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VENEZUELA: Cacau ecológico em busca
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CARACAS.- Vinte agricultores de Ocumare de
la Costa, 120 quilômetros a noroeste de Caracas, produziram cinco
toneladas de cacau sem utilizar produtos químicos em seu cultivo,
o que levou a entidade certificadora Biolatina, com sede no Peru,
a lhes conceder a qualificação de “produto orgânico”.
“Foi um trabalho conjunto, de quase três anos, da associação de
produtores, órgãos do Estado e nossa Fundação Terra Viva (não-governamental)”,
disse ao Terramérica o diretor do projeto, Moisés Mérida.
“Agora esperamos abrir mercado para essa produção nos Estados Unidos
e na Europa, onde pode ser vendida por um preço entre 10% e 15%
superior ao valor de outros cacaus”, afirmou.
O projeto pretende “atingir todos os agricultores junto ao parque
nacional Henri Pittier”, floresta úmida de montanha na cordilheira
que flanqueia o Caribe central venezuelano e produz o cacau Chuao,
um dos mais aromáticos do mundo.
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BRASIL: Regulamentação do consumo da
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RIO DE JANEIRO.- O Conselho Nacional Antidrogas
(Conad) decidiu criar um grupo multidisciplinar de trabalho para
definir normas e fazer um cadastro das instituições que utilizam
em seus rituais religiosos a ayahuasca, uma planta amazônica com
propriedades alucinógenas.
É positiva a regulamentação oficial que “consolidaria a legitimidade”
da ayahuasca, possibilitando o seu envio a adeptos em numerosos
países, disse ao Terramérica Alex Polari, coordenador de projetos
de Agricultura Ecológica da seita Santo Daime.
Porém, “propomos retirar a questão do âmbito da política antidrogas”,
levando-a, por exemplo, a uma comissão interministerial para minorias
religiosas, acrescentou.
A ayahuasca, também conhecida como yagé, é consumida ancestralmente
por grupos indígenas da bacia amazônica e é legal em vários países
latino-americanos e europeus e nos Estados Unidos.
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HONDURAS: Perdas milionárias com o tráfico
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TEGUCIGALPA.- Uma média anual de 145 mil metros
cúbicos de madeira latifoliada e 600 mil metros cúbicos de florestas
de coníferas são comercializados ilegalmente em Honduras, causando
ao país prejuízo de US$ 18 milhões, revelou uma fonte oficial.
Ramón Custodio, comissário nacional dos Direitos Humanos, revelou
que, segundo um estudo do Banco Mundial, a produção ilegal de madeira
em Honduras é “alarmante”.
“Vamos enfrentar os grandes depredadores que estão por trás do contrabando
da madeira e da destruição de nossas florestas”, disse Custodio
ao Terramérica, ao instalar o primeiro monitoramento florestal independente
do país.
O monitoramento busca controlar as políticas públicas de proteção
dos recursos naturais e tem apoio da organização internacional Global
Witness.
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CHILE: Oposição a quatro megacentrais
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SANTIAGO.- Uma ofensiva internacional, levada
adiante pela norte-americana International Rivers Network, buscará
evitar que organismos financeiros concedam recursos à multinacional
espanhola Endesa para construir quatro megacentrais hidrelétricas
nos rios Baker e Pascua, 1,8 mil quilômetros ao sul de Santiago.
Flavia Liberona, dirigente da organização não-governamental Ecossistemas,
encarregada de coordenar a campanha no âmbito local, disse ao Terramérica
que “no Chile, o Estado não tem capacidade para regular a Endesa,
que decide como e quando constrói as represas, e a Comissão de Energia
não pode dizer não”.
“A avaliação de impacto ambiental tampouco está respondendo”, acrescentou.
Por isso, “acreditamos que a campanha deve ser internacional”.
Segundo a Endesa, o projeto, de US$ 4 milhões, estará pronto em
2008 e em funcionamento entre 2012 e 2018. Gerará 2.430 megawatts,
demandando a construção de dois mil quilômetros de linhas de transmissão
e a inundação de aproximadamente nove mil hectares.
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CUBA: Camponeses previnem desastres
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HAVANA.- A seca e os furacões estão entre as
maiores adversidades que enfrenta o camponês cubano, que reduz o
impacto com medidas preventivas, tecnologias e o cultivo de variedades
que precisam de menos água.
“A plantação de banana entre julho e agosto ajuda a fazer com que
os ciclones tropicais, mais comuns entre setembro e outubro, causem
menos prejuízos, porque as plantas ainda estão pequenas. Em junho
do próximo ano, já poderei ter minha colheita”, disse ao Terramérica
Julio Torres, camponês do município de Santa Clara, centro do país.
Torres também se protege dos incêndios, mais freqüentes nesta época
em que quase não chove. Para isso, “sempre faço um caminho corta-fogo
com o trator”, explicou. Esta e outras medidas contra sinistros
em zonas rurais foram implementadas, no dia 28 de fevereiro, em
todas as províncias cubanas.
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MÉXICO: Petróleo não seria responsável
por morte de golfinhos
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MÉXICO.- Um reconhecido pesquisador de temas
marinhos disse não existir evidência para afirmar, como fazem grupos
ambientalistas, que a periódica morte de golfinhos no litoral mexicano
de Ciudad del Carmen, no Pacífico, tenha origem nas atividades de
exploração e extração de petróleo.
Entre 2004 e fevereiro de 2006, foram encontrados 41 golfinhos mortos
na região, onde existe uma população residente de, pelo menos, 800
exemplares desta espécie.
“Vários dos animais morreram presos em redes ou por alguma intervenção
humana, sobre os outros ainda não temos as causas, mas estamos investigando
e logo haverá um informe”, disse ao Terramérica Gerardo Rivas, especialista
da Universidade Autônoma del Carmen, que tem licença para realizar
autópsias nos animais.
No momento, não há nenhum dado indicando que as mortes foram causadas
por atividades ligadas ao petróleo, afirmou.
O grupo ambientalista Rede de Mangues no México afirma que os golfinhos
morrem vítimas das atividades petrolíferas realizadas na zona de
El Carmen pela estatal Pemex, e que essa empresa e autoridades tentam
esconder as evidências.
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BRASIL: Elaborado mapa de aves ameaçadas
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SÃO PAULO.- A organização não-governamental
SAVE Brasil, representante da BirdLife Internacional, concluiu o
primeiro mapa de aves brasileiras ameaçadas, apontando 163 Áreas
Importantes para Conservação das Aves, em 15 Estados.
Isto inclui os biomas (ecossistemas) brasileiros da Mata Atlântica,
Caatinga, Cerrado e Pampa.
O estudo mostra que 37% das áreas protegidas para conservação na
Mata Atlântica não têm proteção. Nos outros ecossistemas, a situação
também é alarmante.
“Das oito áreas situadas nos Pampas gaúchos, cinco não possuem nenhuma
proteção legal, na Caatinga, oito das 27 áreas identificadas são
protegidas, e no Cerrado apenas três em 20 têm proteção”, explicou
ao Terramérica o biólogo Pedro Develey, co-autor do estudo.
A pesquisa, que demorou cinco anos, será apresentada, em março,
durante a Oitava Conferência das Partes da Convenção da Biodiversidade,
que acontecerá em Curitiba, no Estado do Paraná.
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