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Ecobreves

 
 

MÉXICO: Pedida punição exemplar para a Monsanto

MÉXICO.- A organização ambientalista Greenpeace espera que o governo do México aplique punição exemplar à multinacional Monsanto, por plantar algodão transgênico sem permissão.

Autoridades locais informaram, no dia 12 de abril, terem detectado a irregularidade no Estado de Sonora, em um lugar que não está incluído nas licenças que a Monsanto recebeu este ano para cultivar algodão com fins não-comerciais no México.

Em 2005, a empresa cultivou, a título experimental, sete mil hectares do produto.

“Esperamos que o governo atue com dureza contra a Monsanto, incluindo a destruição do algodão não autorizado. Estas ilegalidades não podem se repetir”, disse ao Terramérica Gustavo Ampugnani, coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace no México.

Uma lei de biosegurança vigente no país desde maio de 2005 diz que plantar transgênicos sem autorização é uma infração punível. Porém, a lei ainda não foi regulamentada, por isso não está definida qual a punição.

 
 

COLÔMBIA: Mel em lugar de coca

BOGOTÁ.- Um projeto do governo colombiano para fabricar mel em lugar de cultivar coca, em Sierra Nevada de Santa Marta, já gerou cinco toneladas do produto em 2005 e deve produzir 30 toneladas para exportar à Europa em 2006.

Desde 2005, esta iniciativa beneficia 840 famílias incluídas no Programa Presidencial contra os Cultivos Ilícitos, que foi criado em 2003 e já livrou de plantações ilegais, sobretudo coca (matéria-prima da cocaína), mais de 1,25 mil hectares.

O governo italiano doou US$ 500 mil a este programa, dirigido por Victoria Restrepo, que disse ao Terramérica que, com a elaboração do mel, se pretende proporcionar outra fonte de renda às famílias, além dos cultivos de cacau e café especiais impulsionados na região.

O projeto é realizado pela Rede de Produtores Ecológicos da região.

 
 

BRASIL: Nanotecnologia para desenvolvimento agrícola

RIO DE JANEIRO.- O Brasil inaugurou, no dia 18 de abril, em São Carlos, interior de São Paulo, o primeiro laboratório que aplicará a nanotecnologia, a ciência que manipula partículas que equivalem à milionésima parte de um milímetro, no desenvolvimento agrícola.

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio torna mais factíveis inovações como minúsculos dispositivos para controlar a temperatura animal e “embalagens inteligentes” impermeáveis ao oxigênio, que retardam a decomposição dos alimentos.

Ladislau Martin Neto, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), à qual pertence o Laboratório, disse ao Terramérica que o órgão está contratando 20 especialistas e compondo uma rede de pesquisa nanotecnológica com suas unidades, universidades e empresas privadas, para sustentar a competitividade agrícola.

Sensores novos e materiais de interesse agrícola, fibras para uso industrial e nanopartículas para proteger ou nutrir solos, plantas e gado serão pesquisados pelo laboratório.

 
 

ARGENTINA: Nova lei para biocombustíveis

BUENOS AIRES.- O Congresso argentino sancionou, no dia 19 de abril, uma lei de biocombustíveis que promove a produção e o uso de substitutos do petróleo de origem vegetal, mediante incentivos fiscais e cotas de mercado.

A lei estabelece que, quatro anos depois de sua promulgação, as naftas sejam vendidas com 5% de etanol de cana-de-açúcar, milho ou beterraba. O óleo diesel deverá conter a mesma proporção de combustível com base em óleos vegetais, como os de soja ou girassol.

Jorge Rulli, do Grupo de Reflexão Rural, disse ao Terramérica que a lei “reforçará o monocultivo” de soja, prejudicando o meio ambiente e a estrutura social agrária.

Como grande produtor de soja e óleos para o mundo, a Argentina tem uma boa base para elaborar biodiesel. Já existe meia centena de usinas para consumo interno e algumas exportam.

 
 

GUATEMALA: Balneário em perigo

GUATEMALA.- O balneário guatemalteco Semuc Champey, composto pelo Rio Cahabón, mananciais e 14 poços, é afetado pelo desmatamento, denunciou a organização Trópico Verde.

Semuc Champey fica 250 quilômetros ao norte da capital e em 2005 foi declarado área protegida devido à deterioração que sofria pela contaminação.

Agora, também está afetado pelo desmatamento e “pode passar a ser uma zona desértica”, disse ao Terramérica Carlos Albacete, da Trópico Verde.

Tanto Albacete quanto Carlos Salvatierra, da organização MadreSelva, consideram necessário que o Congresso também declare área protegia os arredores do balneário.

“O corte desmedido provoca degradação dos solos que servem como recarga hídrica para as comunidades próximas, que também serão afetadas pela redução do líquido", disse Savatierra ao Terramérica.



* Fonte: Inter Press Service.

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