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CHILE: “Lei curta” para floresta nativa
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SANTIAGO.- O governo da presidente Michelle
Bachelet acolheu uma proposta de organizações ambientalistas para
promover uma “lei curta” da floresta nativa que destrave o trâmite
legislativo, paralisado há 13 anos, de uma lei de proteção dos ricos
recursos florestais autóctones do Chile.
Flavia Liberona, coordenadora da Rede Floresta Nativa, apoiou a
decisão desta lei, adotada no dia 19 de abril, após três reuniões
das autoridades com ecologistas.
“Felizmente, as novas autoridades entenderam que o projeto anterior
era inviável. Estas mudanças representam um sinal político de abertura
maior do que vimos no governo anterior”, do presidente Ricardo Lagos,
disse Liberona ao Terramérica.
O objetivo é regulamentar como questão imediata o fomento de plantações
e a recuperação da floresta nativa, adiando o debate sobre substituição
de florestas autóctones, que já colocou frente a frente ecologistas
e empresários madeireiros.
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VENEZUELA: Mais créditos de carvão
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CARACAS.- A Corporação Andina de Fomento (CAF),
braço financeiro da Comunidde Andina de Nações, fechou um acordo
com a empresa brasileira Jalles Machado, que produz álcool a partir
da cana-de-açúcar, para comprar 110 mil toneladas de créditos de
carvão.
“Em 2002, foi estabelecido um acordo e um fundo entre o governo
holandês e a CAF para comprar reduções de emissões de gases causadores
do efeito estufa, como prevê o Protocolo de Kyoto, que compromete
os países industrializados a reduzir estas emissões ou comprar reduções
em países do Sul”, recordou ao Terramérica Jorge Barrigh, do programa
de carbono da CAF.
A co-geração de energia na Jalles Machado produz bônus de carvão,
ao reduzir o uso de combustíveis fósseis em unidades termoelétricas.
O valor da operação não foi informado, por ser uma cláusula confidencial
do contrato.
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CUBA: Combustível a partir do caldo
da cana |
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HAVANA.- Cuba começou a elaborar álcool a partir
do caldo da cana-de-açúcar, uma grande novidade no país, que até
agora prioriza a produção do açúcar e deixa os resíduos finais para
fabricar álcool como um subproduto.
Com esse objetivo, a empresa Heriberto Duquese, da província de
Villa Clara, teve de realizar adaptações técnicas nos equipamentos
do engenho e da destilaria, aprovados com êxito na fase experimental.
Especialistas consideraram muito acertada essa diversificação. “O
álcool é o combustível do futuro, tendo em conta os altos preços
do petróleo, que também está em vias de se esgotar”, disse ao Terramérica
o economista Armando Nova.
Usado sozinho ou misturado à gasolina, esse derivado da cana-de-açúcar
é mais barato e menos contaminante do que outros combustíveis.
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HONDURAS: Soldados protejem florestas
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TEGUCIGALPA.- Cerca de dois mil soldados do
exército de Honduras protegem, há três meses, os principais pontos
de reservas ecológicas do país, para evitar o corte ilegal, desmantelar
serrarias clandestinas e iniciar um programa de reflorestamento.
O general Romeo Vasquez, comandante em chefe do Exército, deu a
informação ao Terramérica, explicando que, por mandato presidencial,
a proteção ambiental é um dos novos papéis dos soldados.
Neste ano, os militares participaram do combate a 258 incêndios
e fecharam 583 serrarias clandestinas. Em junho começarão o resflorestamento,
que incluirá “a plantação de cinco milhões de árvores no país”,
acrescentou Vasquez.
O presidente Manuel Zelaya Rosales anunciou, em meados de abril,
que será “implacável” com os depredadores da floresta, os quais
ameaçou trazer “presos com correntes” das zonas montanhosas afetadas
no interior do país.
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BRASIL: Proteção de nomes da fauna e
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RIO DE JANEIRO.- Nos próximos dias, o Brasil
enviará aos escritórios estrangeiros de marcas e patentes uma lista
de nomes tradicionais de sua fauna e flora para impedir que sejam
registrados como marcas comerciais.
A iniciativa busca evitar a repetição do caso do cupuaçu (Theobroma
grandiflorum), fruta amazônica que a empresa japonesa Ashai Foods
converteu em uma marca, que foi anulada em 2004. Um estudo apontou
outros 84 nomes típicos do Brasil registrados em outros países.
É “um passo importante”, mas combater a biopirataria exige medidas
mais amplas, disse ao Terramérica Eugênio Pantoja, coordenador de
campanhas antipirataria da organização Amazonlink, que liderou a
ação do cupuaçu e capacita indígenas amazônicos contra a biopirataria.
O Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual já aprovou 2.954
nomes, como açaí (euterpe oleracea), andiroba (Carapa guianensis
Aubl) e umbu (Spondia tuberosa).
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