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GUATEMALA: Vândalos à vontade
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GUATEMALA, 14 de agosto (Terramérica).- A maioria
dos sítios arqueológicos do departamento guatemalteco de El Petén,
berço da cultura maia, está à mercê de vândalos por falta de fundos
para contratar vigilantes.
A maior parte, dos mais de quatro mil ali existentes, ainda não
foi pesquisada cientificamente, segundo o ministro da Cultura, Manuel
Salazar.
“Apenas 46 centros estão protegidos e abertos ao público, enquanto
outros 440 recebem algum tipo de supervisão do Instituto de Antropologia
e História, insuficiente para livrá-los dos depredadores”, disse
Salazar ao Terramérica.
Segundo Carlos Albacete, da organização ambiental Trópico Verde,
70% dos sítios arqueológicos da Lagoa do Tigre, em El Petén, foram
depredados. “Muitos vigilantes são contratados por entidades internacionais
que financiam projetos de pesquisa, e não pelo Estado”, explicou
ao Terramérica.
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HONDURAS: Apostando na banana orgânica
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TEGUCIGALPA, 14 de agosto (Terramérica).- O
governo de Honduras e a multinacional Chiquita Banana, subsidiária
da norte-americana United Brands Company, desenvolverão, no final
do ano, o cultivo de 200 hectares de banana orgânica.
“Queremos recuperar o mercado europeu da banana, onde agora existe
uma tendência muito forte de consumir produtos orgânicos, e desejamos
entrar nessa corrente”, explicou ao Terramérica o ministro da Agricultura,
Héctor Hernández.
O cultivo será parte de um projeto exploratório que objetiva romper
o esquema tradicional de cultivo, radicado por mais de um século
na costa norte do país, acrescentou.
Em Honduras, as exportações anuais de banana geram, em média, US$
150 milhões e dão emprego a pouco mais de 15 mil pessoas. Por mais
de meio século, a banana foi o principal produto exportado.
MÉXICO, 14 de agosto (Terramérica).- Cientistas
da estatal Universidade Autônoma do México (Unam) desenvolveram
um megaprojeto para dessalinizar água do mar utilizando energias
renováveis, para abastecimento de centros urbanos do noroeste do
país.
Sergio Alcocer, diretor do Instituto de Engenharia da Unam e responsável
pela iniciativa, disse ao Terramérica que as pesquisas foram iniciadas
em 2004 e em 2007 começarão a operar as duas primeiras unidades
de dessalinização.
Alcocer explicou que uma das finalidades é substituir o uso de combustíveis
fósseis, aproveitando as altas temperaturas da água do Golfo da
Baixa Califórnia, as correntes marinhas, a luz solar e a força dos
ventos como fonte de energia das dessalinizadoras.
O especialista considera que esta alternativa é viável para enfrentar
as necessidades hídricas do noroeste do país, onde é comum os lençóis
aqüíferos serem contaminados com água do mar.
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BRASIL: Pneus controvertidos
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SÃO PAULO, 14 de agosto (Terramérica).- No
dia 4 de setembro acontecerá a segunda audiência da Organização
Mundial do Comércio para discutir as restrições do Brasil às importações
de pneus reciclados.
Se a vitória for brasileira, outros países poderão manter medidas
jurídicas e políticas públicas semelhantes de proteção ambiental.
“Se a decisão não nos favorecer, será um grande retrocesso para
a legislação no país, já que abriria um precedente para a importação
de resíduos como computadores usados”, disse ao Terramérica a gerente
do Projeto de Redução de Riscos Ambientais do Ministério do Meio
Ambiente, Maria Gricia de Lourdes Grossi.
A derrota não seria apenas brasileira, “pois também seriam afetados
países em desenvolvimento que desejam restringir a entrada de resíduos
em seus territórios”, acrescentou.
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ARGENTINA: Deter créditos atômicos
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BUENOS AIRES, 14 de agosto (Terramérica).-
Organizações ambientais, sociais e de moradores da província argentina
de Córdoba reivindicaram que o Banco Mundial suspenda os créditos
para a Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEA).
O fórum, integrado por 25 entidades, foi criado pela CNEA para avaliar
seus projetos para atenuar os riscos dos resíduos de urânio na ex-mina
Los Gigantes e na fábrica de dióxido de urânio Dioxitek, ambas em
Córdoba. E eram um requisito do organismo de crédito para emprestar
US$ 35 milhões à CNEA.
José Vélez, integrante do fórum, denunciou ao Terramérica que, apesar
dos reiterados pedidos, a CNEA não forneceu nenhuma informação e,
uma vez encaminhados os trâmites, desativou o fórum.
“Suspeitamos que o fórum foi usado para justificar seu pedido, por
isso acreditamos que o Banco Mundial não deveria lhes dar esse crédito”,
ressaltou Vélez.
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BRASIL: Comunidades tradicionais terão
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RIO DE JANEIRO, 14 de agosto (Terramérica).-
Uma proposta nacional, que beneficie os 4,5 milhões de integrantes
de povos e comunidades tradicionais do Brasil, será elaborada por
uma comissão de 15 representantes seus e 15 do governo, que concluirá
seu trabalho este mês.
A proposta também será debatida em setembro em painéis participativos
nas cinco regiões do país.
Se tentará definir políticas referentes às especificidades dessas
populações que vivem dos recursos naturais e desenvolvem culturas
e conhecimentos próprios, explicou ao Terramérica Jörg Zimmermann,
diretor de Agroextrativismo e Desenvolvimento Sustentável do Ministério
do Meio Ambiente.
São membros de comunidade afrodescendentes isoladas, indígenas,
seringueiros, extrativistas de vários produtos florestais, pescadores,
ciganos e outros grupos que ocupam um quarto do território brasileiro,
sem títulos de propriedade, e que realizam importantes serviços
de proteção da biodiversidade, reconhecem as autoridades ambientais.
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