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BRASIL: Caviar amazônico, um luxo proibido

RIO DE JANEIRO.- O jaraqui e a piranha negra, dois peixes abundantes na Amazônia, permitem elaborar um caviar semelhante ao feito com ovas de esturjão, segundo uma experiência do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).
Entretanto, o estudo não terá aplicação comercial, garantiu ao Terramérica Edson Lessi, responsável pelo projeto, porque isso colocaria as espécies amazônicas em risco de extinção, como acontece com o esturjão.
A depredação se evita proibindo a pesca no período de reprodução dos peixes. O estudo do Inpa aproveitou ovas excedentes no mercado da cidade de Manaus.
A piranha negra (Serrasalmus rhombeus) teria o atrativo adicional de ser afrodisíaca. Mas a única alternativa para produzir mais caviar, no momento, é a piscicultura do esturjão que se pratica no Uruguai, concluiu Lessi.

 
 

GUATEMALA: Resgate da Lagoa do Tigre

GUATEMALA.- Autoridades guatemaltecas lançaram um programa para resgatar o Parque Nacional Lagoa do Tigre, na Reserva da Biosfera Maia, afetado por poluição, depredação e desmatamento.
Entre as medidas figura a criação de um fundo de quase US$ 2 milhões para a compra de terras e o assentamento de centenas de famílias pobres que invadiram a reserva, disse ao Terramérica Ana Noguera, secretária-executiva do Conselho Nacional de Áreas Protegidas (Conap).
Além disso, prevê a instalação de uma maior vigilância por parte do Exército e da Polícia Nacional Civil (PNC), bem como dar concessão à zona de uso especial da reserva, para seu manejo sustentável.
O parque tem área de 289.212 hectares, contém um mangue de importância internacional e faz parte da Reserva de Biosfera Maia, de 1,5 milhões de hectares, localizada no departamento de El Petén, na fronteira com o México.

 
 

CHILE: São ou não geleiras?

SANTIAGO.- O programa Chile Sustentável denunciou, no dia 31 de outubro, que a empresa canadense Barrick Gold manipula relatórios científicos para que as autoridades permitam a remoção de geleiras, na fronteira do Chile com a Argentina, onde pretende desenvolver Pascua Lama, um milionário projeto de exploração de ouro.
Sar Larraín, diretora do Chile Sustentável, disse ao Terramérica que a empresa está divulgando um informe de desconhecidos especialistas afirmando que as geleiras Toro I, Toro II e Esperanza (cerca de 660 quilômetros ao norte de Santiago) não podem ser classificadas como tal “e, portanto, podem ser destruídas”, embora dois meses antes dissessem que eram.
As geleiras geram água para regar o Vale de Elqui, na região de Coquimbo, onde vivem 70 mil pequenos agricultores contrários ao projeto. A empresa lhes oferece indenização de US$ 60 milhões para que parem de rejeitar Pascua Lama, denunciou o Chile Sustentável.

 
 

VENEZUELA: Sem palmeiras por culpa de uma borboleta

CARACAS.- A larva da borboleta Brassolis sophorae está eliminando as folhas das palmeiras de Caracas, em particular do Jardim Botânico, um pulmão verde de 70 hectares no centro da capital venezuelana, que se orgulha de reunir uma das principais coleções de palmeiras da América Latina, disse sua diretora, Mariflor Burguillos.
A etimologista Yasmin Contreras disse ao Terramérica que as zonas mais afetadas da cidade são o Parque Los Caobos, com vários hectares arborizados junto ao Jardim Botânico, e urbanizações ricas na espécie palmeira imperial (Roystonea regia).
Esta praga é inofensiva para o ser humano, explicou Contreras. Até agora, o Ministério do Meio Ambiente a combateu coletando pupas de larvas, em locais públicos e residências, para depois eliminar os ninhos mergulhando-os em óleo ou sabão líquido concentrado.

 
 

CUBA: Wilma deixou muita água

HAVANA.- As chuvas provocadas pelo furacão Wilma aliviaram a seca que afetava Cuba, com notável benefício para as zonas agrícolas, disseram camponeses ouvidos pelo Terramérica.
“Aqui começou a chover bem antes do Wilma, em agosto, e praticamente não foi preciso regar a plantação de arroz. Fazer a colheita foi algo complicado com tanto aguaceiro, mas o grão já está seco”, afirmou Rubén Torres, dono de uma propriedade na província de Villa Clara, onde no início do ano a seca mantém os solos secos.
O Instituto Cubano de Recursos Hídricos informou, no início de novembro, que as 235 represas em exploração no país, cuja capacidade total chega a nove bilhões de metros cúbicos de água, estão acima dos 72% de capacidade.



* Fonte: Inter Press Service.

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