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AMÉRICA CENTRAL: Decretada proibição para o camarão

GUATEMALA.- Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Belize e Panamá decretaram a proibição, durante todo o mês de maio, da pesca de camarão, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala.

A medida, que vigora na costa do Oceano Pacífico, bem como em estuários e lagunas, foi tomada diante da diminuição do recurso pesqueiro e com a intenção de garantir sua reprodução, explicou ao Terramérica o ministro Álvaro Aguilar.

O recurso em questão é o camarão costeiro da família “peneidae” (Penaeus californiensis), e a proibição inclui a pesca para subsistência e comércio, segundo comunicado do Ministério.

Na Guatemala, quem não obedecer a determinação será punido com multas entre US$ 1,66 mil e US$ 10,66 mil.

 
 

BRASIL: Planos contra espécies invasoras

RIO DE JANEIRO.- O Brasil identificou 543 espécies exóticas invasoras, 155 das quais afetam diretamente as atividades produtivas e 97 a saúde humana, segundo estudo publicado, no início de maio, pelo Ministério do Meio Ambiente, como primeiro passo para um amplo plano de combate a este problema no país.

A fase seguinte será a criação, em junho, da Câmara Técnica Permanente sobre Espécies Exóticas Invasoras, envolvendo setores governamentais, não-governamentais e científicos, para organizar informação e definir prioridades e soluções, informou ao Terramérica Lídio Coradin, gerente de Recursos Genéticos do Ministério.

As invasões biológicas são a segunda maior causa mundial de perda de biodiversidade, depois de alterações em ecossistemas, como o desmatamento, e constitui “um grave problema e um desafio”, ao afetar a economia e a saúde em um país tão grande como o Brasil, disse Coradin.

 
 

ARGENTINA: Catadores também reciclam

BUENOS AIRES.- A capital da Argentina colocou em funcionamento, no dia 2 de maio, sua primeira unidade de separação de resíduos recicláveis, empregando ex-catadores.

“No momento, trabalhamos com poucos materiais, mas a idéia é funcionar com todos os resíduos secos”, explicou ao Terramérica Francisco Monzón, responsável pela Cooperativa Ecológica de Recicladores do Baixo Flores.

Em Buenos Aires são recolhidas 4,2 mil toneladas de lixo por dia, que são levadas para aterros sanitários. Estima-se que a metade seja reciclável.

Com 30 trabalhadores, a unidade começará tratando dez toneladas diárias, e pretende chegar a 120 toneladas por dia com 90 empregados.

Em 2005, por meio de uma nova lei, o governo de Buenos Aires destinou o lixo reciclável a cinco unidades separadoras, com o compromisso de reduzir pela metade o volume de lixo que é enterrado até 2012.

 
 

COLÔMBIA: Cresce o mercado para produtos ecológicos

BOGOTÁ.- Pequenos produtores de 17 associações da região andina da Colômbia poderão comercializar seus produtos ecológicos em uma rede de supermercados da capital, graças a um convênio estabelecido no contexto do Plano Nacional de Mercados Verdes do Ministério do Meio Ambiente.

Patrícia Londoño, assessora do Plano, disse ao Terramérica que o convênio tem o objetivo de impulsionar processos produtivos ambientalmente sustentáveis e facilitar a entrada de seus responsáveis nos mercados nacional e local, em condições benéficas e competitivas, para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental e do bem-estar social.

O convênio, assinado com a Caixa de Compensação Familiar, no dia 25 de abril, dá aos produtores favorecidos prazo de 30 dias para pagar as mercadorias não perecíveis e de 15 dias as perecíveis, bem como estabelecer procedimentos para apoiar os empresários que participam do Plano.

 
 

MÉXICO: Agência espacial em xeque

MÉXICO.- A criação de uma agência espacial no México, aprovada pela Câmara de Deputados em abril, é um objetivo louvável, mas dificilmente se concretizará logo, afirmam especialistas.

Com as eleições presidenciais de julho e a posterior troca de governo em dezembro, o mais provável é que a iniciativa não prospere no curto prazo, disse ao Terramérica Antonio Sánchez, presidente da Associação Mexicana de Planetários.

A criação da Agência Espacial Mexicana, idealizada e aprovada pelos deputados em um projeto que ainda deve passar pelo Senado e receber a sanção presidencial, foi criticada por cientistas locais porque nunca foram consultados a respeito e por apresentar várias falhas.

Sánchez pediu aos seus colegas que revisem a lei com maior profundidade para enriquecê-la, se for possível, e criar uma frente ampla que a impulsione. “Ter uma agência espacial no México nos colocaria em uma corrida tecnológica da qual estamos ausentes, mas, sem apoio, não prosperará”, ressaltou.



* Fonte: Inter Press Service.


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