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MÉXICO: Rejeitado lixão tóxico na fronteira
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CIDADE DO MÉXICO, 18 de dezembro (Terramérica).-
Raúl Contreras, presidente municipal da cidade mexicana de Sonoyta,
fronteira com os Estados Unidos, confirmou ao Terramérica que não
dará permissão para a construção de um controvertido depósito de
lixo tóxico no município.
As autoridades federais autorizaram o depósito, com capacidade para
45 mil toneladas de lixo industrial, a menos de cem quilômetros
da fronteira com o Estado norte-americano do Arizona e no perímetro
de uma reserva indígena. Porém, está nas mãos da municipalidade
a aprovação da mudança de uso do solo, indispensável para concretizar
o projeto.
“No dia 30 de maio, a administração municipal anterior negou a permissão
de uso do solo para este fim. E eu (no cargo desde setembro) não
penso em reabrir o caso, considero coisa julgada”, disse Contreras.
“Estes projetos que são perigosos por causa de seus efeitos ambientais
ou contra a saúde devem ser submetidos à apreciação popular, não
se pode voltar às costas à comunidade”, acrescentou.
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BRASIL: Indígenas obtêm selos verdes
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RIO DE JANEIRO, 18 de dezembro (Terramérica).-
Um território dos índios kayapó, com quase 1,5 milhão de hectares,
no Pará, se converteu na maior área certificada de floresta tropical
no mundo.
Os líderes indígenas receberam o certificado do Conselho Brasileiro
de Manejo Florestal, no dia 13, em São Paulo, junto com o selo orgânico
para o óleo que produzem a partir da castanha-do-brasil (Bertollethia
excelsa).
O óleo é insumo de cosméticos e a Associação Brasileira da Indústria
de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos estimula sua produção
ambientalmente saudável.
“Os kayapó produzem de cinco a dez toneladas anuais de óleo, de
acordo com a frutificação dos castanhais”, informou ao Terramérica
Luiz Villares, gerente de Serviços para Negócios Sustentáveis da
Amigos da Terra-Amazônia Brasileira.
Agora, buscam certificar Mekragnoti, uma área vizinha – também kayapó
– de 4,3 milhões de hectares, informou Villares.
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COLÔMBIA: Proibida a pesca de camarões
em janeiro |
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BOGOTÁ, 18 de dezembro (Terramérica).- Em janeiro
começa a proibição de pesca de camarão de águas superficiais e profundas
no Oceano Pacífico colombiano.
A medida, que deveria começar a vigorar em 1º de dezembro, foi adiada
pelo Instituto Colombiano de Desenvolvimento Rural (Incoder) a pedido
dos pescadores artesanais, que solicitaram apoio para substituir
seus implementos de pesca.
Maria Rodríguez, ambientalista da estatal Universidade Nacional,
disse ao Terramérica que esta proibição foi estabelecida em outubro
de 1993 para proteger e controlar a exploração do camarão.
Enquanto vigorar a determinação, ficará proibida a comercialização
de camarão em todos os municípios do litoral do Pacífico colombiano,
incluindo hotéis, restaurantes e estabelecimentos similares, acrescentou. |