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CUBA: Preservação de peixe endêmico

HAVANA, 29 de janeiro (Terramérica).- Crianças do mangue de Zapata, um dos mais importantes do Caribe insular, participam de uma campanha para conservar o manjuari, um peixe endêmico de Cuba em risco de extinção, e no dia 5 de junho entregarão ao seu hábitat os primeiros exemplares criados em suas escolas.

O manjuarí (Atractosteus tristoechus) habita a península de Zapata e outras regiões do sul das províncias ocidentais e da Ilha da Juventude.

Alunos de cinco escolas primárias e várias famílias da região uniram-se ao movimento “Adote um manjuarí” para que, depois de se reproduzir em cativeiro, o peixe seja liberado, confirmou ao Terramérica Julio Haedo, especialista em educação ambiental.

A espécie diminuiu ostensivamente devido, entre outras ameaças, à pesca ilegal, introdução de peixes não autóctones e predadores, e redução de seus alimentos.

 
 

VENEZUELA: Cai a produção de clorofluorcarbonos

CARACAS, 29 de janeiro (Terramérica) – A Venezuela produzirá quatro mil toneladas anuais a menos de clorofluorcarbonos (CFC) e outras 2,9 mil toneladas deixarão de ser produzidas em 2007, graças ao fechamento da Produven, principal fabricante local desses gases de refrigeração prejudiciais à camada de ozônio.

A medida acontece no contexto de um programa qüinqüenal (2005-2008), estabelecido entre a empresa e o estatal Fundo de Reconversão Industrial.

Segundo informes do Fundo, a companhia receberá US$ 16 milhões em indenizações e, como prevê a lei, compensará os trabalhadores demitidos ou que mudarem de área.

“Ações deste tipo deveriam acontecer com maior freqüência, e são conseguidas em parte pela exaustiva supervisão sobre a fábrica venezuelana por parte do Fundo Multilateral para a Aplicação do Protocolo de Kyoto (1987)”, disse ao Terramérica Yazenia Frontado, porta-voz da organização ambientalista Vitalis.

A fábrica encerrou suas operações em 31 de dezembro.

 
 

CHILE: Ambientalistas alertas por causa do Transantiago

SANTIAGO, 29 de janeiro (Terramérica).- O Plano Transantiago, que começará a funcionar no dia 10 de fevereiro na capital chilena, está sob a observação rígida de ecologistas, dispostos a exigir um claro compromisso das autoridades com essa iniciativa.

A proposta do Transantiago é racionalizar o transporte público e diminuir a elevada poluição atmosférica de Santiago, de mais de cinco milhões de habitantes.

A ambientalista Paola Vasconi, da não-governamental Fundação Terram, disse ao Terramérica que um dos maiores pontos fracos do deposto intendente da região metropolitana, Victor Barrueto, foi a escassa identificação com o Transantiago.

A nova intendente, Adriana Delpiano, iniciou sua gestão com visitas aos principais centros do novo plano de transporte, que compreende, entre outras medidas, a ampliação da malha ferroviária e a redistribuição do serviço de ônibus.

 
 

HONDURAS: Mineração exige contexto jurídico

TEGUCIGALPA, 29 de janeiro (Terramérica).- Representantes da indústria de mineração de Honduras reclamaram um novo contexto jurídico que lhes garanta maior investimento para evitar a queda no setor, que, apesar das pressões sociais, aumentou seus ganhos em 2006.

A reclamação aconteceu no dia 22 perante o Congresso Nacional, que adiou a aprovação das reformas na Lei de Mineração

O presidente da Associação Nacional de Mineradores, Santos Gabino Carvajal, disse ao Terramérica que a falta de uma regulamentação para o setor mantém em suspenso os investimentos, “porque carecemos de regras claras para investir e as acusações de que somos depredadores ambientais não são corretas”.

Em 2006, “as exportações hondurenhas do setor geraram US$ 157 milhões, US$ 49 milhões a mais do que em 2005”, porque os preços no mercado internacional foram bons, mas esta insegurança jurídica pode colocar em risco a expansão da indústria”, acrescentou.

 
 

MÉXICO: Lei sobre baterias é rejeitada

MÉXICO, 29 de janeiro (Terramérica).- Uma lei ambiental, que o governo do México pretende aprovar para o manejo de baterias, desagradou ativistas, pois não contempla o armazenamento e a reciclagem desses produtos.

“Não servirá para nada, e assim diremos expressamente às autoridades”, disse ao Terramérica Marisa Jacott, coordenadora da Campanha de Tóxicos do Greenpeace no México.

As disposições contempladas, que segundo as leis estarão abertas à crítica pública até março, limitam-se a comprometer os fabricantes de baterias a manter a qualidade de seus produtos e combater o contrabando.

Não considera o armazenamento nem a reciclagem, pois argumenta-se que as baterias modernas têm um mínimo de incidência contaminante.

O Greenpeace reconhece esse fato, mas lembra que quase a metade das 600 milhões de unidades anuais de baterias consumidas no México são produto de contrabando, a maioria da China, e contêm produtos químicos de grande impacto ambiental.

“Como está, a redação da nova lei é inútil, pois não reconhece a realidade, por isso a contestaremos”, disse Jacott.



* Fonte: Inter Press Service.


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