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BRASIL: Cresce oposição a represas amazônicas
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RIO DE JANEIRO, 9 de outubro (Terramérica)-
Possíveis efeitos negativos na Bolívia fortalecem a oposição contra
duas hidrelétricas que o Brasil pretende construir no Rio Madeira,
maior afluente do Rio Amazonas, que nasce na cordilheira boliviana.
“A represa de Jirau vai inundar uma área superior à prevista no
projeto, por causa da sedimentação que poderá elevar em seis metros
o leito do Rio Madeira”, disse ao Terramérica Glenn Switkes, da
Rede Internacional de Rios.
Este rio transporta a metade do sedimento que segue para o Amazonas,
acrescentou, corroborando os temores do informe divulgado, no dia
3 de outubro, pelo Fórum Boliviano de Meio Ambiente e Desenvolvimento,
sobre alterações que afetariam os peixes e a qualidade da água em
rios bolivianos.
A autorização para as duas centrais carece de estudos complementares
sobre a sedimentação, e estão pendentes audiências públicas, por
isso o debate vai se estender ao próximo ano, previu Switkes.
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ARGENTINA: Moradores contra fábrica
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BUENOS AIRES, 9 de outubro (Terramérica).-
Moradores da cidade de Palpalá, na província argentina de Jujuy,
protestam contra a instalação da Sulfhaar, uma fábrica de ácido
sulfúrico aprovada pelas autoridades.
A empresa se estabeleceu em agosto em Alto La Torre, bairro onde
já existem 15 fábricas questionadas pelos moradores, entre fundições
de prata e chumbo, uma fábrica de papel e outra de bórax.
“Se instalaram sem pedir autorização, embora desde 1990 seja proibida
a instalação de novas fábricas contaminantes”, disse ao Terramérica
Orlando Conejo Vargas, da Vizinhos Autoconvocados de Palpalá.
“Vivemos ao lado das fábricas e à noite colocamos panos úmidos debaixo
das portas para evitar que o mau cheiro e a poluição entrem em nossas
casas”, denunciou.
Palpalá fica a 15 quilômetros da capital da província e tem 45 mil
habitantes.
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GUATEMALA: Troca de dívida por floresta
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GUATEMALA, 9 de outubro (Terramérica).- Os
Estados Unidos perdoaram US$ 24 milhões de dívida bilateral da Guatemala
com a condição de que este país use o dinheiro para conservar florestas
tropicais pelos próximos 15 anos.
O embaixador norte-americano na Guatemala, James Dirham, explicou
ao Terramérica que estes fundos “ajudarão a conservar florestas
tropicais úmidas, selvas tropicais e mangues guatemaltecos, que
são o lar de centenas de espécies de pássaros, e (especialmente)
aves aquáticas que migram” entre os dois países.
Os recursos serão destinados a preservar, entre outras regiões,
a ocidental cadeia vulcânica do altiplano, onde há 885 espécies
de animais, cem de plantas medicinais e uma floresta de coníferas.
Também a oriental região de Cuchumatanes, de aproximadamente 13
mil hectares ricos em biodiversidade.
Este acordo, do dia 2 de outubro, é o décimo assinado pelos Estados
Unidos e constitui a maior troca de dívida por natureza concedida
por esse país.
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