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Certificação florestal em alta no Brasil |
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SÃO PAULO.- A proporção de florestas certificadas no Brasil quase duplicou entre 2004 e 2006, enquanto no mundo aumentou 70,25%, segundo o Conselho de Manejo Florestal (FSC, sigla em inglês).
A situação global dos produtos florestais gerados de madeira sustentável será analisada durante a II Feira Brasil Certificado, que acontecerá em São Paulo, entre 18 e 20 de abril.
Esse evento reunirá compradores e produtores de matéria-prima e produtores das florestas – serralherias, indústrias de papel e celulose, artesãos e produtores comunitários – certificados pelo FSC.
“A principal novidade desta edição é a grande variedade de empresas e produtos certificados. Será possível verificar que muitas cadeias produtoras do setor florestal estão integralmente certificadas, vinculando as florestas com o consumidor final”, explicou ao Terramérica Luis Fernando Guedes Pinto, diretor da Imaflora, instituto responsável pela iniciativa.
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Crítica à postura oficial da Argentina em favor da biotecnologia |
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BUENOS AIRES.- O Grupo de Reflexão Rural (GRR) da Argentina criticou o fato de o governo deste país ter defendido seu modelo de produção de soja transgênica e mantido posições próximas às das corporações biotecnológicas, durante a reunião sobre biodiversidade que terminou no dia 31 de março na cidade brasileira de Curitiba.
Contra a posição da indústria biotecnológica, a oitava Conferência das Partes do Convênio sobre Diversidade Biológica manteve a moratória das chamadas tecnologias de uso genético restrito (GURT), vigente desde 2000, e que segundo ativistas produz sementes estéreis ou Terminator.
Jorge Rulli, presidente do GRR, disse ao Terramérica que foi “escandaloso” como a Argentina e o Paraguai defenderam posições das corporações que vendem sementes transgênicas.
Esta organização rural e ecológica critica a produção intensiva de soja, por seu impacto negativo sobre a biodiversidade, o acelerado processo de concentração da terra e o aumento da pobreza rural.
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Aumenta o cinturão ecológico na Guatemala |
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GUATEMALA .- A municipalidade de Guatemala aprovou o projeto “Conservação do Cinturão Ecológico Metropolitano”, para preservar as florestas em encostas que circundam a capital guatemalteca.
Também se busca garantir um mínimo de 20 metros quadrados de área verde para cada um dos quase 2,5 milhões de habitantes da metrópole, disse ao Terramérica María José Salas, porta-voz da prefeitura. Nove metros quadrados é o que estipula a Organização Mundial da Saúde para uma cidade sã.
Nas florestas urbanas da área metropolitana existem 1,5 mil espécies de plantas, 750 de insetos e 115 de aves, explicou Salas, além de 76 de répteis anfíbios, 50 de borboletas, 40 de mamíferos e 12 de aracnídeos.
Somente nas encostas que circundam a capital existem cinco mil hectares de floresta, segundo a Fundação para o Ecodesenvolvimento e a Conservação da Natureza (Fundaeco), acrescentou.
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Em Honduras, Aumentam os cultivos de palma africana para biodiesel |
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TEGUCIGALPA.- O governo de Honduras incentivará, nos próximos cinco anos, o cultivo de 200 mil hectares de palma africana para produção de biodiesel.
O assessor governamental Moisés Starkman disse ao Terramérica que esta medida “baixará os custos e a pressão que temos pela alta do petróleo”.
Esta planta, que a partir de 2007 será semeada na região norte do país, “será matéria-prima para produzir cerca de 200 milhões de galões de biodiesel”, afirmou o assessor presidencial.
Atualmente, o país gera cerca de 9 mil galões de biodiesel, e, com a vigência do Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos (Cafta), desde 1º de abril, o governo espera impulsionar o setor, acrescentou.
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Satélites revelam estatísticas enganosas no Brasil |
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RIO DE JANEIRO.- O Brasil é menos urbano do que indicam as estatísticas oficiais: a área efetivamente urbanizada (com asfalto, serviços básicos, telefone, casas e comércio) compreende apenas 0,25% do país, segundo estudo do Centro de Monitoramento por Satélite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A medição permite corrigir políticas públicas e planejamentos. Os investimentos necessários em saneamento básico no país, estimados em mais de US$ 55 milhões, são, provavelmente, exagerados, explicou ao Terramérica Evaristo de Miranda, coordenador do estudo.
No Brasil são as prefeituras que definem a área urbana. Assim, o censo considera urbanos mais de 80% da população nacional, superando muitos países industrializados, o que reflete uma distorção.
O limite aceitável de urbanização de um município é de 25%. Acima disso existe degradação ambiental, menor qualidade de vida e freqüentes inundações, destacou Miranda.
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