|
|
|
|
GLOBAL: Mais recursos para a camada
de ozônio |
|
DACAR.- Uma nova injeção de recursos para recuperar
a camada de ozônio, que protege a Terra dos prejudiciais raios ultravioletas
do Sol, foi aprovada na capital do Senegal, durante um encontro
dos países signatários do Protocolo de Montreal.
O Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal
foi refinanciado, para o período 2006-2008, com US$ 470 milhões,
que permitirão colocar em marcha uma série de programas para reduzir
as substâncias que esgotam a camada de ozônio, o que tem impacto
direto na saúde humana.
A redução da camada de ozônio é responsável por câncer de pele,
catarata e outros problemas sanitários e ambientais em todo o mundo,
explicou ao Terramérica Rajendra Shende, diretor da OzonAction do
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), organizador
do encontro em Dacar entre 12 e 16 de dezembro.
O Protocolo de Montreal, assinado em 1987, regula a distribuição
e o uso de gases que afetam a camada de ozônio, e é considerado
“o convênio internacional sobre meio ambiente de maior sucesso”,
segundo Bakary Kante, diretor da Divisão de Convenções Ambientais
do Pnuma.
|
|
|
|
BRASIL: Supergasoduto assusta ambientalistas
|
|
RIO DE JANEIRO.- O supergasoduto, previsto
para ser construído “do Caribe até a Patagônia”, pode ter efeitos
desastrosos, segundo Roberto Smeraldi, coordenador da Amigos da
Terra-Amazônia Brasileira.
Disputa de terras, expulsão de moradores, passagem por terras indígenas
ou de preservação ambiental, violência e desmatamento são suas possíveis
conseqüências, exigindo longas audiências públicas para avaliar
impactos em níveis local, regional e continental, em “um processo
nunca visto”, disse Smeraldi ao Terramérica.
A construção do gasoduto, de oito mil quilômetros e custo de US$
17 bilhões, foi acertada pelos presidentes do Brasil, Argentina
e Venezuela na cúpula do Mercosul, realizada entre 6 e 9 de dezembro,
em Montevidéu.
Se for concretizado, “terá um impacto terrível”, afirmou Elisângela
Paim, do Fórum Brasileiro de Organizações Não-Governamentais e Movimentos
Sociais e participante de uma rede que acompanha megaprojetos na
região.
|
|
|
|
ARGENTINA: Menos controle dos grandes
projetos |
|
BUENOS AIRES.- Organizações de moradores da
província argentina de Chubut alertam sobre uma nova legislação
que reduz os controles ambientais sobre os grandes projetos de investimentos.
O novo Código Ambiental de Chubut, que entrará em vigor em 2005,
contém a normativa vigente e revoga decretos que regulam a aplicação
das mesmas leis.
“Isto não é por acaso”, disse ao Terramérica o advogado Gustavo
Macayo, da Associação de Moradores Autoconvocados de Chubut. “Temos
mais de 200 projetos de mineração em andamento em Chubut e isto
ajuda a moderar os controles”, ressaltou.
A nova norma ignora a exigência de estudos de impacto ambiental
e limita o direito de apresentar recursos de amparo a pessoas jurídicas
e não a particulares, como até agora.
“Para as empresas será um guarda-chuva protetor e para os cidadãos
implicará menos ferramentas para se preservar e preservar o meio
ambiente”, acusou.
|
|
|
|
GUATEMALA: Indígenas em disputa por
desmatamento |
|
GUATEMALA.- Moradores das aldeias indígenas
de Canchún e Mangales se opõem ao desmatamento de uma grande floresta
de pinheiros empreendida por habitantes de Chitucán, todas comunidades
localizadas no departamento guatemalteco de Baja Verapaz.
Os residentes em Chitucán afirmam que esta medida lhes permitirá
abrir um caminho para se comunicarem com a área urbana, impulsionando
o desenvolvimento da região, já que não há instituições nem organizações
sociais que se interessem pelo progresso local, afirmou Valério
Tista, que aprova o projeto.
No entanto, essa iniciativa os prejudicará ao deixá-los sem água,
já que ali está a fonte que lhe fornece esse líquido vital, disse
ao Terramérica Juan Sic Sánchez, um dos descontentes com a idéia.
Além de abrir o caminho, os moradores de Chitucán pretendem vender
a madeira que resultará desse trabalho.
|