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GLOBAL: Riqueza marinha em perigo
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MÉXICO, 19 de junho (Terramérica).- A pesca
no mundo cresce num ritmo tão forte que já ultrapassou a capacidade
de regulação de instituições, por isso é necessário adotar urgentemente
novas medidas de conservação, diz um informe do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
O documento, apresentado no dia 16 de junho, em Nova York, intitulado
“Ecossistemas e biodiversidade em águas profundas e em alto-mar”,
indica que mais de 60% do mundo marinho e de sua diversidade, que
se situa fora das jurisdições nacionais, está sendo submetido a
crescentes pressões.
“As atividades comerciais no mar se expandem rapidamente e chegam
a profundidades cada vez maiores, onde há riquezas ainda pouco estudadas
e potencialmente vulneráveis”, disse Kristina M. Gjerde, assessora
da União Mundial para a Natureza, organização não-governamental
que é co-autora do informe do Pnuma.
O relatório recomenda definir “sistemas preventivos para áreas marinhas
protegidas” e realizar urgentes avaliações de impacto das atividades
humanas.
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BRASIL: Tentativa de frear o algodão
transgênico |
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RIO DE JANEIRO, 19 de junho (Terramérica).-
O Ministério de Meio Ambiente do Brasil procura evitar a plantação
legalizada do algodão transgênico Bollgard e pediu que a Comissão
Técnica Nacional de Biosegurança revise a autorização de seu cultivo
comercial, expedida há um ano.
O Ministério alega que não foram feitos estudos suficientes sobre
a realidade brasileira, onde espécies autóctones podem ser contaminadas.
A Comissão reiniciará suas reuniões no dia 20 de junho, mas, embora
vá intensificar o debate sobre o assunto, dificilmente acolherá
o pedido, admitiu ao Terramérica Gabriel Fernandes, coordenador
da Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos.
A variedade Bollgard, desenvolvida pela empresa norte-americana
Monsanto, foi liberada com restrições em áreas de algodão nativo,
pouco efetivas em um país onde a plantação transgênica começou ilegalmente
com sementes contrabandeadas de soja, milho e algodão.
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ARGENTINA: Código de pesca responsável
não é aplicado |
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BUENOS AIRES, 19 de junho (Terramérica).- O
grupo ambientalista argentino Fundação Vida Silvestre advertiu que
existe uma brecha entre a realidade pesqueira local e o Código de
Conduta para a Pesca Responsável da FAO.
“Por exemplo, fixam-se capturas máximas sem considerar a tradicional
subdeclaração nem descontar capturas de outros países”, disse ao
Terramérica Guillermo Cañete, coordenador da Fundação.
Uma pesquisa do grupo mostrou que o enfoque de precaução recomendado
pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO), no código de 1995 – de adesão voluntária – “não está bem
incorporado” à legislação local.
O ativista disse que a pesquisa feita nas cinco províncias do litoral
marítimo argentino continuará com encontros nos distritos envolvidos,
a fim de adequar as normas.
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