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BRASIL: Ciberlíngua controla a qualidade de bebidas

RIO DE JANEIRO.- A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou uma “língua eletrônica” para degustar e controlar a qualidade do café e de outras bebidas.
Trata-se de um pequeno aparelho feito de polímeros condutores, com sensores que identificam cinco sabores e podem revelar sal na água em uma concentração mil vezes menor do que a percebida pelo ser humano.
Esta “ciberlíngua”, criada para dar rapidez, precisão e menores custos à avaliação e classificação dos cafés, estará no mercado brasileiro no próximo ano.
Porém, não substituirá os degustadores, garantiu ao Terramérica João Naime, pesquisador do Centro de Instrumentação Agropecuária da Embrapa em São Carlos, interior de São Paulo, onde o projeto foi desenvolvido.
“O fator humano continuará sendo indispensável” para determinar qual é o melhor produto para o gosto dos diferentes povos e estabelecer comparações, explicou.

 
 

COLÔMBIA: Aumenta população de condores

BOGOTÁ.- Aumentou em cerca de 10% a quantidade de condores andinos (Vultur griphus) na Colômbia em 2005, dentro de um programa de repovoamento do Ministério de Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Social.
Segundo o Ministério, o número de aves aumentou para 160, com a liberação por zoológicos de nove condores em seu hábitat, em março e novembro.
Entretanto, Armando Leal, biólogo do Centro de Estudos para o Repovoamento de Espécies, disse ao Terramérica que este programa não será suficiente para preservar os condores.
Deverá vir acompanhado de um processo de sensibilização e participação comunitária, que favoreça a proteção das aves não só nos núcleos de repovoamento, como também em seu hábitat nos Andes colombianos, disse Leal.

 
 

GUATEMALA: Filtrada água de lago em risco

GUATEMALA.- O governo guatemalteco instalou uma estação para filtrar e tratar a água que chega ao Lago Amatitlán, que corre o risco de se converter em um pântano até 2015.
Os biofiltros verdes da estação acumularão a água contaminada do Rio Villalobos, que desemboca no Lago, levando cerca de 500 mil toneladas de sedimentos, o que faz com que perca 70 centímetros de profundidade a cada ano.
O processo de filtragem integra a segunda etapa de salvamento do Amatitlán, explicou ao Terramérica Edgar Zamora, diretor da Autoridade para o Manejo da Bacia do Lago de Amatitlán (Amsa).
A segunda fase começou no dia 3 de dezembro e custa 20 milhões de quetzales (US$ 2,5 milhões). A primeira teve início em março.
Segundo Zamora, os biofiltros tratarão 300 litros de água por segundo, que sairá 70% limpa.

 
 

ARGENTINA: Rio Paraná em crise pela pesca excessiva

BUENOS AIRES.- A Fundação Proteger, da Argentina, que promove o desenvolvimento sustentável em torno do Rio Paraná, advertiu que os pescadores artesanais da região vivem uma “crise sem precedentes” por causa da pesca excessiva.
O aumento das capturas de sábalos, bogas, surubins, dourados e bagres para a exportação provocou tal redução dessas espécies que obrigou as autoridades nacionais e provinciais a proibirem totalmente a pesca a partir de novembro.
Os pescadores que vivem de seu trabalho não são responsáveis por essa situação, mas são fortemente afetados pela medida, afirmou Norberto Oldani, da Proteger.
“Alguns estão fazendo “changas” (trabalhos eventuais), mas na verdade pescar é o que sabem fazer”, disse.
Desde 2002, o volume de pesca no Paraná passou de 2,7 mil para quase 40 mil toneladas.

 
 

BRASIL: Diminui o desmatamento amazônico

SÃO PAULO.- O Ministério do Meio Ambiente divulgou, em dezembro, redução de 31% no índice de desmatamento da Amazônia brasileira.
A área desmatada caiu de 27,2 mil para 18,9 mil quilômetros quadrados, comparando o período entre agosto de 2003 e julho de 2004 com agosto de 2004 e julho de 2005. Segundo o governo, é a primeira vez que o índice cai desde 1997.
“Esta era uma notícia muito esperada por nós. O que nos preocupa é que 18,9 mil quilômetros quadrados ainda é muito, em um ano em que os produtores agropecuários tiveram um desempenho fraco no mercado internacional”, disse ao Terramérica Marcelo Marquezini, engenheiro florestal da organização ambientalista Greenpeace.
“O governo deve continuar em sua luta contra as atividades depredadoras florestais”, acrescentou.

 
 

MÉXICO: Stan deixa um sabor amargo para os cafeicultores

MÉXICO.- Mais de cinco milhões de pessoas ligadas à produção do café no México prevêem um sombrio panorama para 2006, depois da destruição de mais de cem mil hectares devido à passagem do furacão Stan, em outubro.
As intensas chuvas provocadas pelo Stan prejudicaram as plantações nos Estados de Chiapas, Veracruz e Oaxaca, produtores do grão de melhor qualidade, ao que se soma a produção orgânica. Também foram afetadas as estradas, impedindo a saída das colheitas, o que aumenta o prejuízo.
“O atraso na ajuda governamental e os fenômenos naturais minam o futuro do café”, disse ao Terramérica Marcelo Herrera Herbert, membro da Comissão Especial do Café na Câmara dos Deputados.
O legislador do esquerdista Partido da Revolução Democrática explicou que a produção cafeeira anual, calculada em quatro milhões de sacas, cairá 75% em 2006.



* Fonte: Inter Press Service.

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