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Ecobreves

 
 

MÉXICO: Polêmica pelo registro de poluentes

MÉXICO, 20 de novembro (Terramérica).- Grupos ambientalistas alertam que impedirão que o governo do México concretize sua intenção de liberar as indústrias locais da medição de suas emissões de oito gases causadores do efeito estufa.

“Estamos prevenindo a sociedade de que esta medida vai contra a transparência e a saúde da população”, disse ao Terramérica Tânia Mijares, do Centro Mexicano de Direito Ambiental, grupo que junto a outros oito denunciou os planos oficiais.

Em setembro, o Ministério do Meio Ambiente pediu a exclusão, do que será o Registro de Emissões e Transferência de Contaminantes, do dióxido de carbono, dióxido de nitrogênio, hexafluoruro de enxofre, hidrobromofluorcarbonos, hidrofluorcarbonos, metanos, óxido nitroso e perfluorcarbonos.

O Registro, reclamado há mais de uma década e que pode se concretizar em 2007, será formado por relatórios das indústrias mexicanas sobre suas emissões.

 
 

BOLÍVIA: Proteção para povos isolados

TARIJA, 20 de novembro (Terramérica).- Especialistas, indígenas e autoridades proporão políticas públicas de proteção dos povos isolados nas selvas tropicais da América do Sul, durante um encontro entre os dias 20 e 22 de novembro, na cidade boliviana de Santa Cruz.

Estas comunidades, também conhecidas como “sem contato”, são descentes dos que resistiram, e se esconderam na selva, à desumana exploração da borracha, entre o final do século 19 e o início do século 20.

Também são os sobreviventes da atual exploração petrolífera, da construção de estradas, do negócio da madeira ou da expansão da fronteira agrícola.

“As comunidades que vivem em isolamento voluntário na Amazônia são os últimos povos indígenas isolados existentes no mundo”, disse ao Terramérica Pablo Cingolini, do Grupo de Trabalho Internacional sobre Assuntos Indígenas, um dos organizadores do encontro, junto com as Nações Unidas.

Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru são os países com maior número de povos isolados.

 
 

ARGENTINA: Calefação mais verde

BUENOS AIRES, 20 de novembro (Terramérica).- Pesquisadores argentinos vão apresentar um projeto que inova o desenho de aparelhos de calefação a gás, para duplicar sua eficiência e emitir menos gases causadores do efeito estufa.

“Os aparelhos do mercado retêm apenas entre 40% e 60% do calor que geram por causa da fuga de gases que ocorre na tiragem”, explicou ao Terramérica Luis Juanicó, coordenador do projeto do qual participam o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas e a Comissão Nacional de Energia Atômica.

As inovações, que serão apresentadas no dia 23 de novembro a empresários do setor, consistem em “introduzir pequenos ventiladores entre o gabinete e a câmara de gás, pintar de preto a câmara e usar um gabinete mais aberto que deixe passar o calor”, acrescentou.

Isto permite transferir 85% do calor, encarecendo os aparelhos em apenas 3,8%.

 
 

BRASIL: Cultivo de pérolas em água doce

SÃO PAULO, 20 de novembro (Terramérica).- Em uma iniciativa pioneira no Brasil, a Universidade de São Paulo estuda a viabilidade de cultivar in vitro duas espécies ameaçadas de moluscos bivalvos, para destinar parte deles à produção de pérolas de água doce.

Em rios do Estado de São Paulo serão introduzidas larvas de Anodontites trapesialis e Diplodon rotundus gratus, cuja extinção está relacionada com a poluição hídrica, a construção de diques e o surgimento de espécies invasoras.

“A produção de pérolas deverá começar dentro de quatro a cinco anos, quando terminarmos a fase de pesquisa e repovoamento e garantirmos que o empreendimento não agrida o meio ambiente”, disse ao Terramérica o oceanógrafo Ricardo Cunha Lima, autor da pesquisa.

As pérolas de água doce custam menos, brilham mais e são mais escuras do que as de água salgada.

 
 

COLÔMBIA: Proteger morcegos pode ser rentável

BOGOTÁ, 20 de novembro (Terramérica).- Pesquisadores da estatal Universidade Nacional da Colômbia tentam conscientizar os camponeses sobre a importância de preservar as cavernas onde se refugiam os morcegos (Miniopterus schreibersii), cujos excrementos servem como adubo orgânico.

Alberto Cadena, Jimmy Ariza e Adriana Albesiano, autores do estudo “Espécies das regiões áridas da Colômbia”, apresentado este mês, propõem retirar todo o guano dos abrigos e utilizá-lo nos sistemas agrícolas como substituto dos fertilizantes químicos.

Manuela Herrera, da estatal Universidade do Atlântico, disse ao Terramérica que se os camponeses cuidarem das cavernas e não espantarem os morcegos nem interferirem em seu ciclo de vida, obterão quantidades significativas de guano, que também poderão comercializar.

Segundo Herrera, os morcegos são agentes importantes no controle de pragas, já que capturam até 600 mosquitos em uma hora e uma colônia consome até 125 toneladas por noite.

 
 

HONDURAS: Formatura dos "servidores do meio ambiente"

TEGUCIGALPA, 20 de novembro (Terramérica) – Em dezembro se formarão os primeiros 30 jovens de um projeto educativo hondurenho, que há dois anos busca instruir filhos de camponeses em técnicas de cultivo amigável com o meio ambiente.

A escola agrícola Virgen de Suyapa, na Cordilheria de El Merendón, a 250 quilômetros de Tegucigalpa, “é auto-sustentável e ensina a menores de 18 anos procedimentos de conservação de solos, barreiras quebra-vento, cultivo de hortaliças e criação de galinhas e coelhos”, disse ao Terramérica o sacerdote Fausto Henríquez, um dos autores da iniciativa.

Os “servidores do meio ambiente” graduados serão “especialistas em técnicas agroecológicas que permitirão seguir com a vida” em El Merendón, acrescentou.

Este é o principal pulmão ambiental da cidade industrial de São Pedro Sula e possui uma rica biodiversidade.



* Fonte: Inter Press Service.

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