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HONDURAS: Adiada a Lei de Mineração
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TEGUCIGALPA.- A Lei de Mineração de Honduras,
cuja aprovação estava prevista para meados de maio, foi adiada porque
as mineradoras se opõem a deixar de cortar os cerros por considerar
que isso desestimula o investimento.
Deputados e organizações ecologistas protestaram contra o interesse
dessas empresas de continuar com tais práticas “a céu aberto” e
ampliar o período de exploração, até agora de dez anos, para 15
ou 20.
A deputada Doris Gutiérrez, do esquerdista Partido de Unificação
Democrática, declarou ao Terramérica que as mineradoras querem,
assim, eliminar “o processo de consenso” que consumiu quatro anos.
Por sua vez, Juan Almendares, da organização Mãe Terra, disse que
alguns congressistas estão interessados em invalidar a promessa
do presidente Manuel Zelaya de não permitir mais este tipo de exploração
de minas.
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ARGENTINA: Golpe contra o tráfico de
aves |
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BUENOS AIRES.- A Direção de Fauna Silvestre
da Argentina aumentou, na terceira semana de maio, as operações
contra a venda ilegal de aves silvestres pertencentes a espécies
em risco de extinção ou muito reduzidas.
Daniel Ramadori, seu titular, disse ao Terramérica que as aves caçadas
ilegalmente são comercializadas nas proximidades de uma feira legal
de animais silvestres, que acontece no bairro de Nueva Pompeya,
em Buenos Aires.
“Elas são trazidas de diferentes pontos do país e vendidas ali,
por isso ordenamos 14 operações simultâneas junto com a polícia
e conseguimos apreender 400 aves”, explicou Ramadori.
Na ação foram recuperados exemplares de cardeal amarelo (Gubernatrix
cristata), rei da floresta (Pheucticus aureoventris) e pássario-preto
(Gnorimopsar chopi), entre outras espécies protegidas.
“Em outras operações realizadas no interior do país, atacamos verdadeiras
redes de traficantes de animais”, acrescentou.
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COLÔMBIA: Novas medidas contra a poluição
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BOGOTÁ.- A partir do dia 30 de maio, a prefeitura
de Bogotá aplicará restrições à circulação, em três setores da cidade,
dos veículos de serviço público que utilizam diesel e têm mais de
dez anos de uso.
Os afetados não poderão transitar pelas localidades industriais
de Puente Aranda, Fontibón e Kennedy, entre 7 e 11 horas da manhã.
Quem não cumprir a determinação terá o carro apreendido e terá de
pagar multa.
Carlos Escobar, assessor da Corporação Ambiental do Atlântico, disse
ao Terramérica que Bogotá, com um milhão de veículos, é considerada
a terceira capital mais poluída da América Latina.
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BRASIL: O eucalipto outra vez em discussão
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RIO DE JANEIRO.- O Ministério de Meio Ambiente
vai estimular a plantação de eucaliptos para conter o desmatamento
na Amazônia oriental, onde 14 siderúrgicas processam minério de
ferro da Serra dos Carajás, usando carvão vegetal feito de florestas
nativas.
A idéia enfrentará a rejeição de ambientalistas e camponeses, que
travam uma ofensiva contra os “desertos verdes” da indústria da
celulose.
O mesmo argumento de preservação florestal foi usado para o eucalipto
na siderurgia em Minas Gerais, mas o desmatamento continuou igual,
disse ao Terramérica Winfried Overbeek, técnico da Fase, organização
não-governamental brasileira da Rede Latino-Americana contra os
Monocultivos de Árvores.
O risco é degenerar em monocultivos, advertiu Paulo Moutinho, do
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.
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GUATEMALA: Dez anos de prisão por contaminação
da água |
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GUATEMALA.- Um novo regulamento para o despejo
de águas residuais, que entrou em vigor no dia 11 de maio, na Guatemala,
inclui penas de até dez anos de prisão para quem contaminar fontes
hídricas.
A medida objetiva eliminar gradualmente, até 2024, a contaminação
causada por aproximadamente 500 empresas.
“Vamos criar uma base de dados para estabelecer o grau de contaminação
das águas do país e instalaremos um laboratório móvel para realizar
testes, que deverá estar pronto em quatro meses”, assegurou ao Terramérica
Mario Dary, ministro de Meio Ambiente.
Os industriais pediram para não se dar destaque somente ao setor
privado. “Algumas fábricas contaminam somente entre 10% e 15% das
fontes hídricas; o restante são os municípios e o setor residencial”,
disse Ricardo Sagastume, diretor-executivo da Câmara de Indústria.
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MÉXICO: Empresários rejeitam nova norma
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MÉXICO.- Rejeição geral por parte de empresários
foi o que gerou uma norma que obriga a usar energia solar em todo
novo local com mais de 51 empregados e necessidade de água quente.
"É uma fonte cara e não existe tecnologia adequada”, afirmam.
“A oposição é compreensível, pois as autoridades não explicaram
seu alcance nem seus benefícios”, disse ao Terramérica Odón de Buen,
secretário da não-governamental Associação Nacional de Energia Solar.
“Creio que existe uma resistência natural à medida, mas finalmente
sustentamos que é adequada e prosperará se o governo municipal se
aproximar dos descontentes para esclarecer suas dúvidas e apoiar
seu cumprimento”, afirmou.
O governo da capital pôs em vigência a nova norma no dia 8 de abril.
Segundo indica, qualquer novo estabelecimento comercial que abrir
a partir desta data e necessitar de água quente tem de usar energia
solar.
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