com escassez de água para nenhuma das atividades vinculadas à agricultura, ao turismo, ao setor hidrelétrico e à pesca”, acrescentou.
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VENEZUELA: Construção em montanha devastada
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CARACAS,- A Venezuela analisa a construção de 30 mil moradias em 3,5 mil hectares no norte de Ávila, montanha que separa Caracas do Mar do Caribe e onde chuvas e deslizamentos deixaram milhares de mortos em 1999, confirmou a ministra do Meio Ambiente, Jacqueline Faría.
A ministra admitiu que a construção nas ladeiras da montanha apresenta riscos e dificulta o fornecimento de água e outros serviços, por isso encomendou um estudo a um comitê dirigido por Antonio Rivero, chefe do escritório governamental para desastres e proteção civil.
Marco Negrón, diretor de um grupo de arquitetos, disse ao Terramérica que “se trata de um projeto improvisado que, de maneira absurda, devia os investimentos nas áreas onde a população já está para levá-la a outras, onde, obviamente, junto com as moradias serão necessárias escolas, serviços sanitários, infra-estrutura viária, centros comerciais e fornecimento de água”.
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