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VENEZUELA: Um dia para as aves

CARACAS.- No dia 9 de maio será comemorado, pela primeira vez na Venezuela, o Dia Mundial da Ave, “para chamar a atenção sobre a riqueza que cruza os céus, a destruição de seu hábitat e o comércio ilegal”, disse ao Terramérica Marieta Hernández, presidente da sociedade conservacionista Audubon.

A entidade promotora da festividade iniciou um período de consultas para escolher o pássaro que servirá de emblema: se o canário-de-telhado (Sicalis flaveola), o gonzalito (Icterus nigrogularis), o azulejo (Thaupis episcopus), a garça-branca-pequena (Egretta thula) ou o cardenalito (Carduelis cucullata).

Hernández insistiu na necessidade de destacar a “condição da Venezuela como sexto país em número de aves em sua fauna, quase 1,4 mil espécies”, várias delas ameaçadas pela destruição de seu hábitat.

 
 

CHILE: Luz verde para descarga tóxica

SANTIAGO.- As autoridades ambientais da região de Bio-Bío, mais de 400 quilômetros ao sul de Santiago, permitirão que o Complexo Florestal Nova Aldeia de Celco, do poderoso grupo Angelini, despeje efluentes industriais no mar.

Cerca de quatro mil famílias de pequenos e médios pescadores receberão 27 milhões de metros cúbicos de riles (resíduos industriais líquidos) por ano, sem tratamento, através de um duto de US$ 60 milhões.

“Ninguém defende o meio ambiente”, afirmou ao Terramérica o diretor regional do Comitê Nacional Pró-Defesa da Fauna e Flora (Codeff), Pedro Arrey, para quem esta foi uma decisão “apressada” da Comissão Regional do Meio Ambiente (Corema) de Bio-Bío, já que a legislação sobre despejo de riles entrará em vigor em setembro.

Segundo Arrey, o projeto não contemplou as observações dos ambientalistas e, antes de ser aprovada, já havia autorização para que a empresa iniciasse suas obras.

 
 

BRASIL: Desperdício de madeira amazônica

RIO DE JANEIRO.- Da madeira extraída da Amazônia brasileira, apenas 42,4% é industrializada, segundo um estudo do não-governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Além disso, aproveita-se pouco os resíduos: mais da metade é queimada ou jogada fora, e apenas 24% é usada para fazer carvão e 25% para fornos de olarias, geração de eletricidade, adubo agrícola ou lenha, diz o informe “Fatos Florestais da Amazônia 2005”.

O desperdício se deve à transformação de toras em madeira plana e à inadequada tecnologia de extração e processamento, com emprego de “equipamentos obsoletos”, explicou ao Terramérica Denys Pereira, um dos autores.

Capacitação, isenção alfandegária para equipamentos e ordenamento da atividade madeireira podem reduzir o desperdício e o desmatamento, afirmou Pereira.

 
 

GUATEMALA: Mangues em perigo

GUATEMALA.- A maior parte dos manguezais da Guatemala corre risco de desaparecer, pela “contaminação, pelo desmatamento e por incêndios florestais”, alertou Ana Luisa Noguera, diretora-executiva do Conselho Nacional de Áreas Protegidas (Conap).

Dos 118 mangues que, em 2002, foram registrados no país pela Associação de Resgate e Conservação da Vida Silvestre, apenas 10% são áreas protegidas, explicou Noguera ao Terramérica.

De 1% a 8% dos mangues desaparecem anualmente, segundo a Associação. São cortados para obter madeira e lenha.

As salineiras, nas fazendas de camarão, também contribuem com a destruição.

O principal mangue do país, com 335 mil hectares, é a Laguna do Tigre, no departamento do Petén, que, segundo a ambientalista Magali Rey Sosa, também corre risco devido à exploração de petróleo, invasão de camponeses e construção de pistas de pouso clandestinas, usadas por narcotraficantes.

 
 

CUBA: Alerta para incêndios florestais

HAVANA.- Cuba aumentou suas medidas de prevenção a incêndios florestais em fevereiro, ao começar a fase de maiores riscos de que ocorram devido à seca que, segundo especialistas, afetará 60% do território, neste ano.

Como parte das ações de prevenção, no dia 28 de fevereiro, serão realizados no país exercícios de treinamento para enfrentar desastres dessa natureza, confirmaram fontes do Serviço da Guarda Florestal.

Yosvani Acosta, especialista do serviço estatal florestal do Ministério da Agricultura em Guantânamo, mais de mil quilômetros a sudeste de Havana, admitiu ao Terramérica que os incêndios e a seca conspiram contra os planos de reflorestamento nessa província.

Essa situação se repete em outros pontos do país, que em 2005 perdeu cerca de 12 mil hectares verdes, por causa de incêndios causados, geralmente, por negligências humanas em zonas de florestas.



* Fonte: Inter Press Service.

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