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Ecobreves

 
 

COLÔMBIA: Fronteira fechada para lixo tóxico

BOGOTÁ, 31 de julho (Terramérica).- A Colômbia não poderá importar resíduos tóxicos nem nucleares, decidiu o Ministério do Meio Ambiente.

Seu titular, Juan Lozano, disse que a medida, adotada no dia 21, “confirma que não se poderá importar nenhum tipo de resíduo perigoso, salvo se assegurar-se um processo de tratamento industrial que elimine todo perigo para a vida e a saúde dos colombianos.

O ecologista Carlos Escobar, assessor da Corporação Ambiental do Atlântico, declarou ao Terramérica que a medida ajudará a atenuar um problema que ainda não foi avaliado em suas reais dimensões.

Segundo Escobar, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e informes da Procuradoria Geral, na Colômbia há, pelo menos, 5,4 mil toneladas de lixo tóxico enterradas, ou mal condicionadas, que equivalem a quase a metade do que existe em toda a América Latina.

 
 

MÉXICO: Fauna marinha contaminada

MÉXICO, 31 de julho (Terramérica).- A organização ecologista Greenpeace solicitou às autoridades sanitárias mexicanas que se ocupem da contaminação de fauna marinha que coloca em risco o consumo humano.

Alejandro Olivera, responsável pela Campanha de Oceanos desta instituição, disse ao Terramérica que o objetivo deste chamado é que os estudos ampliem o espectro de elementos contaminantes, não se enfocando exclusivamente em detectar bactérias fecais, como ocorre atualmente.

Explicou que, com base em pesquisas de 37 cientistas mexicanos, vários deles da Universidade Nacional Autônoma do México, descobriu-se que várias espécies marinhas apresentam contaminação com zinco, cádmio, chumbo e mercúrio, bem como pesticidas, salmonela ou cólera.

Em resposta, o ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, José Luis Luege Tamargo, pediu ao Greenpeace que entregue provas de suas denúncias ao Ministério da Saúde para que tome as medidas necessárias.

 
 

ARGENTINA: Pedido de integração ecológica

BUENOS AIRES, 31 de julho (Terramérica).- Ambientalistas da Argentina propuseram aos países do Mercosul um enfoque regional na hora de elaborar políticas que envolvam recursos naturais compartilhados.

Pela primeira vez, um fórum de organizações da sociedade civil se reuniu paralelamente à cúpula do Mercosul – formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela –, realizada nos dia 20 e 21 deste mês, na cidade argentina de Córdoba.

“O ambiente não entende fronteiras administrativas. Os recursos naturais são compartilhados e a responsabilidade de seu manejo também”, declarou ao Terramérica Cecília Iglesias, da associação Rede Ambiental.

Essa e outras entidades ecologistas participantes também pediram que sejam reguladas as atividades de indústrias altamente contaminantes e harmonizadas as normas de proteção ambiental entre os sócios, e a garantia do acesso à informação pública sobre esses temas.

 
 

GUATEMALA: Mangues em perigo

GUATEMALA, 31 de julho (Terramérica).- Na Guatemala são destruídos anualmente 500 hectares de mangues, o que poderia devastar 40% do ecossistema do país, denunciou Carlos Albacete, da organização Trópico Verde.

O ambientalista explicou ao Terramérica que os mangues guatemaltecos sofreram graves alterações desde meados dos anos 50.

“Primeiro foi a agricultura, depois a pecuária, e mais tarde a indústria do camarão, do sal e a turística as causadoras dos danos”, afirmou.

Devido à deterioração, em 2001, o Conselho Nacional de Áreas Protegidas colocou todas as espécies de mangue na lista de flora em risco de extinção.

Segundo dados oficiais, na Guatemala há 16 mil hectares de mangues, mas a Trópico Verde calcula que são 12 mil hectares. “A diferença está no fato de os mapas serem muito grandes, impedindo um cálculo com precisão”, disse Albacete.

 
 

BRASIL: A copaíba é antiinflamatória

SÃO PAULO, 31 de julho (Terramérica).- Uma pesquisa da Faculdade de Ciências de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, certificou as propriedades antiinflamatórias da copaíba (Copaifera officinalis).

Em testes feitos com cobaias, esta árvore nativa da região tropical da América Latina e da África ocidental apresentou um potencial antiinflamatório duas vezes maior do que o diclofenaco de sódio, um medicamento sintético.

Isto ficou claro porque “com uma dose menor conseguimos o mesmo efeito antiinflamatório”, explicou ao Terramérica Mônica Freiman Ramos, responsável pela pesquisa, que acredita que após realizar testes toxicológicos e clínicos em humanos, junto com as indústrias do setor, será possível acelerar a comercialização do produto.

Até agora, a copaíba é utilizada na indústria de aromas e vernizes, e a medicina popular também a utiliza como cicatrizante e antiinflamatório.



* Fonte: Inter Press Service.

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