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BRASIL: Ambientalista sob ameaça
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RIO DE JANEIRO, 10 de julho (Terramérica).-
Vilmar Berna, jornalista ambiental que ganhou o prêmio Global 500
das Nações Unidas em 1999, vive ameaçado de morte há mais de um
mês, em Niterói, Estado do Rio de Janeiro. Sua queixa e pedido de
proteção à polícia só tiveram resposta na semana passada.
Sua situação preocupa porque em fevereiro do ano passado foi assassinado
outro ambientalista, Dionísio Júlio Ribeiro, defensor da Reserva
Biológica de Tinguá, também na área metropolitana do Rio. Um caçador
confessou o crime, mas foi absolvido em maio por “insuficiência
de provas”.
“O ambientalismo é uma atividade de alto risco, não só na Amazônia,
porque nos opomos ao modelo de desenvolvimento que atenta contra
a natureza”, disse Berna ao Terramérica. A reação violenta pode
estar partindo tanto de proprietários de terra amazônicos quanto
de pescadores artesanais da praia onde ele vive, que temem sua presença
porque usam métodos ilegais, explicou.
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VENEZUELA: Pais adotivos para tartarugas
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CARACAS, 10 de julho (Terramérica).- O programa
de proteção da tartaruga marinha natural do Caribe sul e praias
do nordeste da Venezuela começou a inovar, com a busca de “pais
e mães adotivos”, de modo simbólico, para cada um dos exemplares
avistados e protegidos pelo Centro de Pesquisa e Conservação de
Tartarugas Marinhas (Cictmar).
“A adoção simbólica de um animal ou de seu ninho permite contribuir
com o financiamento anual para o cuidado de 120 ninhos”, disse ao
Terramérica a diretora do Cictimar, Hedelvy Guada.
O custo da adoção de quelônios da espécie tartaruga-de-couro (Dermochelys
coriacea) é de US$ 30 e a renovação custa US$ 25, se for adoção
individual, e US$ 140, se for coletiva. “Estimulamos esta modalidade
para grupos de amigos, empresas ou colégios”, disse Guada.
Quem adota uma tartaruga ou ninho recebe um certificado, material
informativo e cartazes. O Cictmar, além de proteger ninhos, marcar
e estudar as fêmeas, promove a educação dos moradores da península
de Paria, extremo nordeste venezuelano, para evitar a depredação
da espécie.
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HONDURAS: Cresce a certificação florestal
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TEGUCIGALPA, 10 de julho (Terramérica).- Dez
empresas hondurenhas são pioneiras na certificação florestal, prática
que se espera que ganhe forte impulso até o final do ano, segundo
um programa que tem apoio do Estado.
“O certificado é uma carta de apresentação que permite indicar que
minha empresa protege o meio ambiente, uma exigência cada vez mais
freqüente no mercado internacional”, disse ao Terramérica Alejandro
Arguello, da empresa exportadora de madeira Yodeco Honduras.
A firma, que se dedica à transformação de madeira de pinho há mais
de 50 anos, maneja 25 mil hectares de floresta e acaba de certificar
13,9 mil hectares.
Adolfo Lemus, gerente para a América Central e o Caribe da Smart
Wood, entidade certificadora internacional, detecta um acentuado
interesse nas empresas centro-americanas em aderir à certificação
florestal “porque é uma demanda da globalização e, inclusive, dos
tratados de livre comércio”. Lemus calcula que já existem 53 empresas
certificadas.
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CHILE: Fábrica de celulose é multada
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SANTIAGO, 10 de julho (Terramérica).- A empresa
Celulose Arauco e Constitución (Celco), localizada na 10ª região
de Los Lagos, deverá pagar multa de aproximadamente US$ 60 mil pela
emissão de mau cheiro, em 2004, segundo determinou a Corte de Apelações,
ratificando uma sentença das autoridades sanitárias da cidade de
Valdivia.
O mau cheiro foi sentido a 60 quilômetros de distância e provocou
diversos problemas de saúde entre os moradores da localidade de
San José de la Mariquina, ao norte de Valdivia.
Lucio Cuenca, diretor do Observatório Latino-Americano de Conflitos
Ambientais (Olca), disse ao Terramérica que esta decisão estabelece
um positivo precedente, que espera se repita nos outros processos
que estão na Justiça contra a Celco, porque, a seu ver, “há antecedentes
administrativos e ambientais que justificam o fechamento da fábrica”.
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CUBA: poluentes orgânicos persistentes
são eliminados |
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HAVANA, 10 de julho (Terramérica).- Moradores
de uma pequena comunidade vizinha à cidade de Guantânamo, 929 quilômetros
a leste de Havana, converteram um lixão em um centro ambiental que
permitiu reduzir a emissão de poluentes orgânicos persistentes (POPs)
na atmosfera.
O Centro Ecológico Processador de Resíduos Urbanos (Cepru), que
este ano recebeu o prêmio nacional de meio ambiente, surgiu há cerca
de cinco anos, e mais recentemente, graças ao apoio do Fundo para
o Meio Ambiente Mundial, também tenha eliminado a queima incontrolada
dos dejetos plásticos.
Estima-se que o Centro receba cerca de uma tonelada mensal de resíduos
plásticos de alta e baixa intensidade, que agora são reutilizados
em diferentes trabalhos no local, que fica no bairro de La Isleta,
de 566 habitantes.
A nova prática elimina a geração de gases tóxicos como dioxinas
e furanos, o que representa uma redução de 6% das emissões na atmosfera,
confirmou ao Terramérica Fabio Fajardo, coordenador em Cuba do programa
de pequenas doações.
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GUATEMALA: Ataques mortíferos contra
ecologistas |
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GUATEMALA, 10 de julho (Terramérica).- Pelo
menos 115 ativistas, técnicos e trabalhadores ambientais foram alvo
de violência, seqüestro e até assassinato nos últimos 16 anos na
Guatemala, segundo um informe do Centro de Ação Legal Ambiental
e Social (Calas) que inclui o período entre 1990 e maio de 2006.
“Queríamos conhecer com certeza a situação de risco que vive este
setor na Guatemala, onde não há garantias para proteger o meio ambiente”,
explicou ao Terramérica Yuri Melini, diretor do Calas.
No caso mais recente, membros do Conselho Nacional de Áreas Protegidas
(Conap), da polícia e do Exército foram retidos por vários dias,
em junho, por um grupo fortemente armado na Serra do Lancadón, em
El Petén, fronteiriço com o México.
Em novembro de 2005, foram seqüestrados os guardas florestais Mario
Pop e Julio Vásquez, que continuam desaparecidos. Os dois trabalhavam
na estação biológica da privada Universidade del Valle, no Vulcão
de Atitlán, oeste da capital, contou Melini.
No mesmo mês, foram assassinados um técnico do Instituto Nacional
de Florestas (Inab), bem como um soldado em uma área da Reserva
da Biosfera Maia, também em El Petén.
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